quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Autárquicas 2009: Cabeceiras para Basto

Autárquicas 2009 Cabeceiras de Basto Cabeceiras de Basto será sem dúvida o concelho das Terras de Basto onde os resultados serão mais previsíveis, Joaquim Barreto será eleito por maioria absoluta. Fruto de muita obra conseguida com o seu extraordinário poder reivindicativo e influencia que possui no poder central.
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Espero que depois de conseguidas as obras que garantem as necessidades primárias da população, está na hora de dar o salto em Cabeceiras e orientar políticas no desenvolvimento sustentável, onde me parece crucial uma aposta no conhecimento, criatividade e inovação nas áreas distintivas de Cabeceiras de Basto.
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Na minha humilde opinião devia-se trocar o asfalto por obras de apoio ao sector empresarial, sobretudo às micro e pequenas empresas, que me aprecem órfãs de alguma atenção, obras como incubadoras de empresas e apoios a startups parecem-me essenciais para cativar recursos especializados capazes de dinamizar os sector económico das nossas terras. Esta aposta acompanhadas de estratégias de concertação seriam passíveis de cativar o retorno dos filhos da terra que ao mesmo tempo serviriam e funcionariam como a verdadeira acção social na nossa terra. As nossas gentes não devem estar dependentes exclusivamente da acção desmesurada que o poder autárquico tem sobre as suas vidas. Falo em Cabeceiras, mas esta mentalidade é passível de aplicação em qualquer concelho das nossas Terras de Basto.
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A ligação ao Vale do Ave conseguida no presente mandato, deveria trazer derivações, de instituições bem sucedidas lá, adaptando-as e desenvolvendo as especificidades da nossa terra, caso do AVE PARK ou da U.M. Cabeceiras poderia ser a “Cabeça” que emprestava massa critica e ideias para as terras de Basto funcionando como sua locomotiva. (isto da locomotiva fez-me lembrar da linha férrea, sobre a qual já fiz este apontamento)
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Parece-me crucial, no caso particular das Vilas de Cabeceiras, a promoção e exploração do recurso agua, que é um dos factores potenciadores e mais apelativos da qualidade de vida de uma região. O Poço do Frade deve extravasar o limite do areal, e a ponte deve servir mais que a zona balnear. O aproveitamento destes cursos de água para potenciar toda uma envolvente lúdica, são projectos que diferenciariam Cabeceiras. O sucesso de parques de Lazer e consecutivamente dos núcleos urbanos que se pretendem afirmar num jogo concorrencial de vilas e cidades, está ligado pela forma como as mesmas interagem e tiram proveito da água. Urbanizar com massa edificada um qualquer rio de Cabeceiras, seria um erro crasso, pela falta de escala dos mesmos para absorver edificado, bem como a deficiente insolação que as margens dos lados urbanos apresentam.
No Arco, onde reside parte de mim, o problema é idêntico, e a piscina descoberta que é proposta por Armando Duro seria passível de encastrar com maior sucesso no rio peio, junto ao Caneiro, que anexa à piscina de água quente, pois podia-se criar uma centralidade aquática, onde poderia haver lugar para outras propostas relacionadas com a água. Neste Arco falta também humanizar o espaço público recuperar a desorganizada avenida C.E.A., bem como devolver o protagonismo do Arco de Baúlhe à sua rua homónima. . O sucesso do próximo mandato de Joaquim Barreto, parece-me depender também, da forma como lidará com o desafio das belíssimas aldeias, que me parecem mais o ex-líbris de Cabeceiras que a "ambicionada" cidade. E o sucesso de uma poderá ditar o insucesso de outra pela questão da fuga ou fixação de pessoas.

2 comentários:

Mr. disse...

Muito bom os "apontamentos" relacionados com a vila de Arco de Baúlhe.

concordo com as soluções apresentadas pois vão ao encontro daquilo que defendo de "adapatar e valorizar o património para assim usá-lo como imagem de marca para o futuro" (a exemplo da Espanha)!!

(e ja agora, porque não uns "sarrabiscos perdidos", por alguém que percebe da arte, sobre aquilo que poderia ser a aguardada "nova" avenida C.E.A ;)..

Carlos Leite disse...

obrigado pelos apontamentos...tenho pensado sobre isso e até ja sarrabiscado mas nao passam de tecnicas de desenho de humanização do espaço publico, em detrimento do automovel...mas a avenida precisa de uma intervençao mais exigente...diria mesmo uma intervenção consonante com uma estrategia para o arco...
Fica prometido um post...e uns sarrabiscos perdidos...(entretanto encontrados)sobre a Avenida CEA.