edp Sinta a nossa energia
para emprenhar a esperança desta terra com ideias que cacem os sorrisos da população
edp Sinta a nossa energia
Tudo isto é mais uma prova que Basto deve estar unido pela especificidade, e desenvolver-se a a partir de dentro e depois estendendo redes para o exterior, e não tornar-se como um suburbio das cidades do Ave.
Todos os cidadãos têm o direito e o dever de expressar a opinião e tentar apresentar soluções para os problemas que nos envolvem a todos, por isso gostaria de felicitar mais uma vez esta iniciativa e lançar o desafio para a realização de outras em que poderíamos tentar debater este problema e traçar um futuro sustentável para Basto.

.
.
Depois da leituras deste texto no blog “ A culpa é sempre dos jornalistas”. Nada mais me restou senão uma concordância absoluta com o que por lá se diz.
Refiro isto porque a nossa terra de Basto precisa muito deste tipo de marketing, mas alerto para que não seja feito de forma tão pobre. Já dei exemplos deste tipo de campanhas aqui no blog do marketing urbano, e que hoje está muito em voga e muitas vezes é bem utilizado, por quem sabe e logo daí advêm excelentes resultados.
Outra das questões abordadas foi a do grave problema que uma terra tem quando vê os seus jovens a abandonar a terra por fome ou por falta de emprego. Ao que eu acrescento a atenção que se deve ter a esta classe que cada vez mais sai das escolas com um nível de formação mais avançada, devendo-se a meu ver apostar na investigação através da fixação de centros tecnológicos e nas incubadoras de empresas, para se ambicionar fixar aqui nesta terra a curto prazo a cadeia completa de produção das nossas especificidades, e fazer das terras de Basto uma BOMBA DE CRIAÇAO MASSIVA .
Devemos produzir segundo o orador uma oferta cultural para os habitantes, e os turistas virão por acréscimo, sendo evidente aqui a apologia uma vez mais às especificidades da cultura local. Citando que o turismo é caracterizado por ser mais selectivo e decidido mais individualmente e cada vez menos em romarias de autocarros.
Sugestões apontadas:
Os núcleos urbanos não se devem estender mais, mas sim ligar as partes existentes. Fazer o melhor das vilas e não crescer as ditas superfícies urbanas. Os equipamentos devem estar o mais distribuídos possíveis por todo o concelho, concentra-los na sede pode ser mau e desequilibrador para o desenvolvimento global, utilizando uma lógica de ligação em rede. Colmatar as vias transformando-as em ruas, melhorando o espaço publico humanizando-o plantando arvores e fazer bons passeios e zonas de estar. Semear a industria de forma a separar aquela associada à transformação em massa e mais poluente, e que requer o movimento de veículos de grande porte, concentrando-as em parques industriais, ao contrario das industrias criativas que se devem misturar cada vez mais com o resto da cidade, criando-se uma mescla saudável. Criar actividades para os jovens que são os primeiros a abandonar. Falou-se também do futuro a dar ás nossas aldeias isoladas, sugerindo o arquitecto soluções inovadoras e que dever sair da cabeça dos locais, apontando sugestões de aldeias lar, e de colónias de ferias, ou ainda a museificaçao das mesmas. Nuno Portas em conclusão final, e quando confrontado pelo presidente da Câmara sobre a forma como lidava, com a diferença partidária que reina na sua família,(é pai de Paulo e MiguelPortas) respondeu brilhantemente, evidenciando a capacidade cívica que todos devemos ter e de viver e conviver amistosamente com a diferença.
..."critique tudo o que receba e não deixe que nada se deposite no seu espírito senão pela peneira da crítica, pelo critério da coerência, pela concordância dos factos; acredite fundamentalmente na dúvida construtiva e daí parta para certezas que nunca deixe de ver como provisórias, excepto uma, a de que é capaz de compreender tudo o que for compreensível; ao resto porá de lado até que o seja, até que possa pôr nos pratos da sua balancinha de razão. A tudo pese. Pense"
Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'