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terça-feira, 30 de setembro de 2008

...Para Basto mais que uma biblioteca de AlexandriaII

e se pensarmos numa estratégia para soltar o conhecimento presente na biblioteca para as nossas gentes,e assim ambicionarmos um futuro nicho de conhecimento nas Terras de Basto. O historiador José Hermano Saraiva, á cerca de 8 anos atrás, aquando da sua passagem por esta terra disse: - " noto ao falar com a malta mais jovem, que temos aqui um viveiro de gente inteligente." O ranking de escolas no último ano também notou, ficando no lugar 199 enquanto as escolas de Mondim no 241 e Cabeceiras ficou no 444. A escola EB 2 e3 / S de Celorico de Basto tem subido a passos largos no ranking de escolas, ocupando neste ultimo ano lugares bem mais confortáveis que os concelhos vizinhos. E no actual ano lectivo conseguiu-se resultados acima da média nacional. Não será isto também reflexo das condições trazidas pela biblioteca que está mesmo ao lado? Pela minha adversão ás medias, que pouco reflectem em matéria de progresso, não estranharia se tal estivesse dissociado. E como disse no post anterior os conteúdos das duas partes não se ligam. O diamante continua em bruto… Temos condições para pensar o presente que prepare um futuro risonho. Esta biblioteca poderia ser aproveitada como plataforma de lançamento de pensadores e investigadores para voos mais altos e ambiciosos, como a arquitectura na imagem sugere.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

…Para Basto mais que uma biblioteca de Alexandria I

A biblioteca Marcelo Rebelo de Sousa está inserida numa antiga casa solarenga na quinta de S. Silvestre, perto da nova câmara municipal de Celorico de Basto , e foi a meu ver bem recuperada pela dupla de arquitectos, Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro, especialistas em museus, mas que não se descuidaram no caso da Biblioteca, merecendo-lhe o empenho, a confiança da autarquia para toda uma série de bons projectos na sua envolvente, desde a Câmara Municipal ao Arquivo Documental que ousa desafiar Newton e as suas leis, como a dos observadores mais conservadores ou temerosos que juram até hoje que “aquilo vai cair, e nem mortos vão lá dentro”:-) É digna de visita.
Mais que aos arquitectos pelo seu bom trabalho, Celorico tem muito a agradecer a Marcelo Rebelo de Sousa, por preferir a nossa, e também sua, terra para deixar por aqui o seu acervo documental, muitas raridades com enorme valor. E mais, este professor universitário e comentador politico continua a investir muito para comprar eventuais documentos que sejam pedidos pela biblioteca, e não se limita, como muitos pensam, a entregar os livros que as editoras lhe oferecem, com o intuito da promoção dos mesmos. O arquivo documental possui ,desde os melhores livros jurídicos, a preciosidades da família Rebelo de Sousa, que todas as semanas recebe copiosas actualizações tornando esta biblioteca municipal mais actual do país, juntando-lhe ainda um estatuto de um dos maiores arquivos jurídicos.

Sou leitor assíduo desta instância de conhecimento, e estou seguro que não seria o mesmo sem ela, e só utilizei até hoje cerca de 0,2% dos cerca de 150 000 documentos que este equipamento possui, (80 000 livros) uma enormidade podem muitos pensar, mas eu acho que é uma aposta de um visionário, que ainda não teve o devido reconhecimento pelas suas gentes, mas que bem aproveitada e dinamizada, no futuro poderá fazer muita dferença. Existem documentos em Celorico que dificilmente encontramos em outras bibliotecas da mesma ordem pelo país.

A biblioteca tem um pólo na vila de Gandarela de basto e estão planeados mais dois, um na Vila de Fermil e outro em Fervença, uma aposta que mais uma vez me parece isolado dentro do concelho, que bom seria, uma rede espalhada pelas Terras de Basto e depois da biblioteca ambicionarem outras instituições também voltadas para o conhecimento. Mas ainda não se descobriu um rumo para a Região, para se saber em que se deveria especificar, e mesmo as temáticas em que a biblioteca se poderia aprofundar. Noto que está aqui, mais um diamante em bruto que falta explorar, e as escolas que a circundam, não lhe conseguem dar a devida utilização, pois a maioria dos livros são muito adultos e avançados nas matérias abordadas, para a maioria dos leitores que são das escolas até ao 9º ano, atingindo também o secundário. Fazendo isto com que o conhecimento da biblioteca continue preso dentro das muitas capas dos livros que nunca foram abertas. É preciso uma maior dinâmica para esta biblioteca, que poderia muito bem ser dada com centros de investigação, apontados na sua envolvente, ou de forma bem pensada para o futuro a longo prazo, uma escola superior, que traria consigo uma maior procura e uma maior necessidade de eventos temáticos. Para agora e a curtíssimo prazo gostaria de ver criada, uma, tão fácil, pagina na internet exclusivamente dedicada à biblioteca, em que qualquer leitor poderia ter informações precisas sobre os documentos presentes na mesma, e os seus conteúdos, parciais ou totais dependendo dos direitos de autor e do tipo de documento, para consulta on-line ,e num esforço titânico poderíamos pensar também na digitalização de todo o acervo, para fazer parte da mesma lista. Celorico poderia assim mostrar ao mundo, uma das suas tão nobres preciosidades, e ficaria muito bem visto, de certeza e seria um exemplo a seguir por muitas outras instituições com o mesmo carácter. Sejamos pioneiros em algo que nos orgulhe.