sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não venhas, espelho de àgua

Na edp cuidar do meio ambiente,
e proteger as espécies em extinção
e melhorar a qualidade de vida das pessoas
faz parte da nossa missão
quando projectamos uma barragem
projectamos um futuro melhor.
edp Sinta a nossa energia

quinta-feira, 7 de maio de 2009

do tâmega: uma imagem, algumas palavras

Ó meu Tâmega obscuro, água dormente…
Ó rio, à noite, a arder, todo estrelado!
Água meditativa, ao luar nascente,
Água coberta de asas, ao sol-nado!
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Teixeira de Pascoaes
_____________________________________________© Samura
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Pena-me a hora desinspirada
Em que resolvi cantar-te
E fui destruindo a arte
Em cada palavra pensada.
Artéria principal em ribeiros metastizada
Sinónimo de fronteira forçada
A quatro povos irmãos
Com mesmo cansaço nas mãos
Os mesmos rostos e medos
O mesmo manjar sobre a mesa
A mesma alegria e tristeza
Por te fazer chegar aos vinhedos
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Uma imagem, algumas palavras

"Empoleirado neste miradouro, solto os olhos por metade de Portugal. Montes, rios e vales edémicos, genesíacos, como que acabados de sair das mãos do Criador. A natureza na sua primitiva decência, desabitada, limpa de toda a mácula humana. Nem sequer tocada pelo mesmo pasmo de quem a contempla."
Miguel Torga

terça-feira, 5 de maio de 2009

A verdade da mentira

“Cansados de dilemas e de leituras complexas, os eleitores preferem os discursos cheios de soluções à medida, que descartam as contrariedades, ignoram os sacrifícios ou que, em qualquer caso, adiam o sofrimento. Este sentimento gera um paradoxo: a cada oportunidade de votar há como uma esperança latente de mudança, uma réstia de motivação, que desafia uma necessidade de estabilidade e segurança. Assim, vota-se no mesmo, acreditando que fará diferente. Vota-se naquele que, antes, nos mentiu, porque queremos dar-lhe, a ele e a nós, mais uma oportunidade. Tolera-se o cinismo do político, travestido, que hoje está muito próximo dos que ontem criticou. Aliás, em politiquês, a palavra “mentira” nem existe; diz-se “in-verdade” no discurso politicamente correcto. . (...) . Os eleitores são atraídos pela sedução do poder e acreditam que há no eleito (o escolhido, o ungido…) uma legitimidade, sufragada, que está acima da legitimidade jurídica. Ao vencedor, atribui-se um estatuto de imunidade que o torna inimputável. Gostamos de acreditar que “quem manda” pode sempre mais do que aquilo que a lei permite e piscamos o olho à engenhosa desfaçatez do político e ao seu famoso poder discricionário.”
[ler tudo aqui]
José António Nobre em Mondim Leituras
isto tem que mudar, mas quando?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

PENSAMENTOS PARA BASTO DE FUTURO

Parece-me que há muitas opções politicas nesta terra, que continuam amarradas ao passado irrresponsavel e com péssimos resultados.
A politica do asfalto imposta nas Terras de Basto é fruto de uma espécie de inquérito feito junto da população, que pede este tipo de solução para o desenvolvimento da sua terra. Parece-me que este tipo de politica, alem de ser popular, tem inerente a ela uma dose de irresponsabilidade, pois dá ás pessoas aquilo que elas querem e não o que elas precisam.
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Vejo as autarquias a desenvolver políticas sociais de apoio aos idosos que estão isolados, e além de reconhecer a bondade da iniciativa, gostaria de ver questionada a razão pela qual os nossos idosos estão isolados. Onde estão os filhos da terra, e que oportunidades lhes são dadas? Haveria melhor forma de combater o isolamento dos idosos de que ter os filhos com trabalho junto a eles? Como vimos no post anterior, o petróleo vai ser uma amarga dependência, da qual todos nos vamos querer soltar, fazendo com que a actual politica de mobilidade possa falhar. Cada vez é mais cara a factura que se paga pela deslocação automóvel . E as politicas actuais de cidade promovem a proximidade e não a deslocação. Seria bom que se deixassem de promover a politica do asfalto como o D. Sebastião da nossa terra.
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Porque não começarmos a pensar em plataformas que estimulem o desenvolvimento das nossas terras, e soltarmo-nos do desenvolvimento daqueles que nos circundam, e para quem de certo modo interessa o parco desenvolvimento das nossas terras. Só podemos cooperar com as terras que nos circundam quando temos algo de novo para oferecer, e receber em troca aquilo que eles têm de exclusivo. Neste momento o problema é que somos absolutamente seguidistas das políticas de Fafe, Guimarães Amarante etc e descoramos cada vez mais a nossa especificidade. A independência e o desenvolvimento só poderá começar quando tentarmos transformar a nossa terra numa bomba de produção, quando tivermos massa crítica que possibilite delinear o percurso a fazer rumo ao futuro, que teimamos em negar por saudosismo a um passado que não nos deu felicidade.
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Porque não apostar na formação que vise as especificidades da nossa terra, incentivar a criação de empresas e criar incubadoras de empresas que lhes possa servir de amparo, uma escola superior de basto que lhes possa facultar a preciosa matéria-prima. E ao mesmo tempo teríamos a alavanca para o desenvolvimento das nossas terras, e o apoio a uma produção que está a entrar em decadência, e as empresas que ao procurar a mão-de-obra estimularia a formação e fixação dos nossos jovens. SEREI UTÓPICO?

terça-feira, 28 de abril de 2009

"the end of suburbia" e Basto desaparece?

Gostaria de felicitar o "Grupo Transição Mondinense" por organizar este debate com um tema tão pertinente, que nos deve sensibilizar a todos, de forma a repensar os hábitos, sobretudo de planeamento do território, depois da falência energética que pode ser provocada pela escassez de petróleo.
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O inicio dos subúrbios

