quarta-feira, 24 de junho de 2009

Basta desta cultura de Basto

“Longe vão os tempo em que só algum público de algumas capitais de distrito tinham direito a grandes espectáculos. Com a reabilitação de antigos cine-teatros, há pequenas cidades com cartazes culturais de luxo. E salas a abarrotar de gente. Quanto mais espectáculos, mais público existe para assistir.”

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Esta é a nova realidade, e de certo modo uma bofetada de luva branca, a quem diz que a cultura é só para os grandes centros, e que o cinema não irão vingar, nesta era do DVD e da pirataria, e embalados em cantigas de Quim Barreiros, e piadolas do Roscas e Estacionancio e outros demais cultos ao ridículo, deixamos à muito, encerrar a actividade em espaços como o cine-teatro em Celorico, que são espaços que poderiam dar ênfase a uma diversidade cultural que seria benéfica para todos. Enquanto isto acontecer numa terra de Basto, não auspicio nada de bom, para espaços como a casa do povo no Arco de Baúlhe.
Não é por termos as boas insatalações que podemos dar a imagem de Basto desenvolvido, mas sim pelos eventos que nelas fazemos acontecer …era interessante vermos desenvolver, em Basto, projectos que complementassem o epicentro cultural de Guimarães 2012, e mostrar-mos algumas das nossas especificidades.

sábado, 20 de junho de 2009

Comentários certeiros

Celorico é de facto um concelho com muita qualidade de vida, mas somente para o fim-de-semana, pode-se fazer passeios verdadeiramente “minhotos” pelas suas aldeias, através de estradas e caminhos ladeados por uma atmosfera verdejante, em que leiras empilhadas nas ravinas das serras, solares e casas de campo são uma constante.
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Contudo, durante a semana, em Celorico só há funcionalismo publico “antárctico”, e os jovens de quem o professor Marcelo fala, só podem mesmo ser aqueles, cujas estruturas e empresas municipais lhes conseguiram um emprego. Os outros, independentemente das habilitações, infelizmente tiveram que i(e)migrar para terem qualidade de vida.
. Existe obra em Celorico, obras de construção cível (salvo algumas boas excepções de natureza cientifica) cuja finalidade é o embelezamento, no resto, Celorico está parado no tempo.
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Celorico precisa de mudança, não me refiro a partidos (nas autárquicas vota-se nas pessoas), mas sim a politicas, felizmente nestas eleições são dois jovens que concorrem pelos maiores partidos. Desejo que as suas ideias sejam radicalmente diferentes das praticadas no passado, caso contrário as próximas duas décadas significarão um atraso irreparável para a terra dos meus sonhos de criança.
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Sou um celoricense, também votei e continuarei a votar em Celorico, sinto a mudança, espero não me enganar.
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Aristides Carvalho in blog Marcelo Rebelo de Sousa

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Acontece em Basto...

Festa da Cultura 2009 . VALOR HUMANO…OPORTUNIDADES INOVADORA, CULTURA, FORMAÇÃO E EMPREGO . 18 a 22 de Junho de 2008 Cabeceiras de Basto .

Programa aqui

Debate interessante acerca de Fridão na TSF

Elaborou-se em Mondim, no passado Domingo, um debate acerca da barragem de Fridão transmitido pela TSF, no programa Terra a Terra . Um debate útil, para quem não tem opinião formada acerca do projecto, e que continua sedento de informação, por virtude de uma postura pouco promotora adoptada pelos actores políticos da nossa terra em relação a um projecto tão importante e irreversível. OUVIR AQUI
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Positivo
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Postura sensata dos intervenientes da Edp, bem como do presidente da Câmara de Amarante e e do director do LNEC bem como do ISCTE. Os entrevistados, fora do debate, pela pertinência das questões colocadas, gostei particularmente da intervenção de Diogo Coelho, que é dos maiores produtores de vinho e consecutivamente promotor da especificidade da nossa terra, por espelhar o medo de quem tem tudo em jogo...
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Lamentável
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A postura de Pinto de Moura, ao referir a posição de muitas pessoas que se manifestaram contra a barragem, por questionarem a questão do transvase do Olo, patente no PNBEPH, e que o presidente da Câmara de Mondim tomou como um boato por parte de uns, com o intuito de "intoxicar a opinião das pessoas".
Enunciar atentados terroristas, ou eventualidades com probabilidade de ocorrencia diminuta como argumentos primeiros, revela falta de sensatez. Há muitos outros argumentos, mais validos e sem recorrer ao medo, que pode ter impactes gravosos no desenvolviemnto normal do futuro da nossa terra.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um recado para as Terras de Basto

