terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Natal em (Canedo de) Basto

Acontece em Basto

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O crime do padre amado

O acto do padre de Carvalho, Sta Tecla e Borba, que tem tanto de corajoso como de irreverente, mostra, embora de forma pontual e não generalizada, que a igreja também tem telhados de vidro para pregar moral noutros casos, como o do casamento homossexual. Sendo até algo contraditório haver uma instituição, ainda que granjeando muita influencia e credibilidade , por ter princípios basilares como “ama o próximo como a ti mesmo”, não abra os caminhos para que membros e fieis possam consumar e manifestar esse amor. Mas pior que não os abrir é quere-los fechar.
.
Como podemos constatar na noticia e na TV, as pessoas de Basto são mais sensatas e liberais do que se pensa. Só precisam é que as instituições estejam do lado da sensatez para que estas afirmem as suas opiniões, em detrimento de uma mesquinhice promíscua que deixa as beatas fora dos cinzeiros.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DesNorte

Ontem o JN, publicou um destacável dedicado ao desnorte do norte de um Portugal que por isso se encontra desnorteado. Esta legislatura parecia-me o fim do "eternamente adiavel" a que se votou a REGIONALIZAÇÃO, no entanto a rábula promete continuar, e o tempo bem como o apoio vindo de Bruxelas para este efeito tem os dias contados.
.
Para mal dos nossos pecados, o Tâmega vem sendo a região que desequilibra negativamente os índices já fracos deste DesNorte. Isto não traz novidades, mas espero que traga pensamentos e muito trabalho para contrapor este desígnio, e que não se torne uma bandeira eterna das nossas terras. Dizer que as coisas estão bem no Norte e no Tamega começa a ser uma ofensa, vem melhorando é um facto, mas mesmo assim a um ritmo inferior a toda envolvente.

sábado, 31 de outubro de 2009

ACONTECE EM BASTO

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Derby à moda de Basto

Sábado, 31/10/2009, 18 horas. Pavilhão Municipal de Refojos, Cabeceiras de Basto.
.
CONTACTO FUTSAL vs MONDIM FUTSAL
.
4ª jornada Campeonato Nacional da 3ª Divisão.Um emocionante derby das Terras de Basto, onde se defrontam duas equipas que estão separadas por apenas três pontos de diferença.Os mondinenses ocupam o primeiro posto da tabela classificativa,com nove pontos, enquanto que os cabeceirenses da Contacto Futsal estão no quinto posto com seis pontos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mondim, a escolha

A escolha e confiança depositada pelos Mondinenses na Lista de Humberto Cerqueira já foi notória no dia de eleições autárquicas e confirmada em Ermelo, onde conseguiu mesmo melhor resultado que o seu adversário directo, Lúcio Machado, tendo este ultimo mesmo assim , votos suficientes para eleger o segundo vereador e igualar o partido vencedor das eleições. Sobre este cenário, Humberto Cerqueira terá mais um desafio, além do de impor um novo rumo e uma nova dinâmica á Vila de Mondim, terá de seduzir toda a sua oposição politica com os novos projectos e colher destes algum consentimento. . Haja sensatez na gestão autárquica e sobretudo na forma de fazer oposição, pois só assim se conseguirá ter “Mondim em primeiro lugar” para que se faça cumprir “Agora Mondim” exigindo isto que haja"Mondim para todos" e com todos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Norte Vilipendiado

O vilipendio que o Norte está a sofrer por parte de um centralismo bacoco, e por parte de quem até à bem pouco tempo defendia a regionalização como a solução para o país, mostra o estado actual das coisas e de um socretinismo cínico que se esfumou imediatamente a seguir à eleição . A região de Lisboa não teria direito às verbas destinadas às regiões de convergência, uma vez que os seus indicadores - PIB (Produto Interno Bruto) per capita e qualidade de vida - já estão acima da média europeia, mas arranja uma artimanha á socapa mui digna da Chico -Espertice Portuguesa para comer a fatia do Bolo destinada às regiões pobres do Norte do país, promovendo-se assim um desequilíbrio gritante que condena o desenvolvimento do país, com os seus investimentos sofredores de elefantiase.
.
Se por acaso ficarem de barriga cheia com os 50 MILHOES e se não tiverem por aí o que fazer a uns milhares de €uros, lembrem-se que há aqui em cima uma Região de Basto a penar por promessas por cumprir, e que tem dos índices maiores de pobreza e pior qualidade de vida de todo o país e que faz parte integrante da REGIÃO MAIS POBRE DA EUROPA. O Avançar Portugal, do primeiro ministro eleito, deveria ser antes Avançar Lisboa. Aqui em Basto com as excelentes acessibilidades até Espanha o pessoal não tem desculpa para poder lá ir arranjar um trabalhinho, para desafogar o estômago, porque o que é preciso é “modernizar a função publica com projectos de cariz imaterial”.
.
De Bruxelas a tudo isto recebemos um “porreiro pá”, para as Terras de Basto resta um ,” salve-se quem puder”.
Fonte : JN

Apontamentos eleitorais

.
Celorico apostou na continuidade, o novo presidente sufragado, Joaquim Mota e Silva, teve uma vitória expressiva, conseguindo a maioria absoluta na Câmara Municipal, sendo que Manuel Lopes Machado acabou por não acompanhar a surpreendente prestação de outros candidatos pelo seu partido a nível de assembleias de freguesia, casos de Britelo, Arnoia, Basto s. Tecla e Moreira do Castelo, que se juntas a Gandarela(Basto S. Clemente), Corgo e Gémeos começam a ter uma expressão razoável. Parece-me que Lopes Machado não teve uma expressão maior, por uma campanha incansável de JMS, mas principalmente por um tipo de atitude destrutiva e de ataque pessoal adoptada em campanha, portanto por não se conseguir afirmar como uma alternativa sustentável. João Pulido mostra uma escolha paupérrima do CDS e acaba por ser o grande fiasco da última eleição, mostrando que os celoricenses não pretendem o regresso ao passado, mas antes uma saída reinventando o presente e apostando no futuro, acabando o antigo presidente câmara a sua vida política com uma prestação miserável, sobretudo tendo em conta alguns nomes sonantes da sua lista.
.
Em Mondim, e com Ermelo por apurar, Humberto Cerqueira afigura-se como o novo presidente, que em condições normais teria já sido confirmado. Espero que as pessoas não utilizem a urna para julgar o caso, mas antes para auferir os autarcas. Se por um lado deveria haver mais elevação do partido socialista na escolha do candidato para Ermelo, por outro Humberto Cerqueira não pode ser acusado por o acto de um dos seus candidatos, sobretudo por se tratar de desavenças familiares/ pessoais que não resistiu ao acrescentar do embate eleitoral. No entanto, matematicamente Francisco Ribeiro e Lúcio Machado podem ainda ser eleitos como presidentes, mas já garantiram que não iriam tentar tirar partido politico do caso nem fazer campanha na freguesia enlutada, mostrando respeito e ética política.
.
imagem roubada daqui, que roubou daqui...cem anos de perdão para mim :-)
.
Cabeceiras foi o confirmar das expectativas, Joaquim Barreto reeleito com “mais e melhor” votação, não havendo grandes surpresas a nível de assembleias de freguesia. No Arco, o único lugar onde as paixões se incendiaram e a luta prometia, a escolha recaiu sobre a reeleição Armando Duro, que teve um apoio considerável do seu partido, ao invés da sua adversaria, que acabou no meu entender por ser vitima de uma desorganização completa da maquina laranja no concelho, que nunca se chegou a afirmar-se como alternativa. Tal como referiu a deputada Isabel Coutinho(PS), era bom para o desenvolvimento politico em Cabeceiras que “houvesse o contraditório fundamentado” sobretudo a nível de assembleia municipal. Para isso é indispensável que o partido da oposição se reinvente internamente, e não aponte o dedo ao seu adversário e se afirme com independência. Nestas autárquicas de lamentar o comportamento de alguns órgãos políticos na assembleia de voto do Arco de Baúlhe, que espelhou bem o clima de tensão que estava a ser vivido nesta Vila.
.
Ribeira de Pena afirmou-se como a perfeita laranja mecânica das terras de Basto, pintando todas as freguesias da mesma cor, e reforçando a eleição do presidente Agostinho Pinto.
.
Findadas as eleições, parabéns aos vencedores, que se tornaram presidentes não só daqueles que os elegeram, mas de todos os cidadãos aos quais peço maior participação e cooperação na construção de Basto promissor.
PS: de realçar a falácia tendenciosa de alguns, ao transportar resultados eleitorais de umas eleições para as outras, que acaba por ser contrariada por uma lucidez de voto cada vez maior parte dos eleitores de Basto, o que me parece um bom indicador para a democracia da nossa terra.