Vários factores e evolução de várias ferramentas permitiram o aparecimento dos subúrbios de forma galopante e massiva. Um deles foi a melhoria dos meios de deslocação, bem como outros meios domésticos como o frigorífico, que permitia uma independência maior em relação aos mercados, bem como o telefone, entre outros, em termos de comunicação . Desde cedo, os subúrbios se tornaram no principal foco a controlar pelos planeadores, e como solução para travar a barreira de crescimento, tentou-se colocar um anel viário(vulgos VCI ou VCE) em redor da cidade, o grande problema é que estas permitiam acessos para as duas partes das vias, e aquilo que seria para travar o problema acabou por lhe dar mais ênfase.
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Os subúrbios
O grande problema dos subúrbios é que funcionam muito amarrados apenas a uma única função, geralmente a de habitar, tornando-se por isso de dia, sítios desertos, implicando ao mesmo tempo uma deslocação em massa á mesma hora para o interior das cidades, sobrecarregando as vias, originado problemas no fluxo de transito. A isto juntou-se a sobrecarga de utilização das zonas das cidades numas horas e o abandono em outras, pois as cidades foram planeadas por zonas determinadas pela funçao (zoning).
O crescimento descontrolado das cidades fez com que se perde-se muitos dos solos agrícolas e florestais que equilibravam todo o sistema da cidade.
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O fim dos subúrbios
Com a escalada do preço do petróleo, e da sua extinção futura, perde-se a fonte de energia que alimentava todo esse sistema, tornando-se o mesmo falível. É por isso necessário repensar este modelo urbanístico e a energia que vai substituir o petróleo.
SOLUÇOES PARA A REABILITAÇAO DOS SUBURBIOS.
As soluções que hoje se apresenta, giram em volta da reabilitação. É preciso travar o crescimento dos aglomerados urbanos(isto também serve em Basto), e preencher os espaços vazios devolutos e reabilitar os edifícios em ruína. Deve-se pensar em formas de rentabilização, ao máximo, dos espaços, atribuindo-lhe várias funções ao longo do dia (p. ex. uma escola pode servir como espaço para reunião de associações durante a noite, e porque não a praça que serve durante o dia para as crianças brincarem á noite não pode albergar a função de esplanada para um bar?). Deve-se combater o zoning e atribuir usos mistos aos espaços, os espaços onde se trabalha é o mesmo onde se vive , onde se diverte e onde se aprende, poupando-se nas deslocações forçadas diariamente. E assim as sobrecargas em horas de ponta que as escolas zonas de trabalho estão sujeitas seriam equilibradas e distribuídas pela cidade. uma das soluções parece-me ser a substituição dos meios de transporte privado pelo publico. (gostei da intervenção por um dos presentes acerca da moral de exigir o uso dos transportes publico, é preciso nós utilizarmos para dar o exemplo .) Alem de se pensar em formas de poupar a deslocação de pessoas parece-me preciso cortar na deslocação dos produtos, e se possível encurtar a sua cadeia de produção, no entanto não me parece que seja um manifesto anti-globalização, pois parece-me fulcral para o desenvolvimento da humanidade e de qualquer sistema social futuro que se continue a comunicar e a cooperar a nível global. Penso é que a palavra cooperação deverá ganhar mais ênfase. Gostaria de dar um exemplo estudado em Portugal pela INTELI que tem a ver com os LIVING LABS, ou INNOVATION HUB em que as soluções de cooperação á escala global e a utilização prática a nível local é excelente . Para a aplicação de qualquer estratégia para as cidades ou vilas é preciso haver um rumo determinado a médio longo prazo pois “quando se navega sem destino nenhum vento é favorável”, e estar atento ás melhores formas e soluções aplicadas a nível mundial e escolher aquelas que nos podem servir ás especificidades locais. Tudo isto é mais uma prova que Basto deve estar unido pela especificidade, e desenvolver-se a a partir de dentro e depois estendendo redes para o exterior, e não tornar-se como um suburbio das cidades do Ave. Todos os cidadãos têm o direito e o dever de expressar a opinião e tentar apresentar soluções para os problemas que nos envolvem a todos, por isso gostaria de felicitar mais uma vez esta iniciativa e lançar o desafio para a realização de outras em que poderíamos tentar debater este problema e traçar um futuro sustentável para Basto.

sábado, 25 de abril de 2009

Liberdade só em dias marcados

Hoje em jeito de comemoração da revolução dos cravos, vou escrever o que me vai na alma acerca da democracia que se afigurou neste país, e como não há censura, espero que não se crie azia no estômago de ninguém, pela minha e nossa liberdade.
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Os libertadores de Abril sonharam um país livre e democrático, onde as pessoas poderiam manifestar a sua opinião sem censura, mas também sem represálias. E por isso lutaram e arriscaram,pois sonhavam um país melhor.
Se alguns objectivos foram conseguidos outros precisam de mais empenho para serem realidades, pois não passam ainda de uma miragem, parecendo que se vive hoje cada vez mais apenas um feriado nacional e não Abril como um exemplo de coragem e de valores basilares á liberdade.
Pois este é ainda um país livre mas, com pressões sobre magistrados, e corrupção com os índices mais elevados do mundo, e em que se admite em plena assembleia da republica haver medo que os cargos destinados aos filhos dos deputados e apoiantes dos partidos(pensei que fossem atribuídos dessa forma mas por mérito) se as pessoas manifestarem uma opinião discordante da dos lideres. Um país onde ainda vimos policias (querendo fazer o papel de nova PIDE) entrarem em escolasou em sindicatos nas vésperas de manifestações, fazendo parecer que esta liberdade alcançada incomoda, mas ao mesmo tempo que ser festejada,para parecer que não sendo como um cavalo de Tróia que é preciso louvar para que todo o resto se possa esconder no seu interior.
Um país onde a censura foi substituída por pressões sobre os jornalistas, ou processos disparados em direcção de tudo e todos com voz discordante, com o alto patrocínio do Estado,para que se cale vozes discordantes livres.
Festejar Abril onde a vida é complicada, por autenticas perseguições a quem tem simpatia por cores partidárias distintas, ou ouse discutir as decisões e projectos políticos(pilar básico dos direitos e deveres de cidadania) não passa de um acto irónico. Sinceramente penso que a revolução dos Cravos foi uma viragem importante, mas penso que o espirito de Abril se foi diluindo pelo tempo e deturpando-se por interesses, que se soubessemos que se iriam afigurar teriam agido de outra forma naquela altura.
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É preciso continuar a cantar e lutar por Abril, ainda há muito trabalho a fazer para louvar a coragem e ousadia dos capitães de Abril, mas não falo em festas pomposas nem transmissões televisivas, mas tão só no tratamento desta democracia que tem tanto de doente como de abstinente.
Parafraseando Martin L. King ,o que me preocupa não são as acções dos maus, mas o silêncio dos bons.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

TERRA VERDE

E porque ontem foi o dia da Terra, parece que cada vez mais se tenta alertar para o futuro sustentável do planeta.
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Não tenho duvidas que o consumo de energia tende a aumentar, Portugal por uma excelência geográfica parece estar a trilhar o melhor caminho para atingir a referência neste sentido que tanto proclama. Pois tenta em assumir posições de referência ao abordar questões como a energia das ondas, eólica, solar, geotérmica , mas depois borra a pintura com o PNBEPH.
“Á sombra do Burro entra o cão no moinho.”

As terras de Basto, tem sido aproveitadas como montra expositora dos sistemas acima descritos, mas mesmo assim parece que estes acontecimentos nos continuam a passar ao lado. Porque não apostar no razoável aproveitamento da energia renovável presente nesta terra para que, envolvendo-nos, consigamos afirmar esta terra como uma referencia no futuro.
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Hoje é muito utilizada a questão da Marca do território por diversos políticos aqui na região, mas sinceramente parece-me que ainda não sabem muito bem daquilo que falam.
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A Marca da nossa terra deve ter inerente a ela as especificidades da região, de forma a que enunciando essa marca associemos logo a região. Mas essa marca não deve ser utilizada só como nome mas tambem, com decisões politicas, e de planeamento estratégico, que permitam ambicionar essa mesma marca. E já que falamos de energia renovável porque não utilizar este filão como os parques eólicos que coroam os topos das serras que nos delimitam, tal como a central de biomassa, e juntando a isto as nossas VERDES paisagens, promover uma agricultura VERDE, (Biológica) desenvolver-mos e promover-mos mais a aposta na energia solar(VERDE), sem esquecer a grande promoção da racionalização do consumo,(A - VERDE) e promover também a fixação nesta terra de empresas verdes, e castigar fiscalmente aquelas que não o são.
BASTO- TERRA (dos) VERDE(s) sería sem duvida a melhor MARCA a ambicionar no futuro. Basta reinventar alguma produção, dinamizar outra, e preservar características de excelência que ainda temos.
Alem de Basto ter um destino a ambicionar, estaria a colaborar para uma reinvenção da forma como tratamos o nosso planeta.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Caminhos sem sentido