"Precisamos de uma visão que ultrapasse o pátio da aldeia, que veja mais longe".
Cavaco Silva

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Renascer pela ruralidade de Basto

Este artigo do Publico mostra a fragilidade a que estão sujeitas as áreas rurais dos países da EU, demonstrando que o grande problema é a falta de organização, dispersão , bem como a falta de formação e o êxodo de quem a quer obter levando isto a uma “armadilha” pois “a única janela aberta a crianças e jovens de famílias pobres e pobremente educadas é sair: enfrentar a mobilidade geográfica como forma de mobilidade social". E isto leva ao envelhecimento das populações e a um declínio económico.
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Abre-se aqui um ciclo vicioso: "Baixo nível de educação rural provoca baixa taxa de empregabilidade, o que aumenta a pobreza, o que reduz as hipóteses de se receber um nível de educação elevado". E abre-se outro ciclo: pobres oportunidades de emprego forçam trabalhadores qualificados e migrar; uma força laboral desqualificada não chama investimento capaz de criar oportunidades de emprego. E abre-se outro ciclo: poucos jovens, muitos idosos, poucos nascimentos, reduzida densidade, má performance económica.”

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Como tenho apelado neste espaço parece-me que faz falta uma escola superior na região de Basto, para inverter uma tendência de êxodo para fora da terra com a fixação de alguns e atraindo mais para a nossa terra de forma a criar-mos uma plataforma de desenvolvimento da nossa terra ancorada à massa critica formada na Escola.
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Outra necessidade parece-me a formação de estratégias de concertação dos produtores locais entre eles, mas principalmente com o comércio local de forma a dinamizar as duas partes.
Parece-me que a criação de plataformas que estimulem os pontos acima citados são um bom caminho para o desenvolvimento sustentado das nossas terras tirando partido da sua especificidade algo rural.

Falta de Ética politica

As terras de Basto não se conseguem desenvolver apesar da simpatia das suas gentes e de uma coragem guerreira de se entregarem aquilo que acreditam, não se conseguem afirmar de forma sustentada. Já tenho demonstrado que não me revejo com as linhas mestras das politicas que estão a ser empregues na nossa terra, pela falta de estratégia a médio longo prazo, pela falta de visão e pelo conteúdo demasiadamente brejeiro e baixo como se faz politica.
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Se em Cabeceiras se falam em pastores que guiam rebanhos para pastagens que desconhecem, em Celorico a coisa agrava-se por ver-mos uma entidade supostamente LAICA E REPUBLICANA, como a Camara Municipal,a misturar o objectivo de proporcionar o contacto dos nossos agricultores com as mais avançadas tecnologias ao dispor das lides agrícolas em Santarem, com o” ponto alto do dia” nas palavras do actual presidente, de uma missa em Fátima, na qual os celoricense empunham um estandarte exemplificativo da promiscuidade entre politica e religião, com uma imagem referente ao culto religioso de Fátima e a heráldica do concelho Laico e Republicano de Celorico no verso.
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Parece-me que é neste sentido, de reivindicar uma politica séria que se afirma por ideias, ideais, propostas e estratégias, nas quais possamos alavancar o desenvolvimento das nossas terras, que se deve proclamar a mudança. Se o povo consente esta mistura, fracos são os políticos que se aproveitam destas oportunidades para se fazerem notar.
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A oposição á actual direcção da Câmara, encabeçada pelo engenheiro Lopes Machado que tanto critica a postura festeira e de mistura religiosa , em vez de se afirmar como alternativa demarcando-se das atitudes, cai no erro de as copiar, deitando por terra a tão enfática alternativa como se pretende afirmar.
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DEUS NOS LIVRE.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Europa de Basto

