terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Cabeceiras amanha...cidade em 2020

O segundo painel foi composto por gente mais jovem, da qual se espera que contribuam decididamente para o futuro de Cabeceiras.
O rumo traçado para cabeceiras é o seu crescimento a nível da escala urbana, tentando-se alcançar o estatuto de cidade em 2020, e para isso pretende-se consolidar e dinamizar todo o núcleo urbano, contando a actual Vila com o contributo da actual Urbanização da Quinta do Mosteiro, para atrair para ela os cerca de 3000 habitantes para que consigam a escala de Cidade, apostando também no desenho do espaço publico para conseguir um lugar digno de uma boa cidade. Foi ambicionado para o futuro de Cabeceiras ainda uma maior participação dos cidadãos nesta causa que agora apresentam, e que eu acho ser determinante envolver todos os actores dinamizadores e produtores nesta causa para o sucesso da mesma.
Acho louvável aparecer na nossa região a apresentação de um plano a médio prazo mas, ao mesmo tempo lanço uma questão para reflexão de todos os leitores, será que é preciso anunciar o estatuto de cidade para conseguirmos o crescimento sustentado de Cabeceiras de Basto?
Hoje já não se constroem cidades mas sim o melhor das cidades, o mesmo é aplicado às vilas. Acho muito razoável, o facto de se ter fixado um rumo, pois quando se navega sem destino nenhum vento é favorável, mas não seria mais certo determinar um estatuto para cabeceiras, uma marca, como vila ou mesmo cidade do conhecimento, que me parece ser uma aposta cada vez mais de futuro, que propriamente só cidade, porque cidade por cidade não se conseguirá, era mais objectivo enumerar um nome ou a especificidade que pretendem para a cidade, ouviu-se por parte do presidente da câmara uma vontade em não perder o estatuto rural de Cabeceiras, criando-se então uma “rurbanidade”,um hibrido que pode levar á confusão das ambições que se pretendem. Cidade rural é diferente de cidade com tradição , e acho que é esta tradição que se pretende para defesa de toda a identidade e cultura desta vila, não temos que consagrar o rural, pois este aspecto seria lançado e sempre presente na periferia. Esta questão de cabeceiras “cidade em 2020” é uma questão á qual dedicarei mais tarde noutros posts.
Outras das apostas, apresentadas para o futuro de cabeceiras, é a valorização dos recursos endógenos, um crescimento apartir de dentro, vendendo ao exterior o que melhor se tem e produz nesta terra. Tendo-se feito referencias à bio-energia e ao aproveitamento da floresta como um recurso com grande potencial a explorar, e depois de ser questionado todo o painel sobre a não referencia á barragem como elemento presente para a estratégia do concelho, foi apontada como uma mais valia, pelo elemento água, ficando prometido também um debate sobre a questão da barragem para o próximo mês.
É importante, estas apostas supra citadas, apostar mais no sector criativo, criar equipamentos como incubadoras de empresas e centros tecnológicos que dinamizem estes recursos que cada vez se encontram menos valorizados e dinâmicos nas nossas terras, que é preciso revitalizar para ganhar competitividade num mundo global. De ver também um post anterior.
A referencia á população sénior foi muito apontada, pelo destaque em numero que a mesma tem vindo a ganhar, referindo-se que se deve apostar cada vez mais na parte do apoio a este faixa etária social.
Nesta parte eu remeto por inteiro a um post anteriormente publicado que vai de encontro a este tema.
O debate de ontem foi bastante rico em termo de apostas, sendo pena a enorme consonância de ideias apresentada, e um papel impróprio que os comentadores acabaram por ter, pois pareciam mais oradores e não comentadores daquilo que foi apontado pelos oradores. Espero mais iniciativas desta índole.

15 comentários:

josé martins disse...

mais vale viver numa vila boa que numa cidade fraca.

Dario Silva disse...

Parabéns a esta grande cidade cheia de democratas!
Tem um grande futuro.

Dario Silva disse...
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Anónimo disse...

Cabeceiras amanha?
Tu é que vais amanhar ó...palhaço.

Carlos Leite disse...

Caro José Martins...
Essa questão da Vila boa ou Cidade fraca, foi levantada, em que os oradores disseram que preferiam viver numa vila grande que numa cidade pequena...é preciso debater sobre esta questão e acho que o objectivo deveria ser, não a cidade mas, a função a desempenhar por esta terra no Minho, Norte ou Portugal, daí ter apontado sempre que se deveriam desenvolver as especificidades desta terra.

