segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Celoricenses, esses futuros homens do apito

foto de O Publico
No dia 23 do passado mês de Setembro , a câmara de Celorico anunciou que pretende criar uma Academia de Arbitragem Desportiva, um projecto inovador no capitulo da arbitragem, e investigação para ajudar a vencer á má imagem que se tem acerca dos árbitros em Portugal. À partida, e com todo o ênfase que se deu á noticia por parte da imprensa nacional e local, a ideia parece bem concebida, passando uma imagem de inovação na arbitragem e preocupação dos males e imagem negativa que passa destes homens dos campos de futebol, e noutros espaços desportivos. No entanto, e pensando bem, parece que esta aposta estratégica por parte da autarquia celoricense não tem nada a ver com Celorico.
Tenho vindo a defender neste blogue que para um desenvolvimento sólido de uma região, são precisas estratégias sobretudo para o desenvolvimento de eventuais especificidades e qualidades que a região já tenha. Vinhos verdes, turismo rural, agricultura, floresta, construção entre muitos ; agora arbitragem.?? Vamos investir e apostar num projecto de raiz onde vamos ter de mobilizar toda uma serie de recursos para a nossa terra, o QREN subsidia 70% a autarquia 30%, mas há uma série de outros gastos de futura manutenção que terão de ser suportados, e por quem? em que contribui esta infraestrutura para o desenvolviemnto da região? A academia de arbitragem parece-me algo despropositada considerando as muitas necessidades da região, pode haver uma visão para o futuro que não foi passada, mas parecia-me mais oportuno desenvolver áreas que por natureza própria se fixaram na nossa região e precisam de ajuda para se afirmar nas terras de basto como no exterior. O que se pretende com a academia? “Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável” Lucius Annaeus Seneca

2 comentários:

Coiote disse...

Academia, hum....
A mim parece-me mais um erro de casting, que o tempo provará não ser mais do que uma "atoarda" lançada para auto-promoção de alguns!!

Carvalho Leite disse...

A captação de investimento exterior, é uma das apostas á qual a Câmara se deve dedicar, mas entendo que é preciso captar investimento sobretudo para desenvolver os principais clusters já existentes na região, temos especificidades que por natureza estão fixadas aqui á uns séculos, e entendo que não devemos esquece-las ou vota-las á inércia no desenvolvimento para se apostar em investimentos como a academia.
Até pode haver um PLANO ESTRATÉGICO por parte da Câmara, mas temos que perceber que em tempo de democracia e em que tendencialmente os ACTORES LOCAIS devem ser cada vez mais envolvidos nos projectos, para que todos possam trabalhar no seu desenvolvimento e promoção, e essas estratégias continuam a ser passadas muito numa politica que continua a ser passada em segredo ao ouvido, só de quem lhes interessa.
Acho que o vereador Joaquim Mota e Silva, não esteja a pensar só na sua autopromoção mas ,apenas me parece haver uma falta de informação acerca de estratégias para o desenvolvimento do território nos tempos que correm (de globalização).