À imagem da vitória nacional do Partido Social Democrata para as Europeias 2009, nas Terras de Basto o voto foi predominantemente laranja, cujo resultado final nos quatro concelhos juntos foi 46,8% de votos conseguidos pelo PPD/PSD e de 30 % pelo PS. Para estes resultados contribuíram os seguintes valores obtidos nos respectivos concelhos:
Cabeceiras de Basto -
PS– 42% PSD-38,8%
Celorico de Basto
PSD-51% PS – 25,7%
Mondim de Basto
PSD-45,4% PS – 24,1%
Ribeira de Pena
PSD-51,9% PS – 28,2%
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Só Cabeceiras quebrou a hegemonia do PSD, mas que mesmo assim não conseguiu impor a diferença de outras eleições.
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Em Celorico a vitória foi a mais folgada das nossas Terras de Basto.
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Curiosidade: As Terras de Basto, com 56395 eleitores inscritos, nesta eleição tinham a possibilidade de eleger 1/3 de um deputado, pois cada um valeu pelo elevado índice de abstenção apenas 150.983 dos 460.000 votos , no entanto apenas 19227 Bastenses participaram nesta eleição sendo assim apenas 0,54% dos votos.
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Questões para reflectir: .
A elevada abstenção é um cartão vermelho aos nossos políticos e suas politicas, com a agravante de este ano não terem o bom tempo como mote justificativo da falta de afluência às urnas. Será que estes resultados poderão servir como uma antevisão das próximas eleições legislativas? A mim parece-me que pode ter influencia na força anímica das campanhas e para envolver militantes, no entanto acho que os portugueses já separam bem as coisas. Este resultado, mais que uma bofetada de luva branca ao governo pelas suas politicas, parece-me condenar de forma mais enfática a má aposta de Sócrates em Vital Moreira, e uma afirmação surpreendente de Paulo Rangel.
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E para as autárquicas, uma curiosidade que notei nas nossas terras é que as freguesias de forma geral continuam fiéis às cores que elegeram para as autarquias, no entanto aparecem cada vez mais casos a comprovar que as pessoas separam cada eleição, mostrando uma maior lucidez na hora de votar.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Um gigante na aldeia da sua imaginação

Pedro Lemos é um celoricense que por ser gigante na aldeia da sua imaginação, já conseguiu captar as objectivas da imprensa nacional, por virtude de um talento impressionante de quem instintivamente cumpre escalas, proporções, alinhamentos e relações com uma mestria exemplar. É um talento natural, um artista naif, ou mais um Bastense desamparado que se fosse devidamente auxiliado por alguma entidade formadora, ou quiçá promotora da nossa terra, podia crescer e transformar-se num gigante no meio de grandes obras. Não acredito que o Pedro bem auxiliado não conseguisse progredir e transformar o que faz de muito bom, em algo brilhante e exclusivo que o pudesse afirmar ainda mais, conjuntamente com a sua terra.
Falta uma mentalidade que veja nas pessoas, e na sua criatividade ou no seu talento individual ou colectivo a receita para o desenvolvimento da nossa terra.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pensadores em Basto II

No âmbito do Ciclo de Conferências “Políticas de Futuro”, desloca-se a Cabeceiras de Basto, no próximo dia 23 de Maio, o Dr. António Arnault, ex-ministro da Saúde e responsável pela criação do Serviço Nacional de Saúde, para proferir uma Conferência subordinada ao tema, em jeito de pergunta “Saúde Para Todos?”. Decorrerá no Auditório Municipal Ilídio dos Santos, a partir das 15h00. [via ecos de basto]