[foto roubada daqui que roubou daqui, 100 anos de perdão para mim :-)]
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Na minha opinião os territórios, actualmente não se desenvolvem assentes nas acessibilidades, no entanto acho importante, e tendo em conta as características das nossas terras, promover algumas ligações estratégicas que não tem que passar apenas pelas vias, mas sobretudo por protocolos de colaboração para se atingir uma imagem de marca que nos permita acreditar no futuro das nossas terras. Penso que devemos desenvolver características que permita aos habitantes de Basto, reinventar e desenvolver eles mesmos, a nossa terra, apostar na sua criatividade e na sua sabedoria politécnica .
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As autarquias de Basto estão a funcionar cada vez mais como o peso maior nas vidas dos habitantes, divergindo dos territórios que se tem desenvolvido de forma sustentada. Dando cada vez mais o peixe, e não ensinando a pescar. Qual colmeia que se quiser produzir o melhor mel do mundo, não me parece sustentado apostar apenas nos caminhos que permita as abelhas irem buscar o polen, parecendo-me prioritário antes cultivar e semear as melhores flores, que possibilite ás abelhas produzir o melhor mel deixando para as abelhas a tarefa principal.
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Se temos nas nossas terras especificidades a nível de produtos e matérias primas que nos permite distinção no mundo globalizado, porque não incidimos sobre essas especificidades, reinventando-as e adaptando-as ás necessidades e exigências actuais e reinventando-nos e desenvolvendo-nos a nós como território.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vergonha na Pátria

"Portugal dispõe de condições naturais, geográficas e humanas únicas. Se bem governado, seria desenvolvido e rico. O país tem território e tem gente, ambiciosa e trabalhadora. O ambiente social é o melhor da Europa, os níveis de segurança são invejáveis, a integração dos trabalhadores estrangeiros é pacífica. E, no entanto, a estrutura produtiva está obsoleta, objectivos estratégicos não há, o estado asfixia a economia." ... "Temos um clima fabuloso, somos o refúgio temperado da Europa. Contudo, os portugueses tiritam de frio no Inverno, porque vivem em casas mal construídas e energeticamente ineficientes. E o turismo, apesar dos progressos, é ainda sazonal e localizado." . "Os terrenos e o clima são propícios ao desenvolvimento de agricultura, pecuária e silvicultura de eleição. Mas o mundo rural está ao completo abandono, salvo a honrosa excepção que é a produção vitivinícola. O património histórico e cultural único, próprio do mais antigo país europeu, não é rentabilizado ou sequer usufruído." ...
Paulo Morais [JN]

terça-feira, 14 de abril de 2009

Erros Crassos

Depois da leitura da análise pertinente do Vitor Pimenta às palavras do José António Nobre, em que me recomenda a pensar o Tamega,(só poderia pensar por mais 7 anos depois não haverá nem rio, quanto mais região), descarrego aqui algumas dores que me vão na alma.
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Alem de alguns erros crassos, que se estão a tomar pelos actores políticos desta região, penso que Basto subsiste e resistirá, pois esta toponímia está ancorada a valores sólidos e mais fortes que os meramente políticos. Podem inventar artimanhas para destruir Basto, com encerramentos de linhas férreas consentidos, com consentimento de barragens que mesmo assim seremos todos de Basto (nem que não queiram).
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Isto de Basto não é só quando se apetece, ou quando interessa... nem deixamos de ser de Basto quando somos umas "marias vai com as outras".
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Os habitantes desta terra(como eu) esperam "pacientemente", por políticos visionários que consigam desenvolver Basto a partir de dentro, que não precisem de estender tentáculos para o Vale do Ave, ou para Lisboa, para quais serão sempre parasitas ou parentes pobres.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009

TIROS PELA COLATRA

[gatafunho de Madalena Freitas]
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Este ano pela carga politica que suporta, será sem duvida um espaço de tempo em que muita roupa suja se vai sujar ainda mais.
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Discutir-se-á pessoas e não opções e estratégias politicas, continuando-se a dar tiros ao lado do alvo, falhando em objectivos e assim sem querer acabam por colaborar com aqueles que pensam criticar, pois ao não discutir o cerne da questão politica, vai-se dando aval e funcionando como sibilante que distrai do principal problema.
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E este debate parece interessar governo e oposição , ambos parcos de ideias de desenvolvimento. Entregando-se antes em guerras de bisbilhotice de vidas privadas, não havendo aura para manifestar discórdia nem argumentos para a consolidar e confirmar. E em vez de politica séria, vão levados em politica á moda de Julias Pinheiro, e Claudios Ramos que condena, não o que se faz , mas o individuo que o fez.
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Parece que má politica de governação acaba por arrastar com ela a politica de oposição. O sonho seria um dia haver politico que se demarca-se destas tretas e fizesse politica séria, impávido e sereno, respondendo com soluções e aos eternos burburinhos beatos, e nunca descendo ao mesmo nível .

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Celorico que futuro

... Em Celorico, noto a tentativa de estabelecer uma marca assente no... desporto! a ideia de estabelecer uma marca parece-me bem, agora a área em que se estabeleceu, não me parece tão bem conseguida.
É preciso apostar nos nossos recursos endógenos, e dar formação seria para que seja a população desgarrada e menos dependente do poder autárquico a desenvolver esta terra. Não temos que inventar um papel a ocupar na economia global, temos é que reinventar o que vínhamos a ter de forma a actuar de forma mais marcante e influente.
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Por princípio parece-me essencial pensar Basto em conjunto, como uma plataforma unida, depois estabelecer uma marca para o nosso território, a marca de território Verde parece-me aquela que poderia desenvolver várias valências, o desporto mas os recursos endógenos, assentes na nossa, ainda boa qualidade ambiental, desenvolvendo mais plataformas de produção biológica, incentivando as alternativas energéticas verdes. o futuro é esse cabe-nos a nós remar, ou içar as velas para navegar nesse sentido.
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Para quem navega sem destino, nenhum vento é favorável.
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Pensemos numa escola superior para basto, de forma a estudar seriamente e a criar massa crítica que possa trilhar de bom grado o caminho de Basto.
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[comentário no blog Celorico de Basto ]