domingo, 11 de outubro de 2009

POLITICA DE SANGUE

O que se passou em Mondim, mais precisamente em Ermelo, como o homicídio de um rival pelo candidato á Junta de freguesia de Ermelo pelo PS é vergonhoso para a democracia das Terras de Basto. Haja decência e elevação na escolha dos representantes locais, escolham políticos, Pessoas e não energúmenos ou caciques que se tentam fazer ver, pelo uso da força. Leia a noticia AQUI
.
ADENDA:
O HOMICIDA ENTREGOU-SE ONTEM, TERÇA FEIRA AO FIM DA MANHA, Á POLICIA JUDICIARIA DE BRAGA
fonte: publico

ESCOLHA VOTAR

Por ser um direito e um dever de cidadania, porque a responsabilidade do ultimo mandato patrocinado pela União Europeia, e porque não devemos deixar de participar na eleição dos nossos representantes, VOTE... A democracia não é um sistema perfeito, mas parece-me o mais sensato, o problema e a solução não está no passado, mas sim numa evolução e melhoramento permanente do sistema de eleição, isso só é possivel participando e superando internamente as maleitas do sistema.Por isso é necessario uma expressão massiva e responsavel formada pela opinião de cada um. Por Celorico por Cabeceiras e por Mondim e Ribeira de Pena VOTE para uma Região de BASTO MELHOR.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Autárquicas 2009: Verde Mondim

Na continuidade dos textos anteriores, propomo-nos desta feita pensar Mondim. Terra que oferece recursos Naturais únicos capazes de lhe prestar distinção mundo fora. É neste aspecto que me parece que Mondim está desencontrado, com a sua excelência paisagística, com um voltar costas ao rio e uns atentados ao Monte de Farinha, que pouco a pouco se vão agravando e perpetuando. Mondim, mesmo com estes dois casos, é único na relação Homem –Natura. A escala das suas aldeias deleitam e encantam, um cibo de terra roubada por Basto aos encantos transmontanos. A agricultura, sem estratégia e sem concertação, não atribuirá competitividade ao concelho, só uma aposta na inovação conceptual, agricultura biológica por exemplo, que conciliada com uma estratégia mais abrangente para o território e ambiente verde, pode atribuir resultados interessantes. O grande problema dos pequenos meios é que não possuem escala para competir com as grandes plataformas produtivas, no entanto a formação de redes cooperativas pode inverter este processo, ganhando mesmo a nossa terra em matéria de especificidade e produção personalizada. . O sucesso de Mondim dependerá do relacionamento com a água, boa ou má da barragem, Mondim deverá ser sem dúvida projectada para uma Vila de água, com o lago urbano. Sendo urgente uma discussão acesa em redor deste novo desafio, e atenção ao plano de crescimento da Vila que pode vir afectar centralidades antigas.
.
As eleições prometem-se renhidas e caia para onde caia a vitória, espero que seja Mondim a levantar-se do marasmo em que se deixou cair nos últimos anos.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Autárquicas 2009: Cabeceiras para Basto

Autárquicas 2009 Cabeceiras de Basto Cabeceiras de Basto será sem dúvida o concelho das Terras de Basto onde os resultados serão mais previsíveis, Joaquim Barreto será eleito por maioria absoluta. Fruto de muita obra conseguida com o seu extraordinário poder reivindicativo e influencia que possui no poder central.
.
Espero que depois de conseguidas as obras que garantem as necessidades primárias da população, está na hora de dar o salto em Cabeceiras e orientar políticas no desenvolvimento sustentável, onde me parece crucial uma aposta no conhecimento, criatividade e inovação nas áreas distintivas de Cabeceiras de Basto.
.
Na minha humilde opinião devia-se trocar o asfalto por obras de apoio ao sector empresarial, sobretudo às micro e pequenas empresas, que me aprecem órfãs de alguma atenção, obras como incubadoras de empresas e apoios a startups parecem-me essenciais para cativar recursos especializados capazes de dinamizar os sector económico das nossas terras. Esta aposta acompanhadas de estratégias de concertação seriam passíveis de cativar o retorno dos filhos da terra que ao mesmo tempo serviriam e funcionariam como a verdadeira acção social na nossa terra. As nossas gentes não devem estar dependentes exclusivamente da acção desmesurada que o poder autárquico tem sobre as suas vidas. Falo em Cabeceiras, mas esta mentalidade é passível de aplicação em qualquer concelho das nossas Terras de Basto.
.
A ligação ao Vale do Ave conseguida no presente mandato, deveria trazer derivações, de instituições bem sucedidas lá, adaptando-as e desenvolvendo as especificidades da nossa terra, caso do AVE PARK ou da U.M. Cabeceiras poderia ser a “Cabeça” que emprestava massa critica e ideias para as terras de Basto funcionando como sua locomotiva. (isto da locomotiva fez-me lembrar da linha férrea, sobre a qual já fiz este apontamento)
.

.

Parece-me crucial, no caso particular das Vilas de Cabeceiras, a promoção e exploração do recurso agua, que é um dos factores potenciadores e mais apelativos da qualidade de vida de uma região. O Poço do Frade deve extravasar o limite do areal, e a ponte deve servir mais que a zona balnear. O aproveitamento destes cursos de água para potenciar toda uma envolvente lúdica, são projectos que diferenciariam Cabeceiras. O sucesso de parques de Lazer e consecutivamente dos núcleos urbanos que se pretendem afirmar num jogo concorrencial de vilas e cidades, está ligado pela forma como as mesmas interagem e tiram proveito da água. Urbanizar com massa edificada um qualquer rio de Cabeceiras, seria um erro crasso, pela falta de escala dos mesmos para absorver edificado, bem como a deficiente insolação que as margens dos lados urbanos apresentam.
No Arco, onde reside parte de mim, o problema é idêntico, e a piscina descoberta que é proposta por Armando Duro seria passível de encastrar com maior sucesso no rio peio, junto ao Caneiro, que anexa à piscina de água quente, pois podia-se criar uma centralidade aquática, onde poderia haver lugar para outras propostas relacionadas com a água. Neste Arco falta também humanizar o espaço público recuperar a desorganizada avenida C.E.A., bem como devolver o protagonismo do Arco de Baúlhe à sua rua homónima. . O sucesso do próximo mandato de Joaquim Barreto, parece-me depender também, da forma como lidará com o desafio das belíssimas aldeias, que me parecem mais o ex-líbris de Cabeceiras que a "ambicionada" cidade. E o sucesso de uma poderá ditar o insucesso de outra pela questão da fuga ou fixação de pessoas.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

autárquicas 2009: Celorico de "BASTA"

Eleições autárquicas estão á porta, e no ultimo mandato dos autarcas portugueses “patrocinados” pelos fundos da União Europeia, parece-me importante clamar por responsabilidade no acto de fazer politica aos politicos , bem como no acto de escolha aos eleitores, a responsabilidade é redobrada.
Por isso o que tem acontecido em Celorico numa campanha que pretende afectar, por alguns erros do passado, a ascendência do Candidato Joaquim Mota e Silva(JMS), parece-me desprositado e revela alguma irresponsabilidade . Se JMS errou no passado penso que houve um timing em que as noticias deveriam ser divulgadas e discutidas, por parte da imprensa bem como dos actores políticos, e não em vésperas de eleições como tem sido feito.
Outra questão que acho despropositada é o facto de compararem a sucessão de candidato pai para filho com uma monarquia, intitulando o processo de "dinastia". JMS vai ser levado a sufrágio eleitoral. Tal argumento poderia ser evocado, e teria alguma razão de ser, aquando da passagem de pelouros de pai para filho, ou se Albertino Mota e Silva tentasse engendrar uma sucessão a meio do mandato autárquico, mas nas condições actuais não me parece.
Quem gostaria de ver a mudança protagonizar-se, fica com receio do tipo de cultura politica emanada pela auto intitulada mudança.que todos gostariamos de ver uma afirmada como uma alternativa construída na base do bom senso, ideias, projectos, estratégias e pensamentos para a nossa terra e não na aposta das virtudes e fraquezas das personalidades dos candidatos.
É preciso encontrar um Norte para Celorico, que é passível de acontecer com uma aposta nas ideias e nos debates sérios e na discussão e eliminação de maleitas antigas como as que, humildemente, apontei aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