Caro Dario... refiro desde já que não sou representante ou tenho qualquer tipo de função na autarquia, quanto à forma como se faz democracia nesta terra, transparece muito pouco para o exterior. E há alguns casos que se sente que a mesma é posta em causa, como referiu no comentário ao outro post.

Caro anónimo...não percebi o seu pensamento, ou o motivo porque o expressou...

Obrigado a todos por expressarem o pensamento

Eduardo disse...

Cabeceiras Cidade em 2020? Porque não. E já agora, porque não Cabeceiras, Capital Europeia da cultura (do estomago) em 2025? Ainda não percebi como é que eu concelho que tem seguramente mais de um terço da sua população activa a trabalhar fora do concelho, por força de políticas municipais de fixação falhadas e que é o 9º concelho do Norte do país com mais desemprego, 1126 pessoas, pode almejar a ser cidade no espaço de dez anos. Ou andamos maluco, ou este lema traduza talvez o lançamento oficial da recandidatura de Joaquim Barreto. Isto serve apenas para divertir os cabeceirenses!

Carlos Leite disse...

Caro Eduardo:
O objectivo é muito ambicioso, acho não haver duvida…é difícil nos tempos que correm marcar como objectivo passar a cidade. Quando a tendência não é fazer crescer os aglomerados populacionais, mas sim requalificar e revitaliza-los…
No entanto acho que esta ambição pode trazer alguns bons frutos, e é preciso que se pense muito bem o papel desta cidade a haver.
Mas caro Eduardo não é por termos uma serie de debilidades que vamos deixar de ter objectivos de futuro, nem são estas debilidades que as tornarão impossíveis de alcançar, é preciso é considerar estas debilidades e com boas estratégias torna-las em potencialidades para esta terra.

Sinceramente acho que não é importante alcançar o estatuto de cidade, acho que é melhor apostar em estratégias que façam com que Cabeceiras se torne um exemplo de Vila ou Cidade, é indiferente.

apostar no planeamento estratégico, apostar em equipamentos que promovam o empreendedorismo, sermos inovadores na forma como exploramos as nossas potencialidades, é o caminho para um crescimento sustentado, se o estatuto previsto for alcançado tanto melhor, se não for, certamente estaremos a viver melhor que antes de aplicar as boas politicas.


Não acho que seja uma estratégia de diversão, poderá ser um objectivo ambicioso ou precipitado, mas não penso que seja uma estratégia falaciosa, pois o actual edil não precisaria dela para conseguir assegurar os seus objectivos políticos.
Obrigado por expressar pensamento.

observador disse...

Pena tenho que Cabeceiras tenha afirmado o seu desenvolvimento à custa dos municípios vizinhos,que igualmente compõem a Região de Basto. Lamento profundamente que pelo peso político do seu Presidente da Câmara(e Presidente de uma das maiores distritais do PS em Portugal)Cabeceiras se tenha tornado num Eucalipto que tudo seca à sua volta. Os números do investimento do estado e de obras realizadas no Concelho são vergonhosos quando comparados com os dos municípios vizinhos que ficam com as Migalhas do Estado. Assim se compreendem as manifestações de apoio a António Costa por parte de uns Idosos do Arco de Baúlhe que foram arrastados para essa manifestação em Lisboa. A construção da nova via de ligação Arco de Baulhe- Cabeceiras é um ultraje a Mondim de Basto e Celorico de Basto que à mais de vinte anos assinaram um acordo de "troca" da Linha do Tâmega pela Via do Tâmega e tanto tempo depois ainda não passa de Celorico. Inqualificável a alteração geográfica realizada na região em que se transformou Cabeceiras de Basto, o Concelho mais distante na porta de entrada da região de Basto. O debate sobre a passagem a cidade só surpreende quem andou a dormir nos últimos anos. Absolutamente lamentável...

Carlos Leite disse...

Caro observador

Já tenho exposto pensamentos acerca dessa secundarização a que as terras de basto tem sofrido com a hegemonia de cabeceiras, não sei se pela influencia e favores políticos, se por ter apresentado maior consonância com os projectos inventariados pelo governo.
Segundo a opinião de orgãos da Câmara de Cabeceiras, Celorico perdeu a continuidade da linha do Tâmega pela sua acirrada insistência num nó na Lameira, e consecutiva ligação á Vila aquando da nova reestruturação do projecto viário Nacional.
Mas mesmo assim e se falamos de projectos a sério e governação a sério não se percebe, o porquê de ser realizada a via do Tâmega por fragmentos e não continuamente, e se esta surgiu como meio de compensar o encerramento da linha férrea, ainda menos se percebe a extensão prioritária de um troço onde nem existia traçado da linha férrea.