terça-feira, 31 de março de 2009

As nossas vias de ferro

Depois de uma semana do encerramento temporário da linha do Tâmega, eis que salta para a discussão a tanta falta que nos faz a ferrovia.
A ferrovia perfila-se sem dúvida um meio de comunicação de futuro, quer a nível de segurança, como ambiental, conforto e pontualidade. É no meu entender uma personificação do tipo de sociedade que se poderá apresentar no futuro, uma vida rápida mas sem tensões de tempo, fala-se hoje cada vez mais em slow-life.
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Basto será exímio a garantir no futuro essa característica, e sinceramente parece-me redutor pensar uma ecopista em toda a extensão da ferrovia existente quando já sabemos que este tipo de empreendimento não é mobilizador, e por isso pouco rentavel. E construir a ecopista sobre a linha leva a que no futuro tenhamos que escolher uma valência em detrimento de outra. Se notarmos que a ecopista é um projecto imprescindível para o nosso futuro, porque não requalificar antes caminhos camarários se encontram abandonados e com boas características de serem aproveitados como pequenos troços de ecopista. Funcionando como redes pensadas de forma a ligar e a enfatizar a história e características naturais da nossa região. Requalifiquemos os percursos como o picadeiro de D. Nuno Alvares Pereira, requalificaríamos a parte baixa perto da linha em vila Nune, Canedo Veade Mondim e Celorico, de forma a fazer arranjos que serviriam como remediadores do lago da barragem e ao mesmo tempo como forma de ligar os muitos solares, e outras valências que se plantam nestas regiões.
[imagens tiradas da Refer]
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Contudo não me parece que nenhum destes projecto seja para agora prioritário, chega do pensamento que é nas vias que reside o problema. É preciso pensar outros aspectos da nossa região, parece-me que nos agarramos a esta questão das vias e das acessibilidades como o remédio para todos os males. A via férrea virá no futuro, como sibilante encantador da nossa terra, que se desenvolveu com as ferramentas que tinha, e por ela soube esperar.
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Pensemos agora formas de reabilitar e dinamizar Basto tirando partido dos recursos humanos que é preciso formar e dar apoio para que se tornem empreendedores. Depois logo veremos o que esta região precisa em termos viários ou ferroviários.
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Pensemos a via segura como o ferro, sobre a qual temos que desenvolver e fazer deslizar o comboio da destradicionalização, e da criatividade e inovação que levará com ele esta região até a estação onde entrará o desenvolvimento, apartir daí o futuro e a paisagem será diferente.

segunda-feira, 30 de março de 2009

F(e)ridão Ambiental

Em Basto continua-se a debater a barragem de Fridão,agora o EIA(estudo de impacte ambiental), e o ultimo debate em Mondim mostra um grande inconformismo por parte da população, que sem interesses dentro da Edp, mostram e provam a preocupaçao com uma boa adesão aos debates acerca do tema. Há interesse por parte da população que esbarra sempre na pouca vontade politica a expor o projecto e o futuro que o mesmo nos reserva. Poucos continuam a ser aqueles que vêem a barragem como boa, poucos mas os que realmente tem poder, concedido pelo povo, mas nenhum eleitor consentiu a construção da barragem no acto de eleição , por isso não percebo como as autarquias conseguiram dar um parecer positivo á sua construção antes de sondarem minimamente a população.
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O Tâmega e a problemática da barragem de Fridão , tem agregado as nossas populações de Basto numa busca de informação acesa. É um problema sistémico, e não isolado, no qual nos devemos envolver.
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Eu temo pelo ambiente, e pelo nosso microclima que nos garante distinção. E temo que a população interessada não esteja a ser vista com o respeito que tanto merecem. Temo que o futuro desta terra esteja a ficar comprometido.

segunda-feira, 23 de março de 2009

CRAVINHO acessivel.

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. [imagem tirada daqui]
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Com muita atitude, sério no debate, sério nas ideias, enganado só pelos dados que lhe facultaram, e porque se soube distanciar bem da falácia que acessibilidades é que são a totalidade do desenvolvimento, e porque soube muito bem apontar os paradigmas para os quais nos devemos posicionar o quanto antes para enfrentar o futuro, o Engenheiro João cravinho conseguiu dar em Cabeceiras uma explanação que no meu entender foi a melhor das que assisti da série “politicas de futuro”. E acessibilidades não são só as estradas, acessibilidades são a garantia de criação de uma serie de condições que permita a mobilidade, nem sempre física das pessoas. Tal como ele fechou brilhantemente a conferência acessibilidades é o exemplo que “acessibilidades é eu vir de Londres a Cabeceiras para dar a Conferencia.”
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Um homem que pela independencia, de pensamento, se deveria replicar em Portugal, que se debate por causas e não por numeros, com os pés assentes na terra. E agora percebo algum distanciamento ao actual governo central. O seu nome parece estar emprestado ao simbolo libertador de Abril,(se acham exagerado pensem no diminuitivo) e que agora tanto tanto faz falta na politica atroz e repulsiva para quem tiver ideias dissonantes, daquelas muitas que até agora vimos estar erradas.
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. Brevemente apontarei mais questões levantadas nesta conferência, principalmente cruzadas com modelos e pensamentos que tenho vindo aqui a defender. Se os meus pensamentos baseados em muito estudo sério não é o suficiente para a credibilidade dos mesmos, agora pode ser que reforçados pelas palavras do engenheiro Cravinho possam ter um alcance maior. Por isso esta conferencia veio a confirmar aquilo que tenho vindo a defender para Basto, terra dos verdes, (reparem que até ele associou o verde á nossa terra). Demarquemo-nos pela terra dos Verdes é esta a MARCA que nos faz falta.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Esta mui nobre flor, Camélia de potencial infinito

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[Camelia Macieirinha e Camelia S Roque ]

Em Celorico de sexta a domingo discutiu-se as potencialidades turísticas que as Camélias atribui a este concelho. Parece-me muito boa a iniciativa, da Qualidade de Basto em parceria com a Ccamara municipal, a realizar já a VI edição da Festa das Camélias. Um certame que tem como intenção de promover a tão extensa e nobre especificidade deste núcleo de Basto. Aproveitou-se para mostrar e discutir as enormes potencialidades que as camélias podem ter como produto turístico. Explanou-se também outras potencialidades das Camélias desde aromáticas ás gustativas, passando até pelo mote de criação de empresas. Uma prova viva que património não é apenas os edifícios do passado mas também tudo que os circunda, e que caracteriza a forma de vida de uma geração. Celorico tem mais de mil razoes para acordar da actividade algo adormecida que se tem entregado. E não podemos culpar sempre quem governa, pois uma prova viva de uma certa preocupação é a realização deste evento. Parece-me muito bem que Celorico continue a promover de forma tão afincada esta sua especificidade, pois é aqui que se situa a mais antiga Camélia da Europa Continental. Gostei da presença da senhora Isaura de Allen pois foi , quem até hoje, numa visita ao seu solar, mais me ensinou acerca desta flor e do seu valor infinito.
No entanto parece-me que seria importante invocar a presença dos restantes concelhos das terras de Basto de forma a dar uma maior projecção e este tipo evento, até para que tenha uma maior projecção a nível do território de Basto. Mas Celorico deve pensar ao mesmo tempo na participação em outros promovidos e realizados noutros concelhos. Devemos realizar eventos para os nossos habitantes, de forma a construir e mostrar uma identidade sólida, e digna de deslumbramento para quem nos visita. E sinceramente parece-me que os celoricenses ainda vivem bastante á margem deste acontecimento. É preciso cativa-los.
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segunda-feira, 16 de março de 2009