F(e)ridão Ambiental II

O rio Tâmega, às portas de Amarante, reflecte no espelho da albufeira do Torrão a perda da qualidade das águas que deviam ter capacidade para usos múltiplos. Nas águas estagnadas pela Barragem do Torrão (Alpendorada e Matos – Marco de Canaveses) – a primeira com que o Ministério do Ambiente iniciou a artificialização do Tâmega – acumula-se todo o tipo de poluição proveniente das águas residuais urbanas e industriais que ainda não foram eliminadas do rio. A situação é de tal modo insustentável que o estado eutrófico que o rio Tâmega apresenta é visível à vista desarmada.
Além do Ministério Público, «a Quercus apela também às populações de Mondim de Basto e Celorico de Basto que se desloquem ao local para que vejam com os seus próprios olhos o possível futuro do rio Tâmega na albufeira da prevista barragem do Fridão. ler tudo aqui
creditos fotográficos :Ana Magalhães
.
Se o meuTamega de hoje me encanta é porque não desci ainda ao Torrão, onde podia notar os "destroços de um rio", deixados por quem por necessidade e interesse entendeu mudar a sua signa. Este cenário tem actores responsaveis, do qual não nos podemos inibir, pois consumimos a sua origem no mesmo registo que os compradores de peles de animais são responsaveis pelo seu abate.É este cenario que me injecta um cepticismo imenso em relação às ditas barragens, e me faz ter vergonha do meu estilo de vida...
Acrescento a isto um apontamento de Ana Magalhães:
Hoje desci ao meu rio e vi o que jamais gostaria de ter visto e cheirei o cheiro pestilento e fétido que jamais gostaria de ter cheirado. Entre o espantada, o incrédula e o aterrada vi e cheirei o meu Tâmega agonizando, num silêncio penoso, aterrador e fantasmagórico, perante a absoluta indiferença das autoridades locais e nacionais.Onde estão as autoridades do meu país? Onde estão as autoridades que têm responsabilidades nos sectores das águas e do ambiente, perante este crime que se perpetua no tempo, agravando-se a cada dia que passa?Onde estão os órgãos de comunicação social do meu país cumprindo a sua função de denunciar e informar?Onde estão os ambientalistas? Onde estão os ambientalistas? Dormem?A que interesses se deve esta "barragem de silêncio nacional" sobre um assunto tão grave quanto este?
.
Vem espelho de agua, que trata e guarda o que é nosso afinal ....ridiculo

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Futebol inclusivo ou exclusivo.

.
A liga de futsal Super Viva deste ano está envolta em alguma polémica pela participação de jogadores de fora do concelho, ou melhor jogadores de fora que, pela imposição de uma regra que limitaria a participação de jogadores forasteiros, se naturalizaram como celoricenses para poderem participar na dita liga. E se isto não bastasse a final veio-se revelar entre as duas equipas com peso decisor garantido pelos jogadores de fora, ou seja entre o Codessoso, com jogadores vindos do Porto e o Carvalho, vindos de Fafe.
.
Este facto, que poderia ser levado com algum orgulho, pela participação de excelente jogadores que foram movimentados para Celorico a favor de um bom espectáculo e atribuição de uma melhor competitividade e a obrigatoriedade de elevação dos jogadores menos competitivos. Foi antes visto como uma invasão intolerada por alguns celoricenses,que não se conteram a levantar cartazes de ordem ao 100% celoricense. Pois alem de ousarem ser bons jogadores, ousaram ser de fora do concelho.
.
Para mim o facto de estas pessoas se tornarem celoricenses, se duvidas e pouca tolerância houvesse, devia garantir um tratamento de igualdade. E deviam funcionar como mais uma prova que os celoricenses são pessoas abertas e que sabem receber e conviver com as pessoas de fora pois sempre tiveram uma boa conduta durante a Liga. O que me assusta no meio disto tudo é o facto de haver correspondência a este sentimento algo xenófobo por parte da organização que prometeu tomar medidas mais restritivas para o próximo ano, esquecendo-se que quanto mais restritiva tornaram as participações na Liga mais as regras foram deturpadas.
.
Não podemos promover em tarefas isoladas, aquilo que queremos para a nossa terra, mas promover isso numa cultura geral, que lembre que os de fora devem ser sempre bem acolhidos para promover uma maior interacção entre Celorico e a sua envolvente, sem correr o risco de ficar-mos isolados, isto em tudo a nível empresarial económico sociológico e desportivo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Perceber o território...

Na base de todo o processo de desenvolvimento deve estar um diagnóstico atento ao território ao qual se destina esse processo. É preciso conhecer as características e as vantagens que temos que sejam susceptíveis de vingarem num universo de competitividade no qual estamos emersos.
Nunca podemos defender um sucesso pela agricultura quando a morfologia do nosso território é acidentada, a não ser que apostemos na pastorícia, na agricultura biológica e nos vinhos Verdes.
.
Nunca podemos auspiciar o turismo sem antes ter algo que o suporte, e parece-me que uma interacção com uma dinâmica agrícola e florestal dos nossos pequenos produtores, se possa tornar um nicho de exploração, se no turismo for incorporado uma vertente étnica. Não confundir isto com uma aposta única no tradicional, pois o mesmo pode impedir o progresso. Progresso aqui entenda-se possível de adquirir apostando no conhecimento, apostando em pólos de desenvolvimento das nossas especificidades, não podemos ser a carruagem de trás que passa por onde todos já tenham passado, é preciso inovar e trilhar um caminho próprio, tão próprio como as nossas especificidades. Se temos uma boa floresta, não podemos agir como quem não tem nenhuma.
.
É preciso entender as nossas gentes e aproveitar uma capacidade humilde de saber receber, mas aonde falta estimular o saber lidar com a diferença. Pois uma classe criativa que entende hoje reter e envolver em cada processo, prima pela diferença e pela sua exuberancia. É preciso chamar e fixar os filhos da terra, é preciso encher por todo o ano as nossas casas, as nossas aldeias, e brotar no seio de todas famílias a sua assistência e apoio, e tornar com isto todo o sistema sustentável. É preciso rejuvenescer Basto, que teima em envelhecer.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um coração que ainda tarda em bater.

Pegando de frente algum suspense em relação à abertura da Casa do Povo do Arco, percebo que alem do bairrismo, expresso em alguns apontamentos e num trabalho tuning de ultima hora que os arcoenses quiseram e suplicaram a Cabeceiras, talvez por um saudosismo de viagem, em anunciar ali para quem chega e que ainda não se tenha apercebido, como nas paredes ou deposito de estação de forma gritante que estão perante a Casa do Povo do Arco de Baúlhe, estatelando por todo a sobriedade da obra e pondo em causa o seu real interesse. Alem disto mais nada se adivinha para a Casa do Povo. Pela inauguração que teve, que mostra tudo sobre a incapacidade que temos em pensar e agir para o futuro. Não houve Festa no dia D, não houve teatro que tirasse a virgindade aquele belo auditório, apenas se mostrou a obra, e isso é tão pouco, para quem queria e auspiciava à muito por um espaço deste calibre. Nem a proximidade das festas lhe garantirão o arranque merecido. E relembro, que mais que os edifícios é preciso saber o que lá se vai fazer.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

"gostar ou não gostar de política"