Pensadores em Basto

"O Historiador e Deputado à Assembleia da República do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas, profere no próximo Sábado, dia 23 de Maio, em Cabeceiras de Basto, uma conferência/debate subordinada ao tema, “As conquistas de Abril e os “ataques” ao Estado Social em Portugal”.
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A iniciativa é organizada pela adbasto e conta com o apoio do Jornal “O Basto”, tendo o seu início marcado para as 18 horas, na sede social da adbasto (associação de desenvolvimento técnico-profissional das Terras de Basto), situada no Lugar da Quinta da Mata, junto à sede da Vila em Cabeceiras de Basto.
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São objectivos desta iniciativa, aberta a toda a comunidade, “reflectir de uma forma séria e responsável sobre as conquistas e os direitos sociais conseguidos com a implantação do regime democrático em Portugal e efectuar uma abordagem aos constantes “ataques” perpetrados contra o “Estado Social” nos últimos anos, que se têm traduzido numa perda gradual de direitos dos cidadãos, na área do emprego, da saúde e da segurança social”.
comunicado recebido da adBasto

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pensar Celorico

Parece que a densidade eleitoral deste ano tem sido francamente negativa para a apresentação de ideias a todos os níveis. Misturam-se conteúdos europeus com os legislativos e autárquicos, montando-se um cenário propicio e confuso para a actuação de políticos sem ideias, e que se instalam á sombra dos partidos que agora os deixam desamparados. Os celoricenses esperam pelas propostas dos candidatos, e até agora só recebem a suposição, o ataque pessoal e o vazio.
Eu como Celoricense que gosta de Celorico, num humilde e extenso exercicio de cidadania proponho uma visão e estratégia, precedidas de um pequeno diagnostico desta Terra de Basto.
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Diagnóstico

Celorico é uma terra com história, onde os solares pontuam e testemunham o potencial desta terra, que não se soube reinventar entrando naturalmente em decadência. Terra cuja economia está absolutamente dependente, de um sector agrícola envelhecido, e de uma dependência excessiva dos empregos gerados pela autarquia, bem como dos subsídios vindos do governo central ou Europa. O facto de não se ter fixado um rumo ou uma marca para o concelho , tem resultado em politicas de ocasião sem resultados claros para o desenvolvimento do concelho. Mão-de-obra envelhecida, e sem formação que responda ás necessidades do concelho, sendo por isso este concelho pouco competitivo. Os postos de trabalho são atribuídos sem que se teste a capacidade das pessoas a ocupar o lugar, sendo estes atribuídos por conhecimento, ou por simpatia politica.
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Visão /estratégia