O debate - Consequências do desemprego nas Terras de Basto

No sábado decorreu no Arco de Baulhe, uma conferencia promovida pela adBasto , em que se discutiu, com a presença do professor Manuel Monteiro, as consequências do desemprego nas Terras de basto e as perspectivas futuras.
Um debate que valeu principalmente pela vontade de se falar e discutir este problema pertinente que tanto afecta as nossas populações. E segundo os oradores o problema reside numa crise estrutural que nasceu com este ciclo de globalização, e por uma aposta errada por parte de Portugal nas suas prioridades de desenvolvimento.
Também na minha opinião, Portugal não se posicionou de forma correcta, ao não investir da melhor forma na formação de recursos humanos, á imagem daquilo que a Irlanda fez, e pensando primeiramente numa politica voltada ás infra estruturas, como se tivéssemos uma base de formação já consolidada. Mas não penso que devemos fazer um “reset” de memória relativamente ao modelo que se desenhou nos últimos decénios, mas antes reabilita-lo de forma a corrigir muitos do erros que se cometeram, não podemos deitar fora o menino com a água do banho, e penso que a melhor forma de sair de um problema é através dele.
Outra das questões que ressaltou no debate é a que as entidades politicas deveriam diminuir os impostos e taxas relativos às empresas, que me parece ser uma medida sensata quando aplicada de forma estratégica mas com uma duração reduzida,à imagem da solução apresentada pelo Dr .Abilio Vilaça, em que o estado suportaria encargos com pessoal estagiário que reduziam de ano para ano, porque não aplicar o mesmo em relação ás taxas municipais. No entanto não defendo que deveríamos ser entusiastas de uma redução radical de taxas, pois parece-me importante que os municípios gerem riqueza de modo a cuidar dos espaços públicos, envolventes aos empreendimentos e devem ter um papel determinante na elaboração de estratégias no sentido de promover as empresas situadas no seu território, sem o capital inerente das taxas de fixação de empresas parece-me difícil conseguir representar o seu cargo de forma exemplar. E parecia-me discrepante aplicar taxas aos moradores e não aplicar às empresas! Aliás, isso faria com que os territórios sem taxas entrassem numa espiral de decrescimento e dependência absoluta do poder central , um problema poderia levar a outro ainda mais grave.
A capacidade de criar emprego não deve ser da responsabilidade do estado, que na minha opinião o deve promover, e neste capitulo acho importantíssimo apostar no capitulo da formação , ensinar a pescar em vez de estar-mos eternamente a dar o peixe. Uma sociedade com conhecimento é a melhor garantia para a formação de emprego, próprio ou mesmo na atracção de empresas uma vez que é extremamente caro para processo de produção a deslocação de quadros superiores.
Quando entramos para a UE Portugal e a Irlanda era dos últimos classificados, a nível do PIB, cerca 20 anos depois a Irlanda( que apostou no ensino gratuito para todos) é o segundo pais mais rico da UE , atrás só do Luxemburgo, Portugal apostando nas estradas e infra-estruturas que muitos para pouco ou nada servem, continua na cauda. Desemprego era o tema central do debate, em que eu esperava de ouvir falar mais de perspectivas futuras.
Foi penoso ver uma afluência tão pobre de público,( seria do dia e da hora? )que mesmo que não se goste dos oradores, esperava que os habitantes de Basto estivessem mais interessados neste problema que tanto nos assola.
Nos últimos anos segundo o Dr. Abílio Vilaça, houve um decréscimo na oferta de emprego na ordem de 35 % em Cabeceiras e de 75% em Celorico. (algo está mal nesta terra)
É preciso debater, e combater este problema de forma muito séria.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pensar Basto

As nossas terras de Basto já perceberam que as exigências que hoje lhes são dadas tem uma natureza diferente baseada numa sociedade diferente moldada pela globalização.
E fala-se muito em competitividade dos territórios, numa lógica de cooperação em rede que não tem que ser estabelecido com a vizinhança próxima, mas com aqueles que nutrem os mesmos objectivos.
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Esquecem-se que esse tipo de planeamento de competitividade é feito por cidades com uma certa dimensão e riqueza urbana, que está ao alcance de poucas cidades em Portugal, às nossas vilas de Basto, não resta senão um sentido de cooperação, que podem engendrar solitariamente com outras entidades externas, mas que nunca se poderá destacar, porque os recursos tangíveis presentes em Cabeceiras(p.exemplo), encontram-se em Celorico ,Mondim ou Ribeira de Pena, conseguindo-se as mesmas especificidades não se conseguindo por aí fazer a diferença. Quanto aos activos intangíveis( cultura, formação etc.) que valem cada vez mais, eles existem espalhados de forma homogénea entre o território de Basto. Não acredito que nenhum concelho se demarque também nesse sentido.
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Porque estamos a fazer difícil o que de certo modo é fácil, numa estratégia de cooperação a nível das terras de Basto. Não tem que ser em todos os projectos, mas apenas nos projectos bandeira. Porque não uma estratégia de colaboração cultural, á imagem da feira dos vinhos itinerante, em que se notava a diferença, e uma aproximação entre os quatro concelhos de Basto. Ou então lembremo-nos de projectos como a Escola Profissional e Agrícola de Fermil, fundada num acordo entre os actores políticos de Basto. E porque não pensar no mesmo sentido para uma Escola Superior que serviria os quatro concelhos de Basto, de forma a conseguir recursos humanos que consigam desenvolver estas terras, para um concelho é um projecto talvez desmedido, mas para os quatro penso que seja possível de alcançar, só com estradas já vimos que não vamos lá. Basto é único, em características, cultura e até em microclima, a terra de excelência dos Verdes, desde os vinhos, passando pelas paisagens, e de uma certa qualidade de vida que anda aqui se pode oferecer.
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Não faz sentido dizer que o Monte da senhora da graça é só de Mondim, quando de todo o território de basto tenho uma vista exuberante sobre ele, não faz sentido dizer que o Mosteiro é só de Cabeceiras quando é tão conhecido e amado por todas as terras de Basto, o mesmo digo dos Solares que se plantam de forma graciosa por todo o território de Basto. É uma cultura única baseada nos mesmos valores e características, porque pensa-la fragmentada?
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Deixemo-nos de individualidades, e estrelato isolado e pensemos Basto em conjunto.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

É por estas e por outras que tenho receio...

Às vezes tento acreditar no bom senso daquilo que a Edp nos diz acerca da barragem de Fridão, e que eles próprios são os primeiros a querer a boa qualidade das aguas, e de toda a envolvente e depois leio noticias como esta:
e fico a temer pelo futuro que eles nos reservam para esta terra. E não se responsabilizam pelo erro, o que ainda me deixa mais cauteloso, no Torrão a culpa foi deles,(admitem-no) mas temos que suportar o erro, e o atentado à natureza que ali se perpetuou, e se queremos ver a coisa alterada esperaremos que venham outros resolver, como no caso dos carvalhos abatidos é o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade a tomar medidas, e a ponderar a reflorestação. Fica muito mal este tipo de atitudes a empresas que tem uma enorme responsabilidade ambiental, perdendo alguma compreensão e confiança que alguns habitantes de basto lhe depositaram, fazendo entrar em descredito tudo aquilo que nos foi dito nos debates acerca da barragem do Fridão.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carnaval “soube-te a pouco? Foi com a tua ajuda”.

[foto do reporter amador]
Mais um Carnaval, mais uma vez aqui pelas terras de Basto ficamos pela iniciativa isolada por parte da A.r.c.a, e as acostumadas criticas emanada por quem assiste. Às quais a melhor resposta é uma frase que recordo no ultimo carro do Corso de 2002 que dizia “soube-te a pouco? Foi com a tua ajuda”.

