domingo, 7 de setembro de 2008

Regionalização, sim porque:

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O tema da regionalização volta a ser falado na nossa esfera política, em que se começam a apresentar soluções, embrionárias sobre um país a regionalizar. O tema é importantíssimo, e do interesse de todos que prezem minimamente o desenvolvimento nossa terra e do país, para se estar a condenar logo á nascença, sem lhe dar sequer tempo para amadurecer e se tornar um projecto mais sólido e credível. É muito bom que se comece a falar deste tema e que se lance a discussão desde a assembleia da republica até as da junta de freguesia e até ás nossas casas, para que este projecto se fortaleça e se evite as atrapalhações de á 10 anos atrás. A opção política actual enveredou, por falta de coragem, e por um respeito sarcástico aos resultados do ultimo referendo, por uma solução mais suave que se pode chamar municipalização, em que se pretende um maior poder para as autarquias, mas a mesma ou menor autonomia face ao poder central. É evidente que aqui é preciso dissecar uma parte fulcral da questão, ao aparecer a regionalização ira haver um apoio mais directo ás autarquias, no que se refere a questões acima das mesmas, dando-lhe uma maior liberdade e disposição para reparar para os valores mais próximos no seio das suas terras, levando a que o papel das juntas de freguesia seja repensado. Deixemo-nos de” la palissadas” em questões nestas matérias, de que são precisos impostos para as regiões funcionarem , é obvio que assim tenha que ser , é o principio básico de autonomia da regionalização, o que vai deixar de haver é tanta desigualdade na hora de repartir verbas substanciais. Acham justo Lisboa com investimentos 400 vezes superiores ao Porto, quando a riqueza proferida por uma e por outra parte não corresponde a estes valores. O sistema politico vigente, não corresponde em nada ás necessidades do país, vejo Portugal com enorme potencial para desenvolver, mas que esta interdito por um pólo central que não é capaz de alargar a base territorial de competitividade da economia. No tempo de globalização em que estamos, as cidades e as regiões se organizam-se numa rede de funções em que cada uma funciona como um nó dessa rede, sendo necessário que as regiões alarguem o seu prisma de autonomia e flexibilidade, fiscal, social entre outros para que o país tenha a oportunidade de contribuir para esta rede com varias polaridades. Para isso é necessário que Portugal se apresentasse com uma imagem politica descentralizada que permitisse a cada região determinar a sua própria estratégia perante o mundo, ocupando o poder central um papel de concepção macro projectos que favoreçam estas regiões. Por isso, se poderíamos pensar que o centralismo era um sistema com futuro, a globalização veio-nos mostrar que a necessidade do seu sistema é outro, e como não queremos ficar fora de jogo é preciso incentivarmos o aparecimento da regionalização. Todas a s estratégias que tenho apontado tornam-se mais fáceis de realizar com este sistema politico. Acham que as regiões como a nossa(terras de Basto), que vivem numa situação de desenvolvimento, muito inferior aos nossos vizinhos, estejam a receber as verbas que estão ? È que para agravar a questão, estão a ser distribuídas de uma forma no mínimo, injusta.
Como estas desigualdades so podem ser combatidas de forma séria no terreno, regionalizar é urgente.
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5 comentários:

Marco Gomes disse...

Pois claro.

A reforma administrativa é necessária e urgente.

Mas para isso teremos de bem estruturar e bem definir a reforma que queremos e isto não é pôr em causa a reforma, é, simplesmente, desejar uma reforma que funcione e que seja bem pensada e implementada.

Carvalho Leite disse...

bem haja caro Marco

Pois claro... e para isso é preciso não condenar á partida iniciativas como a petição online para que o debate seja levado á assembleia da republica. A proposta é embrionária e acho muito bem que seja contestada em parte, mas nunca no todo, pois esta ultima pode levar a que se espalhe um sentimento do contra a regionalização, e depois mais tarde aparece sempre alguém a dizer que vocês um dia foram contra, e agora só para serem do contra estão outra vez a favor, condenando-lhe a firmeza nas opiniões. Como já tive oportunidade de me expressar no remisso, acho que a sua posição foi demasiado negativa para um regionalista convicto, pois o que está em questão é um projecto embrionário que se pretende tornar sólido, e talvez evitar as trapalhadas de 98. Não podemos cometer o mesmo erro de deixar passar ao lado a regionalização, errar uma vez é humano mas duas…


Grato pelo comentário, volte sempre

Marco Gomes disse...

Caro C.Leite,

Não critiquei a petição online como um todo. Critiquei o conteúdo mas não a intenção. O conteúdo foi-nos imposto (não estando a extrapolar a petição, porque não passa disso mesmo-uma petição). Se quisessem ser mais generalistas e abrangentes, eles, saberiam como redigir uma petição realmente regionalista e consensual.

Tal como lhe respondi, não me dou com imposições. Muito menos, jogadas em que através de um tópico sensível (que o é) nos impor dados e ópticas (muito parciais) sobre a regionalização. E estas, além de serem muito discutíveis, estão impregnadas de autismo partidário.

Carvalho Leite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carvalho Leite disse...

Eu compreendo a sua posição, mas temo que outros possam nao querer compreender, como isto é muito dado a politiquice, os anti regionalistas, tendem a descontextualizar os ditos de outros, sobretudo daqueles que até sabem dizer umas coisas, para exonerar as suas parcas ideias e ideais .
abraço