Tornar Celorico um concelho competitivo, apostando sobretudo na qualificação da mão de obra, bem como fixar a existente reinventando os sectores ancoras presentes já na terra.bem como criar plataformas de promoçao e obtençao de conhecimento, e dinamização das existentes.
Tornar esta terra atractiva para viver, reutilizar a história presente no concelho e a paisagem envolvente como ancora para firmar o rumo desta terra, de forma a torna-la distinta também na atracção de turismo .
Culturalmente rico e atraente, continuando a promover iniciativas como feira das camélias, feira da terra, etc. No entanto é importante reinventar as iniciativas culturais, diversificando-as apontando para um publico mais jovem, trocando os mega eventos por outros mais regulares. diversificar os eventos culturais, criando opçao aos folcloricos e romarias.
Melhorar as acessibilidades ao exterior, terminando ligações estratégicas como a Variante do Tâmega, apostando em outras plataformas de acessibilidades como a digital, garantindo um melhor serviço a nível da transmissão de dados. Evitar gastos em vias que não são estratégicas.
Promover as Bandeiras e características distintas desta terra, parece-me que transformar a Biblioteca Municipal Marcelo R. Sousa ,como uma marca no exterior, divulgando-a na internet, bem como digitalizar parcialmente os conteúdos disponíveis, mostrando inovação, tornando-a mais apelativa a novas visitas. Tornar os horários mais amplos seria uma tarefa a ambicionar.
Reabilitar os núcleos urbanos, controlando o crescimento destes, a nível da sede do concelho bem como das freguesias, integrar parte do campo da Veiga em Celorico, sem o urbanizar com edifícios densos, prolongando a Zona Verde existente ao longo do Freixieiro. Com parques de lazer, Quintas biológicas, reforçar a presença da agua, exemplos de aproveitamento de energia renovável etc. Percursos pedonais, bem como arranjos florestais podia ser interessante.
Humanizar o espaço publico do centro da Vila, actualmente o centro parece desenhado para o automóvel, fazendo com que a avenida tenha um aspecto muito descuidado, e as praças existentes são pouco apelativas para o utilizador. O urbanismo deve ser feito com mais rigor, pensando que as pessoas fazem parte do mesmo.
Reformular o papel da Câmara e o peso decisor na vida dos celoricenses, a câmara municipal tem um peso demasiadamente excessivo na vida bem como na percentagem de empregos que oferece na terra, tendo um peso desmesurado na economia da região. Esta dependência não é benéfica para o desenvolvimento sério da região. Envolver mais os actores motores desta região nas decisões politicas, bem como os cidadãos é importante para quem trabalha para os servir.
Revitalizar o comercio local, elaborando uma carta comercial onde se planeia de forma estratégica a localização de cada loja, bem como o papel a ocupar por cada uma, numa estratégia para modernizar o comercio tradicional, tranformando-o numa espécie de shoping a ceu aberto, e respondendo a novas formas de negocio, sobretudo a nivel digital, de forma a poderem estar sintonizados com os fornecedores, de preferencia locais.

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Ps: este post vai estar em actualização, com ideias(poucas, mas mais que as dos candidatos) minhas ou com outras apresentadas pelos leitores.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lavradores da memória e dos sonhos

A TVI passou uma reportagem de Conceição Queiroz que mostra o estado degradante da nossa agricultura. Revoltou-me ouvir algumas palavras do ministro da agricultura, Jaime Silva, que parco de soluções ou ideias para inverter o problema, limitou-se a apontar as associações de agricultores, como meio de conseguir vender ao hipermercado Continente, e a outros grandes mercados. Há de facto um problema em que sempre se deu o peixe e não se ensinou a pescar, e hoje não temos quase agricultores jovens, que ainda consigam reter da experiencia dos actuais donos da agricultura, a sua sabedoria. As associações serão impossíveis se a nossa mão de obra não estiver rejuvenescida, para se desenharem estratégias a médio longo prazo.
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O problema da agricultura parece-me residir neste envelhecimento da mão de obra mas também, da desertificação do interior onde ainda reside um filão generoso da agricultura, que lhe viu retirado o consumidor do seu produto. Urge modernizar o sistema no entanto até que isto se preconize, seria importante lançar medidas eficazes a curto prazo. É essencial portanto, estabelecer plataformas que consigam levar de novo o produto ao consumidor, e o Continente e as grandes superfícies não são os únicos, pois por aqui não me parece que se consiga tornar os nossos produtos competitivos, pois estão sujeitos a uma serie de controlos impossíveis de suportar pelo pequeno produtor.
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A mudança da lei para protecção dos produtos artesanais, mostrou um bom senso e compreensão por parte do governo, da escala de grande parte da produção agricola portuguesa, mas o sistema já moribundo parece não ter reagido com inteligência às novas oportunidades, trazidas pela lei.
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Continuo a reforçar o pensamento, de que as Terras de Basto tem enormes potencialidades neste sector agrícola, no entanto parece-me que continua a faltar uma dose de inovação e criatividade para reinventar o mesmo. Gostava de ver desenvolvidas estratégias por parte das autarquias e associações agrícolas. (Mutua, casa do Agricultor, Cooperativas, etc), para tentar atrair talentos nestas áreas que pudessem servir de fundação e animo à fixação de novos agricultores, e tentar mudar o paradoxo fantasmagórico e promíscuo que a agricultura é para velhos ou para quem não sabe fazer mais nada.
outra questão que me parece ser opçao de futuro é a agricultura biologica , e parece-me vantajosa e "facil"de adoptar, pois o sistema de produçao utiliza muito e de forma ingenua as exigencias para que se faça Bio agricultura.
Desde já gostaria de voltar a felicitar a iniciativa Verde Basto, lançada pela autarquia celoricense.
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E como este problema afecta muito a nossa região, gostava de ouvir propostas para a sua resolução, para que deixemos de ser lavradores na memória, para passarmos a ser lavradores dos sonhos e ambições da nossa terra.
Bem hajam