Obrigado por expressar pensamento

observador disse...

Ex.mo Senhor Carlos Leite.
A secundarização a que se refere é mais do que visível. Diria mesmo gritante a forma como os interesses de Cabeceiras têm sido colocados à frente das legitimas aspirações de toda uma região e dos municípios que a compõem. A Via do Tâmega será porventura o aspecto mais visível desta política de favorecimento a uns e total desprezo dedicado a outros. A justificação de que será por uma "maior consonância com os projectos inventariados pelo governo". é para mim uma falsa questão. Veja-se a vontade do Governo no que toca á justiça e o avanço do Tribunal em Cabeceiras, veja-se também a condenação do estado em Tribunal de 1.ª Instância à conclusão da Via do Tâmega cumprindo assim o acordado, poderia caber aqui também o acordo assinado por Durão Barroso (na altura primeiro-ministro) para a concretização do Nó da Lameira.
Todo este processo encerra em si o pior da Política Portuguesa. Esta forma de Corrupção (porque é disso que se trata)dentro dos organismos do estado, de tráfico de influências, de ajuda do poder central à concretização de projectos e ambições dos "amigos" locais é um factor que tem contribuído para as assimetrias que se verificam por todo o País e também são justificação para o falhanço de muitas das estratégias de desenvolvimento gizadas para o País. As contas serão sempre fáceis de fazer. Basta uma comparação simples de todo o investimento do estado através dos seus vários organismos nos Concelhos que compõem a Região de Basto. Apenas para situar vou referir alguns: Centro de Emprego de Basto, Museu das Terras de Basto; Nó do Arco de Baúlhe, Ligação Arco de Baúlhe - Cabeceiras de Basto; Tribunal, Centro de Saúde. Tudo em nome de Basto e em proveito próprio de Cabeceiras. Esta é uma situação que deve ser debatida e denunciada.
Os melhores cumprimentos

Carlos Leite disse...

Ex.mo Observador

Essa secundarização sofrida pelas terras de Basto em detrimento do engrandecimento de Cabeceiras é evidente, é certo que os investimentos que citou para cabeceiras servirão as terras de basto, mas o certo é que foram todos concentrados em Cabeceiras
.
Acho justo e normal que se faça pressão para que os acordos assinados venham a ser cumpridos, mas não acho acertado ficar eternamente preso a isso, quando temos políticos á “la portuguesa” (os bons que me perdoem) à frente dos destinos do país.
Quanto ao desequilíbrio ou incoerência de contas e investimentos por parte do estado nas nossas terras está patente a minha opinião no post
http://pensarbasto.blogspot.com/2008/10/piddac-mais-uma-prova-de-que.html
que convido a ler.

Aborrece-me o enorme desacerto e desconcerto existente entre as terras de Basto, acho demais evidente uma competição de uns concelhos em detrimento de um desenvolvimento em conjunto e logo á partida mais sustentado, não vejo que esse acerto se possa conseguir por apertos de mãos ou por ligação viária, mas por elaboração de projectos conjuntos para ambicionarem um futuro risonho.

Os melhores cumprimentos e agradecimentos da sua participação tão perspicaz

observador disse...

Caro Administrador. Sou novo cá no Blog e confesso não li ainda tudo o que aqui foi escrito. Consultei agora o post que me sugeriu e que desde já agradeço e o difícil é não concordar. Igualmente de acordo relativamente à falta de um projecto comum e à falta que ele faz para desenhar o desenvolvimento. Existe uma Associação chamada ProBasto que muito prometeu de início, dela faziam parte os melhores quadros de cada um dos municípios e é neste momento uma entidade vazia, que não se percebe muito bem qual a sua actividade. Para infelicidade nossa tornou-se em mais uma daquelas instituições que vive para si própria sem que daí resultem benefícios visíveis para a população.Voltando um pouco ao mesmo tema, esse Farol de Basto personificado por Cabeceiras vem de onde? Quem decidiu que seria assim? Sem querer ser maçador por ser repetitivo volto a dizer o mesmo. Aquilo que se tem verificado na distribuição de investimento e verbas do estado é um caso de Polícia. Não posso aceitar de forma alguma que uma coisa tão importante como o desenvolvimento de uma região esteja condicionada ao Peso Político de determinado elemento. Não é daquelas situações que possa aceitar com o tradicional encolher de ombros e consequente desabafo "é a vida". Não pode ser. É neste ponto que esta discussão se insere no tema inicial colocado à discussão. " A Qualidade da Democracia".