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As iniciativas nas terras de basto são diminutas, não existem incentivos, não existe um associativismo dinâmico de forma a transformar e reinventar os hábitos da nossa região que começam a entrar numa acentuada decadência. Continuo aqui a dizer que Basto está separado em tudo, politicamente, eventos culturais como este, e depois os concelhos de Basto vizinhos alem de não participarem, também não realizam nenhum evento como alternativa a este realizado pela A.R.C.A.
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Pergunto porque as autarquias das Terras de Basto, uma vez que não organizam nada, porque não incentivam a participação nestes eventos, ou até porque não solicitar e incentivar a participação das escolas para que todos participem e tornem o carnaval das terras de Basto uma referência, porque é também por aqui que se consegue fazer a diferença. Actualmente temos uma afluência de publico excelente mas se a coisa continua pelo mesmo andar, não perspectivo um futuro risonho para o Carnaval da A.R.C.A mas que não deveriamos deixar morrer uma vez que é o único de Basto no dia que lhe é devido. Haverá responsbilidades na perda de participantes pela divulgação tardia do acontecimento, e pela falta de desenvolvimento de estratégias para cativar mais participantes,(e não utilizem mais o discurso, do só faz falta quem cá está), mas apesar de tudo isto critico de forma mais exaustiva a atitude dos habitantes de Basto, que não respondem minimamente aos apelos e às poucas iniciativas que se vão fazendo na nossa região. Este sim parece-me o principal motivo para que estas tradições entrem em decadência.
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Soube-te a pouco? foi com a tua ajuda.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"All"deias de Basto

A Região de Basto, fora dos quatro maiores aglomerados urbanos e das ligações entre eles, apresenta uma quantidade infindável de aldeias com características quase únicas. Uma arquitectura vernácula de uma e harmonia tal com a natureza, que ao longe mais parecem cavernas de lobos, como escreveu Torga. Mas dói só de ver aquelas paredes órfãs de telhados e de gente, na sua maioria.
São a identidade de uma época que se está a perder, de um bem saber fazer, de uma época que o homem respeitava o ciclo da natureza, e ela como com uma atitude de reciprocidade e regada com suor de sol a sol, lá lhe ia dando o que se tinha de repartir com os patrões. Uma época que apesar de tudo, deixa boas recordações, e onde está gravada a juventude e as memorias de muitos dos nossos.
Estas aldeias tem coisas boas, muito valorizadas actualmente por isso "não podemos deitar fora o menino com a agua do banho."
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Que futuro para as nossas aldeias?
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Deixa-las morrer, parece-me deixar morrer com elas parte da identidade das nossas terras. sendo necessario a elaboração de planos estratégicos para as dinamizar.
. Não me parece que estas aldeias isoladas consigam vingar no futuro agarradas a um único sector, seja ele o turismo ou a agricultura. Parecendo-me a mim que o futuro possa vir a ser risonho, se conseguirmos conjugar os dois factores.
Os acessos fisicos, devem ser complementados com os tecnologicos, no entanto parece-me que maior parte destas aldeias já os têm.
. A museificação destas aldeias foi uma solução apontada pelo arquitecto Nuno Portas , que a mim me parece falível, pela dificuldade de rentabilização em termos turísticos e de recursos humanos para manter a actividade de uma aldeia museu. Parecendo-me que a melhor forma de as mesmas não perderem interesse é manter a sua produção mesmo que por diminuta que seja, mas de forma a conservar a sua excelencia , e funcionarem como bandeiras de cada aldeia, complementando-os com algum lugar que os confeccione e comercialize e ao mesmo tempo para deitar quem visite e aprecie estas aldeias, claro que tudo isto adaptado à escala de cada lugar.
(sem querer fazer publicidade, vejam o caso do restaurante e estalagem "nariz do mundo")
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Manter a actividade que ainda há nestas aldeias, pode ser um factor importantíssimo e interessantíssimo a aproveitar, complementando-o e atribuindo-lhe dinâmica com outras funções, turísticas de segunda residência, de comércio das especificidades dos produtos para lojas “gourmet”. Mas acho importante construir uma plataforma que possa unir e rentabilizar os interesses destas aldeias. Elas não estão mortas, vivem é com muito sacrificio, e essa é a situação que é preciso alterar.
Outra função que se poderia dar era a de “aldeias lar”, que passaria pela recuperação das habitações e adaptação ás exigências de agora, complementando-as com uma micro clínica geriátrica, de forma a criar condições quer para os idosos que lá vivem, quer para atrair um nicho de investimento por parte de pessoas idosas que fartas da confusão citadina estão dispostos a investir em lugares como estes, parecendo-me que a presença de gente das varias faixas etárias nestes lugares, será o melhor convite ao sentimento de inclusão social destas pessoas, conservando a etnicidade e os valores genuínos que sempre identificaram as aldeias.
Projectos como o aldeias do xisto podem servir de referencia.
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“respeitar o passado não é ficar eternamente agarrado a este”

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Casas mal governadas

A maior parte dos presidentes das Câmaras que viram chumbados empréstimos no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas (PRED) mostraram-se hoje desiludidos com a decisão da tutela e alguns esperam mesmo que a decisão seja revista
…o presidente da câmara de Celorico de Basto, Albertino Mota e Silva, admitiu abrandar o volume de obras e pedir mais paciência a quem está à espera de receber depois de ver recusada uma verba de 900 mil euros. "Vamos tentar arranjar outra solução", garantiu o autarca, sublinhando que não são só as câmaras pequenas que se têm confrontado com dificuldades financeiras.
"Lisboa pediu um financiamento de 130 milhões e que eu saiba não é maior do que Celorico 130 vezes", exemplificou.
O presidente da câmara de Celorico de Basto adiantou que alguns pagamentos estão com 18 meses de atraso, mas espera regularizar estas dívidas em breve. "Temos comparticipações para receber [através de programas comunitários], mas estão atrasadas", referiu.
Entre eles está o concelho com mais habitantes das terras de Basto, Celorico de Basto, e que é no que concede ao numero de habitantes apenas 28 vezes mais pequeno que Lisboa, no entanto o que conta é a capacidade de endividamento (nome curioso, e a capacidade de não se endividar deveria contar bem mais).
Ribeira de Pena por sua vez, viu-lhe concedido o montante a que concorreu de 877.818 €, Mondim e Cabeceiras não recorreram ao apoio.
Gostaria de ver as nossas Câmaras, a tornarem-se independentes deste tipo de recursos,tão falaciosos como as distribuiçao de verbas.
E não falem nunca em desilusão, pois a desilusão é para quem confia os destinos do país a políticos que não governam bem a casa. Mas ao mesmo tempo compreendo que estes concelhos não têem alternativa, depois de verem verbas perdidas pelo caminho e a maioria mal distribuídas, a não ser o endividamento.
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Depois dos empréstimos infindáveis à Banca, depois de vários planos de salvamento de empresas, são os municípios a verem chumbados os acessos a vários créditos, e assim obrigados a eternizar as dívidas aos credores, parece-me uma medida incongruente às que exceptuam a obrigatoriedade do concurso a obras inferiores a 5 milhões de euros para acelerar e evitar estagnação em tempos de crise.
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Adenda: Segundo o jornal o Publico a Camara de Celorico de Basto, "viu recusados os apoios por apresentarem dívidas reduzidas e prazos médios de pagamento baixos. Celorico de Basto ... além destes dois motivos, já tinham beneficiado do Programa Pagar a Tempo e Horas, criado para reduzir as dívidas a fornecedores dos serviços públicos."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pros & Contras da Barragem de Fridão