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um celoricense às avessas

Lopes da Mota é um celoricense que está no centro da actual discussão do estado do país! É estranho a posição em que este magistrado foi apanhado depois de o feitiço do caso freeport se ter voltado contra o feiticeiro. Deve convir a alguém que pareça este o culpado de todo o caso, enquanto se fala de uns não se fala de outros, mas a verdade é que o nosso conterrâneo já tem um historial um tanto ao quanto suspeito, pois enquanto delegado do Ministério Publico terá fornecido informações(em dvd,mesmo antes da PJ iniciar qualquer busca) a Fátima Felgueiras, sobre o processo que decorria contra ela . Esta atitude foi feita, segundo o DN, como forma de retribuir um favor que a edil Felgueirense terá feito em tempos , quando colocou a esposa do magistrado a dar aulas em Felgueiras aproximando-a de casa.
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Foi este perfil promíscuo entre politica e justiça que lhe valeu, para Souto Moura, o cargo de futuro procurador geral da republica, e agora um processo disciplinar.
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Seria bom que se adoptasse de forma generalizada este tipo de atitude repulsiva contra a promiscuidade politico/judicial, mas tambem dos favores pessoais,e caciquismos que minam por completo todo o sistema, e impedem o bom funcionamento das coisas.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não venhas, espelho de àgua

Na edp cuidar do meio ambiente,
e proteger as espécies em extinção
e melhorar a qualidade de vida das pessoas
faz parte da nossa missão
quando projectamos uma barragem
projectamos um futuro melhor.
edp Sinta a nossa energia

quinta-feira, 7 de maio de 2009

do tâmega: uma imagem, algumas palavras

Ó meu Tâmega obscuro, água dormente…
Ó rio, à noite, a arder, todo estrelado!
Água meditativa, ao luar nascente,
Água coberta de asas, ao sol-nado!
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Teixeira de Pascoaes
_____________________________________________© Samura
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Pena-me a hora desinspirada
Em que resolvi cantar-te
E fui destruindo a arte
Em cada palavra pensada.
Artéria principal em ribeiros metastizada
Sinónimo de fronteira forçada
A quatro povos irmãos
Com mesmo cansaço nas mãos
Os mesmos rostos e medos
O mesmo manjar sobre a mesa
A mesma alegria e tristeza
Por te fazer chegar aos vinhedos
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Uma imagem, algumas palavras

"Empoleirado neste miradouro, solto os olhos por metade de Portugal. Montes, rios e vales edémicos, genesíacos, como que acabados de sair das mãos do Criador. A natureza na sua primitiva decência, desabitada, limpa de toda a mácula humana. Nem sequer tocada pelo mesmo pasmo de quem a contempla."
Miguel Torga

