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quinta-feira, 7 de maio de 2009

do tâmega: uma imagem, algumas palavras

Ó meu Tâmega obscuro, água dormente…
Ó rio, à noite, a arder, todo estrelado!
Água meditativa, ao luar nascente,
Água coberta de asas, ao sol-nado!
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Teixeira de Pascoaes
_____________________________________________© Samura
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Pena-me a hora desinspirada
Em que resolvi cantar-te
E fui destruindo a arte
Em cada palavra pensada.
Artéria principal em ribeiros metastizada
Sinónimo de fronteira forçada
A quatro povos irmãos
Com mesmo cansaço nas mãos
Os mesmos rostos e medos
O mesmo manjar sobre a mesa
A mesma alegria e tristeza
Por te fazer chegar aos vinhedos
.

Uma imagem, algumas palavras

"Empoleirado neste miradouro, solto os olhos por metade de Portugal. Montes, rios e vales edémicos, genesíacos, como que acabados de sair das mãos do Criador. A natureza na sua primitiva decência, desabitada, limpa de toda a mácula humana. Nem sequer tocada pelo mesmo pasmo de quem a contempla."
Miguel Torga