Carlos Leite disse...

Seja muito Bem-vindo, e uma vez que não leu tudo aqui no blog, convido-o a fazer uma leitura de forma a reter em algum dos posts, ideias e estratégias que venho a lançar para a nossa terra.
“A qualidade da democracia” pôs o dedo na ferida, é isso que está a estagnar esta terra, é a qualidade não tão só da democracia, que se faz por ganhar votos com objectivos duvidosos e popularuchos, em que se faz das pessoas e dos seus interesses particulares projectos chave para o desenvolvimento, a politica do favor com favor se paga, e é nesse registo que muito se trabalha por cá. E nesse registo, e pelo que conheço, não consigo excluir nenhuma autarquia, aqui ainda se emprega pela terra e pela orientação partidária e não pelas capacidades de cada um, admito haver raras excepções.
Quanto á Probasto… pensei de inicio ser uma boa estratégia, mas que penso não haver frutos por se estar a pensar isoladamente cada concelho da região e esta associação tem sido vitima disso mesmo…é uma pena.
Quanto ao caso de polícia, só peço e tento acreditar que o mesmo não seja verdade e que se for e se conhecerem algo que o prove, não fiquem quietos nem calados.

Obrigado

observador disse...

Não poderia estar mais de acordo meu caro. Apenas um esclarecimento. Quando me refiro ao caso de Polícia, esse tem um significado mais profundo. O que pretendo dizer é que vai-se aceitando que a política se desenrole dessa maneira. Que sejam beneficiados os da mesma cor partidária. Que exista tráfico de influências entre elementos políticos e o Governo, bem como a Administração Pública em geral. Esse clima existente e aceite porque somos de facto um País de brandos costumes não traz nada de bom para ninguém excepto para o Status Quo existente que tudo faz para que este modelo de Máfia legal subsista. No contexto actual é absolutamente impensavél que algum tipo de investigação termine em condenações, porque este é de facto o Modus Operando de grande parte da classe política nacional e é assim, queiramos ou não, que as coisas estão organizadas. A meu ver mal. E é por aí que passam as minhas intenções. Não acho sério que alguma pessoa, empresa ou entidade possa sair beneficiada de conhecimentos que eventualmente possa ter junto dos órgãos de decisão. A esse conjunto junto como penso que devem estar juntos, os Municípios (sejam eles quais forem). Não me parece também que seja honesto, nem aliás que seja diferente de um benefício a qualquer entidade privada.
Infelizmente a nossa consciência ainda não nos permite julgar esses actos à luz do bom senso como seria expectável após mais de 30 anos de Democracia. Saudações.

Carlos Leite disse...

Caro observador...isso e outros são factos evidentes á luz de tudo e todos, são factos que prevalecem, por uma prepotência passada para as pessoas.

Acho um tremendo absurdo quando em palestras políticas ainda se compare e fale da ditadura...é mau e é preciso lembrar para que não se repita, mas é falacioso estar a comparar para provar que este sistema de "falsa democracia" é melhor, se fosse bom, era bom e ponto final e prescindia de comparações passados mais de 30 anos.

Nas terras de basto, falamos com uma ou outra parte das autarquias locais, e ao ouvi-los e de janelas fechadas e de memória bloqueada, pensamos estar a viver no paraíso. acredito que não façam mais porque não lhes é possível, pelos sectores que lhes tão acima ou abaixo, mas continuam a cooperar com os mesmos.
Depois zangam-se quando são apontados como zona mais pobre da Europa...e não querem que os culpem de nada!

Algo tem que mudar, e a mente das pessoas mais velhas, está bloqueada e não aceita essa mudança.
Por isso a solução disto tudo não está em mudar de partido ou de sistema político, mas sim mudar mentalidades, e informar correctamente as pessoas, despindo essa informação de qualquer tipo de interesse ou lobby económico/ empresarial.

saudaçoes reverentes de um irreverente das terras de Basto
CMCL