terça-feira, 5 de maio de 2009

A verdade da mentira

“Cansados de dilemas e de leituras complexas, os eleitores preferem os discursos cheios de soluções à medida, que descartam as contrariedades, ignoram os sacrifícios ou que, em qualquer caso, adiam o sofrimento. Este sentimento gera um paradoxo: a cada oportunidade de votar há como uma esperança latente de mudança, uma réstia de motivação, que desafia uma necessidade de estabilidade e segurança. Assim, vota-se no mesmo, acreditando que fará diferente. Vota-se naquele que, antes, nos mentiu, porque queremos dar-lhe, a ele e a nós, mais uma oportunidade. Tolera-se o cinismo do político, travestido, que hoje está muito próximo dos que ontem criticou. Aliás, em politiquês, a palavra “mentira” nem existe; diz-se “in-verdade” no discurso politicamente correcto. . (...) . Os eleitores são atraídos pela sedução do poder e acreditam que há no eleito (o escolhido, o ungido…) uma legitimidade, sufragada, que está acima da legitimidade jurídica. Ao vencedor, atribui-se um estatuto de imunidade que o torna inimputável. Gostamos de acreditar que “quem manda” pode sempre mais do que aquilo que a lei permite e piscamos o olho à engenhosa desfaçatez do político e ao seu famoso poder discricionário.”
[ler tudo aqui]
José António Nobre em Mondim Leituras
isto tem que mudar, mas quando?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

PENSAMENTOS PARA BASTO DE FUTURO

Parece-me que há muitas opções politicas nesta terra, que continuam amarradas ao passado irrresponsavel e com péssimos resultados.
A politica do asfalto imposta nas Terras de Basto é fruto de uma espécie de inquérito feito junto da população, que pede este tipo de solução para o desenvolvimento da sua terra. Parece-me que este tipo de politica, alem de ser popular, tem inerente a ela uma dose de irresponsabilidade, pois dá ás pessoas aquilo que elas querem e não o que elas precisam.
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Vejo as autarquias a desenvolver políticas sociais de apoio aos idosos que estão isolados, e além de reconhecer a bondade da iniciativa, gostaria de ver questionada a razão pela qual os nossos idosos estão isolados. Onde estão os filhos da terra, e que oportunidades lhes são dadas? Haveria melhor forma de combater o isolamento dos idosos de que ter os filhos com trabalho junto a eles? Como vimos no post anterior, o petróleo vai ser uma amarga dependência, da qual todos nos vamos querer soltar, fazendo com que a actual politica de mobilidade possa falhar. Cada vez é mais cara a factura que se paga pela deslocação automóvel . E as politicas actuais de cidade promovem a proximidade e não a deslocação. Seria bom que se deixassem de promover a politica do asfalto como o D. Sebastião da nossa terra.
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Porque não começarmos a pensar em plataformas que estimulem o desenvolvimento das nossas terras, e soltarmo-nos do desenvolvimento daqueles que nos circundam, e para quem de certo modo interessa o parco desenvolvimento das nossas terras. Só podemos cooperar com as terras que nos circundam quando temos algo de novo para oferecer, e receber em troca aquilo que eles têm de exclusivo. Neste momento o problema é que somos absolutamente seguidistas das políticas de Fafe, Guimarães Amarante etc e descoramos cada vez mais a nossa especificidade. A independência e o desenvolvimento só poderá começar quando tentarmos transformar a nossa terra numa bomba de produção, quando tivermos massa crítica que possibilite delinear o percurso a fazer rumo ao futuro, que teimamos em negar por saudosismo a um passado que não nos deu felicidade.
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Porque não apostar na formação que vise as especificidades da nossa terra, incentivar a criação de empresas e criar incubadoras de empresas que lhes possa servir de amparo, uma escola superior de basto que lhes possa facultar a preciosa matéria-prima. E ao mesmo tempo teríamos a alavanca para o desenvolvimento das nossas terras, e o apoio a uma produção que está a entrar em decadência, e as empresas que ao procurar a mão-de-obra estimularia a formação e fixação dos nossos jovens. SEREI UTÓPICO?

terça-feira, 28 de abril de 2009

"the end of suburbia" e Basto desaparece?