Corrido mais um, dos ainda poucos debates feitos, acerca dos impactos da barragem de Fridão na nossa região eis que levanto humildemente o que entendo ainda de prós & contras.
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Prós:

- O projecto visa garantir a independência energética do país, aumentando a produção hidroeléctrica
- O mega projecto, pode surgir como motor de arranque a outras iniciativas a nível de apostas na nossa região.
- Valorização de um tipo de turismo de albufeira, e a possibilidade do aparecimento de empreendimentos nas margens do enorme lago de forma a tirar partido deste.
- construção de novos acessos, de forma a substituir alguns mais sinuosos (exemplos das pontes que liga a recta da pena em Mondim ao acesso á estação de Veade, e outra a ligar Veade a Lordelo.)
- o aumento de escala do rio, pode estabelecer alguma espectacularidade á paisagem, pela conjugação do elemento agua com a montanha.
-reaproveitamento do rio para uma função .
- Criação de emprego durante a construção dos empreendimentos.
- o exemplo da albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, ou o impacto positivo no Turismo do Alqueva podem ser exemplos a seguir.
-pode provocar a solidariedade de todos os actores envolvidos para que se faça agora a despoluição do Tâmega.
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Contras:
- Destruição de uma harmonia paisagística e de um curso de água natural, calando as pequenas cascatas e a dinâmica natural do rio.
- a cidade de Amarante, fica abaixo de um paredão de agua, deixando a cidade sobre a pressão psicológica, que merece a solidariedade das nossas terras.
-as barragens irão agravar a poluição do rio Tâmega, podendo as aguas ser vitimas de eutrofização, libertando gazes altamente prejudiciais para a saúde humana, podendo este factor destruir quase todas as potencialidades que se poderia tirar do lago artificial.
-temo, embora no debate nos foi garantido o contrário, que haja impactos gravosos sobre o nosso microclima, destruindo a excelência na produção, de várias culturas, que sempre se constituíram como bandeira das nossas terras, como o caso dos vinhos verdes (nunca podemos comparar com o caso do Douro, porque a especificidade é diferente, pois a produção lá é de vinho maduro, e a insolação tem orientações altamente distintas.
- o facto de o rio, pelo que nos foi mostrado pela EDP, estar a ser visto apenas como um reservatório de agua, pode trazer com que se cometa alguns atentados noutros sentidos.
-a destruição da paisagem, pode surgir como uma agressão à memória da população, e logo á identidade da mesma.
-viciação de toda a fauna e flora do rio.
-está provado que hoje , o turismo valoriza mais as questões, identitárias e genuínas de uma região, e cada vez menos o tipo de turismo que emerge deste tipo de acontecimentos.
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Questões para pensar:
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-o facto de as regiões onde foram construídas barragens no passado, não apresentarem um índice de desenvolvimento esperado, prova que as potencialidades não surgem automaticamente com as barragens, tendo estas que serem construídas pela população, ou pela captação de investidores.
-temos que ter uma atitude de empreendedores e optimistas nesta causa, e mesmo que sejamos contra á construção da mesma, temos que tirar da “desgraça” algum proveito.
-segundo a EDP a maioria da população directamente envolvida, depois de sondada, manifesta-se a favor das barragens no Tâmega.
. Faço aos leitores o apelo a pesarem os mesmos para que se consolide a opinião, convidando consequentemente a manifestarem-na.
E os leitores como vêem as barragens no Tâmega?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O interior "D"esquecido e ostracizado

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) defendeu hoje que o Governo deve tomar medidas para incentivar a natalidade nos concelhos desertificados, uma reclamação que é também subscrita por uma investigadora desta área.
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"Para estancarem a desertificação e fixarem população as autarquias deitam mão a todos os instrumentos possíveis e imaginários", salientou, por seu turno, o presidente da ANMP.
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Os incentivos à natalidade promovidos pelas autarquias podem, nuns casos, "contribuir para que os casais tenham filhos mais cedo, mesmo que a sua fecundidade final não se altere", enquanto que, noutros casos, "pode mesmo aumentar a fecundidade".
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. Pois bem, incentive-se de forma séria a natalidade, que será um problema grave para o futuro, mas não é só o interior que está a braços com este problema, mas continua a ser tratada sem o ênfase que merecia(veja-se e siga-se o caso Alemão) no entanto este problema é mais notório quando é somado a muitos outros que existem, e aí o interior mais uma vez sente-se mais afectado, e não entendo que seja por falta dos recursos que são oferecidos como prémios que as pessoas deixam de ter filhos, mas mais porque não tem condições para os criarem com as mesmas oportunidades que tem nas cidades do litoral.
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O interior e as zonas fora das grandes cidades tem sido manietadas de muitos equipamentos que promovem este desequilíbrio brutal entre interior e litoral, mas assim continuam a aplicar o mesmo tipo de politica do litoral, atribuindo verbas em sectores, que dizem de base, que podiam esperar, deixando-se de lado politicas e estratégias que promovam o emprego, que é no meu entender a grande ancora para segurar um índice de natalidade que sustente o futuro destas terras.
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E ao contrario daquilo que diz Fernando Ruas, penso que as autarquias do interior não tem sido visionarias o bastante para se libertarem de uma dependência absoluta de um centralismo papão, que não tem capacidade de inverter o desequilíbrio gritante entre diferentes regiões do país. E os municípios numa politica de proximidade viciada e popularucha continuam a dar às pessoas o que eles querem (o peixe) e não aquilo que elas precisam (aprender a pescar), traçando politicas a curto prazo e sem grande sustentabilidade.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Como adormecer os turistas na Terra de Basto

Depois da leituras deste texto no blog “ A culpa é sempre dos jornalistas”. Nada mais me restou senão uma concordância absoluta com o que por lá se diz. Refiro isto porque a nossa terra de Basto precisa muito deste tipo de marketing, mas alerto para que não seja feito de forma tão pobre. Já dei exemplos deste tipo de campanhas aqui no blog do marketing urbano, e que hoje está muito em voga e muitas vezes é bem utilizado, por quem sabe e logo daí advêm excelentes resultados.
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O caminho
A cidade de Braga lançou uma campanha, para tentar fazer com que as pessoas que visitam a cidade ou a cruzam diariamente, dormissem mais por lá. É uma boa ideia, estimula as redes hoteleiras, o comercio local etc...
Para as terras de basto, com a excelência do ambiente, e do Verde da nossa região, era bom lançarem campanhas que os promovam. E nos locais onde hajam dormidas, porque não lançarem o mesmo tipo de slogan, mas melhor. .
A forma como o caminho foi feito.