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
.
Bertolt Brecht

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A insustentavel contradição

A pouco mais de um mês das eleições autárquicas vejo e leio nas propostas e promessas eleitorais até agora conhecidas uma lista de tarefas pomposas que tem tanto de realidade como de demagogia. Não percebo de que modo se pretende conceber determinadas propostas, que se lidas com atenção se contrariam ,sendo berrante nisto tudo a ausência de um rumo para o território, que não se encerra numa doce ilha onde tudo é maravilhoso, e exige uma cooperação em rede com parceiros estratégicos susceptíveis de protagonizar uma evolução.
.
É impossível com uma serie de propostas contraditórias e tarefas isoladas impor um rumo firme para a nossa terra…ao invés destas tarefas e propostas populistas gostaria de ver e sentir que por detrás delas haveria uma linha orientadora capaz de adquirir uma CULTURA DE ACTUAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO. Não é navegando ao sabor da corrente e do vento que se consegue auspiciar um porto seguro. Não conseguimos chegar lá se não torna-mos claro o modelo de actuação ás pessoas para assim envolve-las na tarefa de fazer evoluir a nossa terra.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A distância do Sentir

Os esplêndidos solares do Minho são aproveitados como cenários para Javier Diaz fotografar mulheres anónimas num projecto que chama "a distância do sentir". "Estas situações fotográficas construídas iniciam-se em diversos ambientes onde se opera uma transformação, onde se toca o realismo subterrâneo dos sonhos das pulsões, dos pesadelos e dos desejos, numa hipnotizante suspensão no espaço e no tempo, espelhos do sentir.
. Se nesta frase do artista, visse trocado as 4 primeiras palavras por “o estado de conservação dos solares de Basto” passava a espelhar o que sinto e penso acerca dos Solares da nossa terra. O estado de degradação em que a maioria dos solares se encontram, ameaçam a sua beleza e obrigam-me a exulta-la como efémera. Diz Francisco Calheiros responsável pela Turihab que, “A tradição só é bem entendida quando representa mudança e abertura”.
.
Terão os nossos solares de Basto condições para atribuir mudança e abertura à nossa terra de Basto? O estado de degradação alerta para a cegueira das nossas gentes, e pela incapacidade de tirar destas pérolas algum partido. Por falar em partido, haverá alguma estratégia para estes solares no meio de tanta promessa eleitoral?
.
Sinto os Banstenses tão distantes de sentir o que os afunda.

sábado, 8 de agosto de 2009

Projectar um futuro

A esperança parece um sentimento esquecido nos rostos dos Bastenses. Os indicadores de desenvolvimento não são dos melhores, e se pensamos que estamos a desenvolver, depressa notamos que esse desenvolvimento é mais lento que na nossa envolvente.
.
As soluções preconizadas, pela ansia de resultados imediatos, falham consecutivamente os estandartes que orientarão as nossas terras rumo à competitividade. Insistimos que os problemas são as vias, e não o conhecimento, esquecemos a lógica de complementaridade que deve suportar as nossas Terras de Basto. E ao invés de lutar-mos pelo que precisamos, ambicionamos antes não ficar atrás do vizinho do lado . Estas terras se quiserem o futuro risonho têm que largar a ambição de copiarem os vizinhos e agirem numa lógica de complementaridade, nunca de disputa.
.
Uma das “vantagens” do atraso é que poderiamos evoluir mais rapidamente aprendendo com os erros dos outros, mas é precisamente aqui que reside outra gralha. Pois cometemos os mesmos erros que outras terras cometeram á 20 anos atrás, assim é difícil uma aproximação e impossível uma ultrapassagem.
.
Parece-me que as Terras de Basto só conseguirão galgar em termos competitivos, se desenvolver-mos de forma sustentada características inovadoras que possam fazer diferença a partir dos próximos 10 a 20 anos. Com coerência e realismo, facilmente percebemos que temos debilidades estruturais que nos impedirão de auspiciar um futuro próximo risonho. Por isso parece-me urgente apostar fortemente nas novas gerações de forma a dota-los com capacidades de desenvolverem as nossas especificidades.Torna-se urgente apostar em ferramentas e numa cultura valorizados pelos mais jovens de forma a conseguir delinear soluções para o futuro, é preciso mais que desenvolver o presente, apostar num rumo certo que saibamos que o futuro valorizará.

sábado, 25 de julho de 2009

Um ano e um dia do Pensar Basto

Ontem , passava pelo Remisso, e vi que o blog fazia anos...parabéns ao Remisso, ao Marco e demais indolentes...
.
Curiosidade é que o Pensar Basto, fez anos no mesmo dia, eu como pai desnaturado e mais voltado para outras andanças acabei por me esquecer. mas como as grandes obras são intemporais, nada de Grave:-P
.
Sinceramente, espero que o apagar de cada vela, sirva para evidenciar e refinar a luz dos pensamentos e que o pensar se torne o grande farol das nossas terras. Porque gosto da minha terra, e porque gostava de a ver melhor, continuarei a altercar por Basto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fases minhas...

.
Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondido,
fases de vir para a rua...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Mama da mãe natura

Adoro este monte, que pela sua perfeição, continua a surpreender-me , 25 anos de observação não magoam o fascínio, pelo contrário aumentam-no, tal como aumenta a revolta sobre quem o quer despir..

Basto com Fibra

O concurso para estender a fibra óptica até às zonas rurais, entre as quais estão contempladas as Terras de Basto, já foi lançado. Ficando assim prometido para um futuro próximo, mais uma infra-estrutura que pode contribuir para tornar a nossa terra mais atractiva e espera-se que tambem competitiva.
Pois este programa de investir em redes de nova geração em zonas rurais , tem o intuito de atrair os investidores privados que antes, não se sentiam atraídos a investir em zonas de pouca densidade populacional.
No entanto parece-nos que é urgente adoptar as infra-estruturas presentes nas nossas terras para que se tire o verdadeiro proveito desta oportunidade, para expandir a nossa produção e especificidades na economia global. Se a competição das nossas terras for tida com outros meios rurais nacionais, então a fibra óptica não vai trazer nada de novo, uma vez que a expansão é feita a nível nacional. Por isso é urgente mais uma vez, desenvolver estratégias para nos afirmar-mos pelo facto de sabermos tirar partido das oportunidades que nos são dadas.
O comércio de Basto tem que se modernizar, e estabelecer novas fronteiras, aproveitando o comércio digital, que será um grande filão de rendimento no futuro, bem como novas cooperações com a produção local.
Espero que a fibra óptica não seja apenas uma estrada para downloads até á nossa terra, mas que se torne num caminho de expansão da nossa terra, temos é que ter material para fazer uploads da mesma. Estamos preparados ou ainda nos falta a fibra para dar bom uso à fibra óptica.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Para quem navega sem destino, nenhum vento é favoravel

Como sabemos o crescente desemprego, é consequência de uma inadaptação conjuntural dos territórios a uma economia globalizada. As nossas terras de Basto perdem competitividade e enquanto isso perdurar o emprego não irá aumentar.
.
Criar emprego efémero por criar, não resolve nenhum problema, apenas o adia . Para que esta terra evolua, é preciso concertar as nossas gentes envolvendo-as na construção de um projecto de futuro. È preciso criar um rumo, e desenvolver empregos nas áreas que possam garantir um futuro auspicioso a esta terra, futuro esse que só pode ser garantido apostando no conhecimento, criatividade e inovação, colocado ao dispor de desenvolver uma marca consistente para o território. Tudo isto pode não trazer resultados a curto prazo, mas se o projecto for compreendido, não duvido que a população se envolva e esforce para garantir tanto a sua qualidade de vida, mas tambem de garantir na nossa terra oportunidades aos seus filhos e netos. Não acredito que as nossas gentes troquem a proximidade e o futuro dos seus filhos, por quilometros de asfalto.
.
Outra questão inerente a esta, e que eu não compreendo, é o partido que os políticos tiram do problema de emprego, principalmente por parte dos autarcas em funções. Prometer emprego sem explicar como o garantir, leva-nos a colocar algumas questões para as quais gostaria de obter respostas: porque garantem esse emprego no futuro e não criaram em mandatos sucessivos, condições de o garantir no presente? Estariam á espera das eleições para o afirmar como bandeira do pós eleitoral, se sim isso só prova a falta de sensatez em adiar uma necessidade básica às populações.
.
[gostaria de citar um exemplo que me parece digno de referência,e que revela a visão dos intervenientes para garantir um futuro risonho ás suas populações.]

