terça-feira, 23 de setembro de 2008

uma região deprimida e subsidio-dependente?

Não sei o que se passa nesta terra, não sei se passaram para o povo a mensagem de que não é preciso trabalhar para ganhar dinheiro e atribuir dinamismo a toda a a nossa terra, porque existe a “casa grande” que paga um mínimo, 426,5€, ao qual se juntar-mos uns dias ganhos, a quem precisa de quem trabalhe, passa a ser um salário máximo, e sem grandes esforços. E quem trabalha com esforço ainda é dado á troça, por alguns. Comentam alguns – “isto está minado, habituaram-se a não fazer nada,e agora… " na minha terra já cheguei a notar partes em que cerca de 80% das famílias que não trabalham, que até a uns anos atrás eram a minha companhia numa rotina matinal das 7 horas da manha e já não me acompanham, para acompanhar uma rotina que agora é a daqueles que dependem de tudo para não fazerem nada, e sinto ao falar com algumas destas pessoas, que já não se sentem nem com a genica de outrora nem incluídos socialmente … O que se está a fazer nesta terra, para contrariar este flagelo social, que leva a que uma região que o pouco que produzia está a deixar de produzir. Talvez o rumo determinado para a região são outros, em que se estão a criar novos empregos, mas isso de nada nos vales se não mantivermos os que já existem. Acho que deveríamos repensar as nossas politicas de modo a dar um estimulo a esta região e fazer com que toda a gente seja parte integrante, vamos determinar um rumo, e pensar a mensagem a todos os actores produtores e a todas as gentes para que todos possam contribuir para esse objectivo… continua-me a parecer que não existe uma boa comunicação entre todas as partes para saber que objectivos se pretendem, ou será que alem dos objectivos traçados nos folhetos eleitorais não existem outros mais fortes e sólidos, para se pensar e só possíveis de conseguir a longo prazo.Vamos pensar Basto como um todo e lançar estratégias conjuntas para todos os municípios integrantes, vamos renascer e região, que só tem peso decisivo se for pensada em conjunto. Vamos investir no saber e na formação séria, vamos produzir conhecimento para a especificidade das nossas terras, para se conseguir objectivos sólidos, vamos pensar o turismo a agricultura e a floresta. A Escola Profissional e Agrícola de Fermil de Basto poderia ter uma dinâmica mais presente neste sentido, pois há uns anos que tem formado gente nestas áreas, mas que não conheço muitos que tem dado contributos neste sentido.Será ambicioso de mais, pedir para a Região de Basto unida em objectivos, mais que escolas, e apostar em instituições de saber com mais peso? Se tivermos gente bem formada a trabalhar em prol dos objectivos da terra de certeza que daqui a uns curtos anos teremos bons resultados e sentiremos uma nova dinâmica por cá. É preciso apostar nesta parte. Basto tem muito boa gente a sair, bem formada, das melhores universidades do país, e quantos é que ficam por cá? Desculpem-me alguma acutilância mas, é em nome e honra de Basto que pretendo ver dinamico e inclusivo.

2 comentários:

Anónimo disse...

caro amigo,pela primeira vez vi o teu blog,ainda so li esta postagem, acho que tens toda a razao. As pessoas cada vez fazem menos, não é so em tua terra, que existe isso, mesmo ao lado, onde moro, é precisamente a mesma coisa, as pessoas habituaram-se ao rendimento minimo, e nada fazem pela terra, outros andam em cursos, e claro os pobres coitados que estao na reforma, e doentes é que vao fazendo alguma coisa na terra, a juventude, a maior parte trabalha fora, eu ainda cá ando, mas não sei ate quando.

parabens pelo blog

ps:sou a patricia lousada, abraço

Carvalho Leite disse...

olá cara amiga, obrigado por passares por cá, isto está mesmo muito mau, por acaso a pessoa com quem falei para certificar este flagelo tem raízes aí na tua terra, e disse-me exactamente o mesmo.
Ainda bem que tocas num ponto que eu acho muito critico, que é o facto de as pessoas reformadas conseguirem estar mais activas que a classe mais nova. Tu sabes que eu conheço muito bem a realidade da nossa terra, e é uma realidade da qual gostaria de ver a mudar para reforçar o orgulho de ser de Basto.
Beijinhos amiga, continua a passar por cá de forma activa, comenta que, como todos, terás sempre uma resposta da minha parte.