O slogan muito mal escolhido, foi posto ao lado de uma figura feminina sorridente, que leva a pensar alguma promiscuidade na campanha. E o facto de escolherem duas mensagens para o mesmo cartaz foi infeliz.
. Aqui em basto o que fazer: Trabalhar com pessoas competentes e com ideias neste tipo de ferramentas. É muito importante isto num mundo da informação e criatividade, pois as percepções que se fica de cada terra é definida por imagens.
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Sugestões:
. Assim e só por exemplo :
Em Basto não se dorme à pressa.
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. Ou
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Faça de puro verde a sua cama.
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(celorico tem promovido a sua imagem de forma muito cuidada, e com resutados interessantes, parece-me um exemplo a seguir neste registo)
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Vamos fazer com que subdesenvolvimento que esta terra tem em relação ás outras , traga vantagens, pois podemos aprender com os erros e virtudes alheias, e assim acelerar o tão ambicionado progresso.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Discutir o futuro "?submerso?" que a barragem nos reserva!

Em seguimento do voto de protesto contra a Barragem de Fridão, apresentado pelo Vítor Pimenta, e consequente aprovação por parte da Assembleia da Junta do Arco de Baulhe, que agitou a passividade politica acerca das barragens e os seus impactes sobre esta região, a câmara de Cabeceiras agendou para a próxima conferencia , Politicas de Futuro a realizar dia 13 de Fevereiro ás 21 e 30h, o tema "O impacte da Barragem de Fridão", tendo como orador um representante da EDP , para uma explanação que pela sua ligação á empresa está à partida viciada, apontando apenas para os eventuais benefícios que a mesma irá arrestar.
Trazer alguém ligado á EDP para nos apresentar as oportunidades trazidas pela Barragem de Fridão é falível, pois parece-me que para uma questão tão sensivel e irreversivel, deveria-mos receber as opiniões de um organismo independente e não a explanação de quem tem que vender o seu produto, sem por isso nos alertar para todos os contras que o mesmo possa ter.
Pelo que tenho aqui , aqui e aqui referido, as barragens serão sem duvida um dos acontecimentos que mais impacte terá sobre o futuro desta região, influenciando a sua qualidade ambiental, e adulterando o excelente microclima aqui presente que tornou estas terras propícias ao desenvolvimento de culturas seculares que são as grandes bandeiras da nossa região como é o caso dos vinhos verdes. Não consigo ter certezas e uma opinião absolutamente definida acerca do aparecimento da barragem, pois parece-me que poderiam advir oportunidades com a sua construção, mas ao mesmo tempo todas as politicas regionais estão a ser traçadas sem considerarem as mesmas. Optando-se por paisagens milenares, apostas nos recursos endógenos sendo tudo isto contraditório quando aparece a barragem, a barragem vai destruir a harmonia das paisagens milenares em Celorico, e vai viciar as nossas especificidades que nos são trazidas pelo excelente microclima. O turismo que me parece um sector a ter em conta, pode ser dinamizado numa parte, dos desportos aquáticos etc…mas ao mesmo tempo será afectado por a artificialidade do lago que contrapõe os valores genuínos e que cada vez mais são valorizados pelos turistas.
Um enorme lago verde eutrófico, à imagem do provocado pela Barragem do Torrão parece ser por isso a sentença que nos espera, e neste caso um presente envenenado.
Se a barragem traz vantagens inerentes a ela, as mesmas tem que ser construídas.
Aos companheiros de discussão desta causa na blogosfera faço tambem aqui o apelo a estarem presentes.
Apelo ao mesmo tempo , a que todas as pessoas de Basto se envolvam nesta causa, e que procurem formar opinião própria para se manifestarem, e pensarem se a barragem preconiza o sonho que temos para esta terra, e se propicia o aparecimento das oportunidades de futuro que desejamos para nos e para os nossos filhos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

PORTAS para o desenvolvimento rural/ urbano

Depois de adiada por motivos de intempérie e sucessiva falha prolongada de energia electrica, a 24ª conferencia politicas de futuro, "o desenvolvimento nos meios Rurais/ urbanos", realizou-se na passada sexta, com a presença do conceituado Arquitecto Urbanista Nuno Portas.
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Uma conferencia que se esperava por uma incisão maior nas especificidades locais, mas cujo o seu desenvolvimento acabou muito por se generalizar no caso e na especificidade de território com uma ocupação difusa do solo que caracteriza o Minho. Falando-se muito do conceito de rurbanidade (mistura entre urbano e rural). Criando espaços entre cidades ou entre urbanos cuja a distancia entre eles é cada vez mais medido em função do tempo que os separa em detrimento da distancia em Km.
O arquitecto continuou referindo que os espaços urbanos, não se devem a limitar a desenvolver e a atrair para a região os vulgares kits( referindo-se ao conjunto de equipamentos por vezes supérfluos que se pedem aos governos) , para passar a desenvolver as regiões com base em especificidades, desenvolvendo uma competitividade baseada na diferença, e utilizando equipamentos numa rede intermunicipal. Referindo a necessidade de por exemplo a região de Basto se desenvolver em rede, tendo um município uma excelente piscina, outro um importante complexo á cultura e intercambiando esses serviços entre eles, viver mais numa espécie de complementaridade.

Outra das questões abordadas foi a do grave problema que uma terra tem quando vê os seus jovens a abandonar a terra por fome ou por falta de emprego. Ao que eu acrescento a atenção que se deve ter a esta classe que cada vez mais sai das escolas com um nível de formação mais avançada, devendo-se a meu ver apostar na investigação através da fixação de centros tecnológicos e nas incubadoras de empresas, para se ambicionar fixar aqui nesta terra a curto prazo a cadeia completa de produção das nossas especificidades, e fazer das terras de Basto uma BOMBA DE CRIAÇAO MASSIVA .

Devemos produzir segundo o orador uma oferta cultural para os habitantes, e os turistas virão por acréscimo, sendo evidente aqui a apologia uma vez mais às especificidades da cultura local. Citando que o turismo é caracterizado por ser mais selectivo e decidido mais individualmente e cada vez menos em romarias de autocarros.

Sugestões apontadas:

Os núcleos urbanos não se devem estender mais, mas sim ligar as partes existentes. Fazer o melhor das vilas e não crescer as ditas superfícies urbanas. Os equipamentos devem estar o mais distribuídos possíveis por todo o concelho, concentra-los na sede pode ser mau e desequilibrador para o desenvolvimento global, utilizando uma lógica de ligação em rede. Colmatar as vias transformando-as em ruas, melhorando o espaço publico humanizando-o plantando arvores e fazer bons passeios e zonas de estar. Semear a industria de forma a separar aquela associada à transformação em massa e mais poluente, e que requer o movimento de veículos de grande porte, concentrando-as em parques industriais, ao contrario das industrias criativas que se devem misturar cada vez mais com o resto da cidade, criando-se uma mescla saudável. Criar actividades para os jovens que são os primeiros a abandonar. Falou-se também do futuro a dar ás nossas aldeias isoladas, sugerindo o arquitecto soluções inovadoras e que dever sair da cabeça dos locais, apontando sugestões de aldeias lar, e de colónias de ferias, ou ainda a museificaçao das mesmas. Nuno Portas em conclusão final, e quando confrontado pelo presidente da Câmara sobre a forma como lidava, com a diferença partidária que reina na sua família,(é pai de Paulo e MiguelPortas) respondeu brilhantemente, evidenciando a capacidade cívica que todos devemos ter e de viver e conviver amistosamente com a diferença.