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mudar de Vida

«Este mundo da vinha e do vinho está a fascinar-me e é a ele que me vou dedicar. Tenho, naturalmente, algumas saudades do ensino e admito voltar, um dia, a dar aulas, mas se isso acontecer será sempre em part-time», referiu ao Jornal Sol Mafalda Coelho, esposa de Diogo Coelho vitivinicultor por detrás do projecto da Quinta da Raza.
Esta atitude não me espanta de todo, quando envolve a determinação e dedicação a uma determinada cultura que é urgente reinventar, e no qual os intervenientes citados neste post tem contribuido afincadamente.
Sendo até a prova que o vinho verde nas Terras de Basto se afirma cada vez mais como alternativa de futuro, e no meu entender o ponto firme sobre qual podemos alavancar a nossa terra rumo ao desnvolvimento.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Basta desta cultura de Basto

“Longe vão os tempo em que só algum público de algumas capitais de distrito tinham direito a grandes espectáculos. Com a reabilitação de antigos cine-teatros, há pequenas cidades com cartazes culturais de luxo. E salas a abarrotar de gente. Quanto mais espectáculos, mais público existe para assistir.”

.

Esta é a nova realidade, e de certo modo uma bofetada de luva branca, a quem diz que a cultura é só para os grandes centros, e que o cinema não irão vingar, nesta era do DVD e da pirataria, e embalados em cantigas de Quim Barreiros, e piadolas do Roscas e Estacionancio e outros demais cultos ao ridículo, deixamos à muito, encerrar a actividade em espaços como o cine-teatro em Celorico, que são espaços que poderiam dar ênfase a uma diversidade cultural que seria benéfica para todos. Enquanto isto acontecer numa terra de Basto, não auspicio nada de bom, para espaços como a casa do povo no Arco de Baúlhe.
Não é por termos as boas insatalações que podemos dar a imagem de Basto desenvolvido, mas sim pelos eventos que nelas fazemos acontecer …era interessante vermos desenvolver, em Basto, projectos que complementassem o epicentro cultural de Guimarães 2012, e mostrar-mos algumas das nossas especificidades.

sábado, 20 de junho de 2009

Comentários certeiros

Celorico é de facto um concelho com muita qualidade de vida, mas somente para o fim-de-semana, pode-se fazer passeios verdadeiramente “minhotos” pelas suas aldeias, através de estradas e caminhos ladeados por uma atmosfera verdejante, em que leiras empilhadas nas ravinas das serras, solares e casas de campo são uma constante.
.
Contudo, durante a semana, em Celorico só há funcionalismo publico “antárctico”, e os jovens de quem o professor Marcelo fala, só podem mesmo ser aqueles, cujas estruturas e empresas municipais lhes conseguiram um emprego. Os outros, independentemente das habilitações, infelizmente tiveram que i(e)migrar para terem qualidade de vida.
. Existe obra em Celorico, obras de construção cível (salvo algumas boas excepções de natureza cientifica) cuja finalidade é o embelezamento, no resto, Celorico está parado no tempo.
.
Celorico precisa de mudança, não me refiro a partidos (nas autárquicas vota-se nas pessoas), mas sim a politicas, felizmente nestas eleições são dois jovens que concorrem pelos maiores partidos. Desejo que as suas ideias sejam radicalmente diferentes das praticadas no passado, caso contrário as próximas duas décadas significarão um atraso irreparável para a terra dos meus sonhos de criança.
.
Sou um celoricense, também votei e continuarei a votar em Celorico, sinto a mudança, espero não me enganar.
.
Aristides Carvalho in blog Marcelo Rebelo de Sousa

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Acontece em Basto...

Festa da Cultura 2009 . VALOR HUMANO…OPORTUNIDADES INOVADORA, CULTURA, FORMAÇÃO E EMPREGO . 18 a 22 de Junho de 2008 Cabeceiras de Basto .

Programa aqui

Debate interessante acerca de Fridão na TSF

Elaborou-se em Mondim, no passado Domingo, um debate acerca da barragem de Fridão transmitido pela TSF, no programa Terra a Terra . Um debate útil, para quem não tem opinião formada acerca do projecto, e que continua sedento de informação, por virtude de uma postura pouco promotora adoptada pelos actores políticos da nossa terra em relação a um projecto tão importante e irreversível. OUVIR AQUI
.
Positivo
.
Postura sensata dos intervenientes da Edp, bem como do presidente da Câmara de Amarante e e do director do LNEC bem como do ISCTE. Os entrevistados, fora do debate, pela pertinência das questões colocadas, gostei particularmente da intervenção de Diogo Coelho, que é dos maiores produtores de vinho e consecutivamente promotor da especificidade da nossa terra, por espelhar o medo de quem tem tudo em jogo...
.
Lamentável
.
A postura de Pinto de Moura, ao referir a posição de muitas pessoas que se manifestaram contra a barragem, por questionarem a questão do transvase do Olo, patente no PNBEPH, e que o presidente da Câmara de Mondim tomou como um boato por parte de uns, com o intuito de "intoxicar a opinião das pessoas".
Enunciar atentados terroristas, ou eventualidades com probabilidade de ocorrencia diminuta como argumentos primeiros, revela falta de sensatez. Há muitos outros argumentos, mais validos e sem recorrer ao medo, que pode ter impactes gravosos no desenvolviemnto normal do futuro da nossa terra.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um recado para as Terras de Basto

"Precisamos de uma visão que ultrapasse o pátio da aldeia, que veja mais longe".
Cavaco Silva

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Renascer pela ruralidade de Basto

Este artigo do Publico mostra a fragilidade a que estão sujeitas as áreas rurais dos países da EU, demonstrando que o grande problema é a falta de organização, dispersão , bem como a falta de formação e o êxodo de quem a quer obter levando isto a uma “armadilha” pois “a única janela aberta a crianças e jovens de famílias pobres e pobremente educadas é sair: enfrentar a mobilidade geográfica como forma de mobilidade social". E isto leva ao envelhecimento das populações e a um declínio económico.
.
Abre-se aqui um ciclo vicioso: "Baixo nível de educação rural provoca baixa taxa de empregabilidade, o que aumenta a pobreza, o que reduz as hipóteses de se receber um nível de educação elevado". E abre-se outro ciclo: pobres oportunidades de emprego forçam trabalhadores qualificados e migrar; uma força laboral desqualificada não chama investimento capaz de criar oportunidades de emprego. E abre-se outro ciclo: poucos jovens, muitos idosos, poucos nascimentos, reduzida densidade, má performance económica.”

.
Como tenho apelado neste espaço parece-me que faz falta uma escola superior na região de Basto, para inverter uma tendência de êxodo para fora da terra com a fixação de alguns e atraindo mais para a nossa terra de forma a criar-mos uma plataforma de desenvolvimento da nossa terra ancorada à massa critica formada na Escola.
.
Outra necessidade parece-me a formação de estratégias de concertação dos produtores locais entre eles, mas principalmente com o comércio local de forma a dinamizar as duas partes.
Parece-me que a criação de plataformas que estimulem os pontos acima citados são um bom caminho para o desenvolvimento sustentado das nossas terras tirando partido da sua especificidade algo rural.

Falta de Ética politica

As terras de Basto não se conseguem desenvolver apesar da simpatia das suas gentes e de uma coragem guerreira de se entregarem aquilo que acreditam, não se conseguem afirmar de forma sustentada. Já tenho demonstrado que não me revejo com as linhas mestras das politicas que estão a ser empregues na nossa terra, pela falta de estratégia a médio longo prazo, pela falta de visão e pelo conteúdo demasiadamente brejeiro e baixo como se faz politica.
.
Se em Cabeceiras se falam em pastores que guiam rebanhos para pastagens que desconhecem, em Celorico a coisa agrava-se por ver-mos uma entidade supostamente LAICA E REPUBLICANA, como a Camara Municipal,a misturar o objectivo de proporcionar o contacto dos nossos agricultores com as mais avançadas tecnologias ao dispor das lides agrícolas em Santarem, com o” ponto alto do dia” nas palavras do actual presidente, de uma missa em Fátima, na qual os celoricense empunham um estandarte exemplificativo da promiscuidade entre politica e religião, com uma imagem referente ao culto religioso de Fátima e a heráldica do concelho Laico e Republicano de Celorico no verso.
.
Parece-me que é neste sentido, de reivindicar uma politica séria que se afirma por ideias, ideais, propostas e estratégias, nas quais possamos alavancar o desenvolvimento das nossas terras, que se deve proclamar a mudança. Se o povo consente esta mistura, fracos são os políticos que se aproveitam destas oportunidades para se fazerem notar.
.
A oposição á actual direcção da Câmara, encabeçada pelo engenheiro Lopes Machado que tanto critica a postura festeira e de mistura religiosa , em vez de se afirmar como alternativa demarcando-se das atitudes, cai no erro de as copiar, deitando por terra a tão enfática alternativa como se pretende afirmar.
.
DEUS NOS LIVRE.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Europa de Basto

À imagem da vitória nacional do Partido Social Democrata para as Europeias 2009, nas Terras de Basto o voto foi predominantemente laranja, cujo resultado final nos quatro concelhos juntos foi 46,8% de votos conseguidos pelo PPD/PSD e de 30 % pelo PS. Para estes resultados contribuíram os seguintes valores obtidos nos respectivos concelhos:
Cabeceiras de Basto -
PS– 42% PSD-38,8%
Celorico de Basto
PSD-51% PS – 25,7%
Mondim de Basto
PSD-45,4% PS – 24,1%
Ribeira de Pena
PSD-51,9% PS – 28,2%
.
Só Cabeceiras quebrou a hegemonia do PSD, mas que mesmo assim não conseguiu impor a diferença de outras eleições.
.
Em Celorico a vitória foi a mais folgada das nossas Terras de Basto.
.
Curiosidade: As Terras de Basto, com 56395 eleitores inscritos, nesta eleição tinham a possibilidade de eleger 1/3 de um deputado, pois cada um valeu pelo elevado índice de abstenção apenas 150.983 dos 460.000 votos , no entanto apenas 19227 Bastenses participaram nesta eleição sendo assim apenas 0,54% dos votos.
.
Questões para reflectir: .
A elevada abstenção é um cartão vermelho aos nossos políticos e suas politicas, com a agravante de este ano não terem o bom tempo como mote justificativo da falta de afluência às urnas. Será que estes resultados poderão servir como uma antevisão das próximas eleições legislativas? A mim parece-me que pode ter influencia na força anímica das campanhas e para envolver militantes, no entanto acho que os portugueses já separam bem as coisas. Este resultado, mais que uma bofetada de luva branca ao governo pelas suas politicas, parece-me condenar de forma mais enfática a má aposta de Sócrates em Vital Moreira, e uma afirmação surpreendente de Paulo Rangel.
.
E para as autárquicas, uma curiosidade que notei nas nossas terras é que as freguesias de forma geral continuam fiéis às cores que elegeram para as autarquias, no entanto aparecem cada vez mais casos a comprovar que as pessoas separam cada eleição, mostrando uma maior lucidez na hora de votar.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Um gigante na aldeia da sua imaginação

Pedro Lemos é um celoricense que por ser gigante na aldeia da sua imaginação, já conseguiu captar as objectivas da imprensa nacional, por virtude de um talento impressionante de quem instintivamente cumpre escalas, proporções, alinhamentos e relações com uma mestria exemplar. É um talento natural, um artista naif, ou mais um Bastense desamparado que se fosse devidamente auxiliado por alguma entidade formadora, ou quiçá promotora da nossa terra, podia crescer e transformar-se num gigante no meio de grandes obras. Não acredito que o Pedro bem auxiliado não conseguisse progredir e transformar o que faz de muito bom, em algo brilhante e exclusivo que o pudesse afirmar ainda mais, conjuntamente com a sua terra.
Falta uma mentalidade que veja nas pessoas, e na sua criatividade ou no seu talento individual ou colectivo a receita para o desenvolvimento da nossa terra.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pensadores em Basto II

No âmbito do Ciclo de Conferências “Políticas de Futuro”, desloca-se a Cabeceiras de Basto, no próximo dia 23 de Maio, o Dr. António Arnault, ex-ministro da Saúde e responsável pela criação do Serviço Nacional de Saúde, para proferir uma Conferência subordinada ao tema, em jeito de pergunta “Saúde Para Todos?”. Decorrerá no Auditório Municipal Ilídio dos Santos, a partir das 15h00. [via ecos de basto]

Pensadores em Basto

"O Historiador e Deputado à Assembleia da República do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas, profere no próximo Sábado, dia 23 de Maio, em Cabeceiras de Basto, uma conferência/debate subordinada ao tema, “As conquistas de Abril e os “ataques” ao Estado Social em Portugal”.
.
A iniciativa é organizada pela adbasto e conta com o apoio do Jornal “O Basto”, tendo o seu início marcado para as 18 horas, na sede social da adbasto (associação de desenvolvimento técnico-profissional das Terras de Basto), situada no Lugar da Quinta da Mata, junto à sede da Vila em Cabeceiras de Basto.
.
São objectivos desta iniciativa, aberta a toda a comunidade, “reflectir de uma forma séria e responsável sobre as conquistas e os direitos sociais conseguidos com a implantação do regime democrático em Portugal e efectuar uma abordagem aos constantes “ataques” perpetrados contra o “Estado Social” nos últimos anos, que se têm traduzido numa perda gradual de direitos dos cidadãos, na área do emprego, da saúde e da segurança social”.
comunicado recebido da adBasto

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pensar Celorico

Parece que a densidade eleitoral deste ano tem sido francamente negativa para a apresentação de ideias a todos os níveis. Misturam-se conteúdos europeus com os legislativos e autárquicos, montando-se um cenário propicio e confuso para a actuação de políticos sem ideias, e que se instalam á sombra dos partidos que agora os deixam desamparados. Os celoricenses esperam pelas propostas dos candidatos, e até agora só recebem a suposição, o ataque pessoal e o vazio.
Eu como Celoricense que gosta de Celorico, num humilde e extenso exercicio de cidadania proponho uma visão e estratégia, precedidas de um pequeno diagnostico desta Terra de Basto.
.
Diagnóstico

Celorico é uma terra com história, onde os solares pontuam e testemunham o potencial desta terra, que não se soube reinventar entrando naturalmente em decadência. Terra cuja economia está absolutamente dependente, de um sector agrícola envelhecido, e de uma dependência excessiva dos empregos gerados pela autarquia, bem como dos subsídios vindos do governo central ou Europa. O facto de não se ter fixado um rumo ou uma marca para o concelho , tem resultado em politicas de ocasião sem resultados claros para o desenvolvimento do concelho. Mão-de-obra envelhecida, e sem formação que responda ás necessidades do concelho, sendo por isso este concelho pouco competitivo. Os postos de trabalho são atribuídos sem que se teste a capacidade das pessoas a ocupar o lugar, sendo estes atribuídos por conhecimento, ou por simpatia politica.
.
Visão /estratégia

Tornar Celorico um concelho competitivo, apostando sobretudo na qualificação da mão de obra, bem como fixar a existente reinventando os sectores ancoras presentes já na terra.bem como criar plataformas de promoçao e obtençao de conhecimento, e dinamização das existentes.
Tornar esta terra atractiva para viver, reutilizar a história presente no concelho e a paisagem envolvente como ancora para firmar o rumo desta terra, de forma a torna-la distinta também na atracção de turismo .
Culturalmente rico e atraente, continuando a promover iniciativas como feira das camélias, feira da terra, etc. No entanto é importante reinventar as iniciativas culturais, diversificando-as apontando para um publico mais jovem, trocando os mega eventos por outros mais regulares. diversificar os eventos culturais, criando opçao aos folcloricos e romarias.
Melhorar as acessibilidades ao exterior, terminando ligações estratégicas como a Variante do Tâmega, apostando em outras plataformas de acessibilidades como a digital, garantindo um melhor serviço a nível da transmissão de dados. Evitar gastos em vias que não são estratégicas.
Promover as Bandeiras e características distintas desta terra, parece-me que transformar a Biblioteca Municipal Marcelo R. Sousa ,como uma marca no exterior, divulgando-a na internet, bem como digitalizar parcialmente os conteúdos disponíveis, mostrando inovação, tornando-a mais apelativa a novas visitas. Tornar os horários mais amplos seria uma tarefa a ambicionar.
Reabilitar os núcleos urbanos, controlando o crescimento destes, a nível da sede do concelho bem como das freguesias, integrar parte do campo da Veiga em Celorico, sem o urbanizar com edifícios densos, prolongando a Zona Verde existente ao longo do Freixieiro. Com parques de lazer, Quintas biológicas, reforçar a presença da agua, exemplos de aproveitamento de energia renovável etc. Percursos pedonais, bem como arranjos florestais podia ser interessante.
Humanizar o espaço publico do centro da Vila, actualmente o centro parece desenhado para o automóvel, fazendo com que a avenida tenha um aspecto muito descuidado, e as praças existentes são pouco apelativas para o utilizador. O urbanismo deve ser feito com mais rigor, pensando que as pessoas fazem parte do mesmo.
Reformular o papel da Câmara e o peso decisor na vida dos celoricenses, a câmara municipal tem um peso demasiadamente excessivo na vida bem como na percentagem de empregos que oferece na terra, tendo um peso desmesurado na economia da região. Esta dependência não é benéfica para o desenvolvimento sério da região. Envolver mais os actores motores desta região nas decisões politicas, bem como os cidadãos é importante para quem trabalha para os servir.
Revitalizar o comercio local, elaborando uma carta comercial onde se planeia de forma estratégica a localização de cada loja, bem como o papel a ocupar por cada uma, numa estratégia para modernizar o comercio tradicional, tranformando-o numa espécie de shoping a ceu aberto, e respondendo a novas formas de negocio, sobretudo a nivel digital, de forma a poderem estar sintonizados com os fornecedores, de preferencia locais.

.

Ps: este post vai estar em actualização, com ideias(poucas, mas mais que as dos candidatos) minhas ou com outras apresentadas pelos leitores.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lavradores da memória e dos sonhos

A TVI passou uma reportagem de Conceição Queiroz que mostra o estado degradante da nossa agricultura. Revoltou-me ouvir algumas palavras do ministro da agricultura, Jaime Silva, que parco de soluções ou ideias para inverter o problema, limitou-se a apontar as associações de agricultores, como meio de conseguir vender ao hipermercado Continente, e a outros grandes mercados. Há de facto um problema em que sempre se deu o peixe e não se ensinou a pescar, e hoje não temos quase agricultores jovens, que ainda consigam reter da experiencia dos actuais donos da agricultura, a sua sabedoria. As associações serão impossíveis se a nossa mão de obra não estiver rejuvenescida, para se desenharem estratégias a médio longo prazo.
.
O problema da agricultura parece-me residir neste envelhecimento da mão de obra mas também, da desertificação do interior onde ainda reside um filão generoso da agricultura, que lhe viu retirado o consumidor do seu produto. Urge modernizar o sistema no entanto até que isto se preconize, seria importante lançar medidas eficazes a curto prazo. É essencial portanto, estabelecer plataformas que consigam levar de novo o produto ao consumidor, e o Continente e as grandes superfícies não são os únicos, pois por aqui não me parece que se consiga tornar os nossos produtos competitivos, pois estão sujeitos a uma serie de controlos impossíveis de suportar pelo pequeno produtor.
.
A mudança da lei para protecção dos produtos artesanais, mostrou um bom senso e compreensão por parte do governo, da escala de grande parte da produção agricola portuguesa, mas o sistema já moribundo parece não ter reagido com inteligência às novas oportunidades, trazidas pela lei.
.
Continuo a reforçar o pensamento, de que as Terras de Basto tem enormes potencialidades neste sector agrícola, no entanto parece-me que continua a faltar uma dose de inovação e criatividade para reinventar o mesmo. Gostava de ver desenvolvidas estratégias por parte das autarquias e associações agrícolas. (Mutua, casa do Agricultor, Cooperativas, etc), para tentar atrair talentos nestas áreas que pudessem servir de fundação e animo à fixação de novos agricultores, e tentar mudar o paradoxo fantasmagórico e promíscuo que a agricultura é para velhos ou para quem não sabe fazer mais nada.
outra questão que me parece ser opçao de futuro é a agricultura biologica , e parece-me vantajosa e "facil"de adoptar, pois o sistema de produçao utiliza muito e de forma ingenua as exigencias para que se faça Bio agricultura.
Desde já gostaria de voltar a felicitar a iniciativa Verde Basto, lançada pela autarquia celoricense.
.
E como este problema afecta muito a nossa região, gostava de ouvir propostas para a sua resolução, para que deixemos de ser lavradores na memória, para passarmos a ser lavradores dos sonhos e ambições da nossa terra.
Bem hajam

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um celoricense às avessas

Lopes da Mota é um celoricense que está no centro da actual discussão do estado do país! É estranho a posição em que este magistrado foi apanhado depois de o feitiço do caso freeport se ter voltado contra o feiticeiro. Deve convir a alguém que pareça este o culpado de todo o caso, enquanto se fala de uns não se fala de outros, mas a verdade é que o nosso conterrâneo já tem um historial um tanto ao quanto suspeito, pois enquanto delegado do Ministério Publico terá fornecido informações(em dvd,mesmo antes da PJ iniciar qualquer busca) a Fátima Felgueiras, sobre o processo que decorria contra ela . Esta atitude foi feita, segundo o DN, como forma de retribuir um favor que a edil Felgueirense terá feito em tempos , quando colocou a esposa do magistrado a dar aulas em Felgueiras aproximando-a de casa.
.
Foi este perfil promíscuo entre politica e justiça que lhe valeu, para Souto Moura, o cargo de futuro procurador geral da republica, e agora um processo disciplinar.
.
Seria bom que se adoptasse de forma generalizada este tipo de atitude repulsiva contra a promiscuidade politico/judicial, mas tambem dos favores pessoais,e caciquismos que minam por completo todo o sistema, e impedem o bom funcionamento das coisas.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não venhas, espelho de àgua

Na edp cuidar do meio ambiente,
e proteger as espécies em extinção
e melhorar a qualidade de vida das pessoas
faz parte da nossa missão
quando projectamos uma barragem
projectamos um futuro melhor.
edp Sinta a nossa energia

quinta-feira, 7 de maio de 2009

do tâmega: uma imagem, algumas palavras

Ó meu Tâmega obscuro, água dormente…
Ó rio, à noite, a arder, todo estrelado!
Água meditativa, ao luar nascente,
Água coberta de asas, ao sol-nado!
.
Teixeira de Pascoaes
_____________________________________________© Samura
.
Pena-me a hora desinspirada
Em que resolvi cantar-te
E fui destruindo a arte
Em cada palavra pensada.
Artéria principal em ribeiros metastizada
Sinónimo de fronteira forçada
A quatro povos irmãos
Com mesmo cansaço nas mãos
Os mesmos rostos e medos
O mesmo manjar sobre a mesa
A mesma alegria e tristeza
Por te fazer chegar aos vinhedos
.

Uma imagem, algumas palavras

"Empoleirado neste miradouro, solto os olhos por metade de Portugal. Montes, rios e vales edémicos, genesíacos, como que acabados de sair das mãos do Criador. A natureza na sua primitiva decência, desabitada, limpa de toda a mácula humana. Nem sequer tocada pelo mesmo pasmo de quem a contempla."
Miguel Torga

terça-feira, 5 de maio de 2009

A verdade da mentira

“Cansados de dilemas e de leituras complexas, os eleitores preferem os discursos cheios de soluções à medida, que descartam as contrariedades, ignoram os sacrifícios ou que, em qualquer caso, adiam o sofrimento. Este sentimento gera um paradoxo: a cada oportunidade de votar há como uma esperança latente de mudança, uma réstia de motivação, que desafia uma necessidade de estabilidade e segurança. Assim, vota-se no mesmo, acreditando que fará diferente. Vota-se naquele que, antes, nos mentiu, porque queremos dar-lhe, a ele e a nós, mais uma oportunidade. Tolera-se o cinismo do político, travestido, que hoje está muito próximo dos que ontem criticou. Aliás, em politiquês, a palavra “mentira” nem existe; diz-se “in-verdade” no discurso politicamente correcto. . (...) . Os eleitores são atraídos pela sedução do poder e acreditam que há no eleito (o escolhido, o ungido…) uma legitimidade, sufragada, que está acima da legitimidade jurídica. Ao vencedor, atribui-se um estatuto de imunidade que o torna inimputável. Gostamos de acreditar que “quem manda” pode sempre mais do que aquilo que a lei permite e piscamos o olho à engenhosa desfaçatez do político e ao seu famoso poder discricionário.”
[ler tudo aqui]
José António Nobre em Mondim Leituras
isto tem que mudar, mas quando?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

PENSAMENTOS PARA BASTO DE FUTURO

Parece-me que há muitas opções politicas nesta terra, que continuam amarradas ao passado irrresponsavel e com péssimos resultados.
A politica do asfalto imposta nas Terras de Basto é fruto de uma espécie de inquérito feito junto da população, que pede este tipo de solução para o desenvolvimento da sua terra. Parece-me que este tipo de politica, alem de ser popular, tem inerente a ela uma dose de irresponsabilidade, pois dá ás pessoas aquilo que elas querem e não o que elas precisam.
.
Vejo as autarquias a desenvolver políticas sociais de apoio aos idosos que estão isolados, e além de reconhecer a bondade da iniciativa, gostaria de ver questionada a razão pela qual os nossos idosos estão isolados. Onde estão os filhos da terra, e que oportunidades lhes são dadas? Haveria melhor forma de combater o isolamento dos idosos de que ter os filhos com trabalho junto a eles? Como vimos no post anterior, o petróleo vai ser uma amarga dependência, da qual todos nos vamos querer soltar, fazendo com que a actual politica de mobilidade possa falhar. Cada vez é mais cara a factura que se paga pela deslocação automóvel . E as politicas actuais de cidade promovem a proximidade e não a deslocação. Seria bom que se deixassem de promover a politica do asfalto como o D. Sebastião da nossa terra.
.
Porque não começarmos a pensar em plataformas que estimulem o desenvolvimento das nossas terras, e soltarmo-nos do desenvolvimento daqueles que nos circundam, e para quem de certo modo interessa o parco desenvolvimento das nossas terras. Só podemos cooperar com as terras que nos circundam quando temos algo de novo para oferecer, e receber em troca aquilo que eles têm de exclusivo. Neste momento o problema é que somos absolutamente seguidistas das políticas de Fafe, Guimarães Amarante etc e descoramos cada vez mais a nossa especificidade. A independência e o desenvolvimento só poderá começar quando tentarmos transformar a nossa terra numa bomba de produção, quando tivermos massa crítica que possibilite delinear o percurso a fazer rumo ao futuro, que teimamos em negar por saudosismo a um passado que não nos deu felicidade.
.
Porque não apostar na formação que vise as especificidades da nossa terra, incentivar a criação de empresas e criar incubadoras de empresas que lhes possa servir de amparo, uma escola superior de basto que lhes possa facultar a preciosa matéria-prima. E ao mesmo tempo teríamos a alavanca para o desenvolvimento das nossas terras, e o apoio a uma produção que está a entrar em decadência, e as empresas que ao procurar a mão-de-obra estimularia a formação e fixação dos nossos jovens. SEREI UTÓPICO?

terça-feira, 28 de abril de 2009

"the end of suburbia" e Basto desaparece?

Gostaria de felicitar o "Grupo Transição Mondinense" por organizar este debate com um tema tão pertinente, que nos deve sensibilizar a todos, de forma a repensar os hábitos, sobretudo de planeamento do território, depois da falência energética que pode ser provocada pela escassez de petróleo.
.
O inicio dos subúrbios

Vários factores e evolução de várias ferramentas permitiram o aparecimento dos subúrbios de forma galopante e massiva. Um deles foi a melhoria dos meios de deslocação, bem como outros meios domésticos como o frigorífico, que permitia uma independência maior em relação aos mercados, bem como o telefone, entre outros, em termos de comunicação . Desde cedo, os subúrbios se tornaram no principal foco a controlar pelos planeadores, e como solução para travar a barreira de crescimento, tentou-se colocar um anel viário(vulgos VCI ou VCE) em redor da cidade, o grande problema é que estas permitiam acessos para as duas partes das vias, e aquilo que seria para travar o problema acabou por lhe dar mais ênfase.
.
Os subúrbios
O grande problema dos subúrbios é que funcionam muito amarrados apenas a uma única função, geralmente a de habitar, tornando-se por isso de dia, sítios desertos, implicando ao mesmo tempo uma deslocação em massa á mesma hora para o interior das cidades, sobrecarregando as vias, originado problemas no fluxo de transito. A isto juntou-se a sobrecarga de utilização das zonas das cidades numas horas e o abandono em outras, pois as cidades foram planeadas por zonas determinadas pela funçao (zoning).
O crescimento descontrolado das cidades fez com que se perde-se muitos dos solos agrícolas e florestais que equilibravam todo o sistema da cidade.
.
O fim dos subúrbios
Com a escalada do preço do petróleo, e da sua extinção futura, perde-se a fonte de energia que alimentava todo esse sistema, tornando-se o mesmo falível. É por isso necessário repensar este modelo urbanístico e a energia que vai substituir o petróleo.
SOLUÇOES PARA A REABILITAÇAO DOS SUBURBIOS.
As soluções que hoje se apresenta, giram em volta da reabilitação. É preciso travar o crescimento dos aglomerados urbanos(isto também serve em Basto), e preencher os espaços vazios devolutos e reabilitar os edifícios em ruína. Deve-se pensar em formas de rentabilização, ao máximo, dos espaços, atribuindo-lhe várias funções ao longo do dia (p. ex. uma escola pode servir como espaço para reunião de associações durante a noite, e porque não a praça que serve durante o dia para as crianças brincarem á noite não pode albergar a função de esplanada para um bar?). Deve-se combater o zoning e atribuir usos mistos aos espaços, os espaços onde se trabalha é o mesmo onde se vive , onde se diverte e onde se aprende, poupando-se nas deslocações forçadas diariamente. E assim as sobrecargas em horas de ponta que as escolas zonas de trabalho estão sujeitas seriam equilibradas e distribuídas pela cidade. uma das soluções parece-me ser a substituição dos meios de transporte privado pelo publico. (gostei da intervenção por um dos presentes acerca da moral de exigir o uso dos transportes publico, é preciso nós utilizarmos para dar o exemplo .) Alem de se pensar em formas de poupar a deslocação de pessoas parece-me preciso cortar na deslocação dos produtos, e se possível encurtar a sua cadeia de produção, no entanto não me parece que seja um manifesto anti-globalização, pois parece-me fulcral para o desenvolvimento da humanidade e de qualquer sistema social futuro que se continue a comunicar e a cooperar a nível global. Penso é que a palavra cooperação deverá ganhar mais ênfase. Gostaria de dar um exemplo estudado em Portugal pela INTELI que tem a ver com os LIVING LABS, ou INNOVATION HUB em que as soluções de cooperação á escala global e a utilização prática a nível local é excelente . Para a aplicação de qualquer estratégia para as cidades ou vilas é preciso haver um rumo determinado a médio longo prazo pois “quando se navega sem destino nenhum vento é favorável”, e estar atento ás melhores formas e soluções aplicadas a nível mundial e escolher aquelas que nos podem servir ás especificidades locais. Tudo isto é mais uma prova que Basto deve estar unido pela especificidade, e desenvolver-se a a partir de dentro e depois estendendo redes para o exterior, e não tornar-se como um suburbio das cidades do Ave. Todos os cidadãos têm o direito e o dever de expressar a opinião e tentar apresentar soluções para os problemas que nos envolvem a todos, por isso gostaria de felicitar mais uma vez esta iniciativa e lançar o desafio para a realização de outras em que poderíamos tentar debater este problema e traçar um futuro sustentável para Basto.