Gostaria de felicitar o "Grupo Transição Mondinense" por organizar este debate com um tema tão pertinente, que nos deve sensibilizar a todos, de forma a repensar os hábitos, sobretudo de planeamento do território, depois da falência energética que pode ser provocada pela escassez de petróleo.
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O inicio dos subúrbios

Vários factores e evolução de várias ferramentas permitiram o aparecimento dos subúrbios de forma galopante e massiva. Um deles foi a melhoria dos meios de deslocação, bem como outros meios domésticos como o frigorífico, que permitia uma independência maior em relação aos mercados, bem como o telefone, entre outros, em termos de comunicação . Desde cedo, os subúrbios se tornaram no principal foco a controlar pelos planeadores, e como solução para travar a barreira de crescimento, tentou-se colocar um anel viário(vulgos VCI ou VCE) em redor da cidade, o grande problema é que estas permitiam acessos para as duas partes das vias, e aquilo que seria para travar o problema acabou por lhe dar mais ênfase.
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Os subúrbios
O grande problema dos subúrbios é que funcionam muito amarrados apenas a uma única função, geralmente a de habitar, tornando-se por isso de dia, sítios desertos, implicando ao mesmo tempo uma deslocação em massa á mesma hora para o interior das cidades, sobrecarregando as vias, originado problemas no fluxo de transito. A isto juntou-se a sobrecarga de utilização das zonas das cidades numas horas e o abandono em outras, pois as cidades foram planeadas por zonas determinadas pela funçao (zoning).
O crescimento descontrolado das cidades fez com que se perde-se muitos dos solos agrícolas e florestais que equilibravam todo o sistema da cidade.
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O fim dos subúrbios
Com a escalada do preço do petróleo, e da sua extinção futura, perde-se a fonte de energia que alimentava todo esse sistema, tornando-se o mesmo falível. É por isso necessário repensar este modelo urbanístico e a energia que vai substituir o petróleo.
SOLUÇOES PARA A REABILITAÇAO DOS SUBURBIOS.
As soluções que hoje se apresenta, giram em volta da reabilitação. É preciso travar o crescimento dos aglomerados urbanos(isto também serve em Basto), e preencher os espaços vazios devolutos e reabilitar os edifícios em ruína. Deve-se pensar em formas de rentabilização, ao máximo, dos espaços, atribuindo-lhe várias funções ao longo do dia (p. ex. uma escola pode servir como espaço para reunião de associações durante a noite, e porque não a praça que serve durante o dia para as crianças brincarem á noite não pode albergar a função de esplanada para um bar?). Deve-se combater o zoning e atribuir usos mistos aos espaços, os espaços onde se trabalha é o mesmo onde se vive , onde se diverte e onde se aprende, poupando-se nas deslocações forçadas diariamente. E assim as sobrecargas em horas de ponta que as escolas zonas de trabalho estão sujeitas seriam equilibradas e distribuídas pela cidade. uma das soluções parece-me ser a substituição dos meios de transporte privado pelo publico. (gostei da intervenção por um dos presentes acerca da moral de exigir o uso dos transportes publico, é preciso nós utilizarmos para dar o exemplo .) Alem de se pensar em formas de poupar a deslocação de pessoas parece-me preciso cortar na deslocação dos produtos, e se possível encurtar a sua cadeia de produção, no entanto não me parece que seja um manifesto anti-globalização, pois parece-me fulcral para o desenvolvimento da humanidade e de qualquer sistema social futuro que se continue a comunicar e a cooperar a nível global. Penso é que a palavra cooperação deverá ganhar mais ênfase. Gostaria de dar um exemplo estudado em Portugal pela INTELI que tem a ver com os LIVING LABS, ou INNOVATION HUB em que as soluções de cooperação á escala global e a utilização prática a nível local é excelente . Para a aplicação de qualquer estratégia para as cidades ou vilas é preciso haver um rumo determinado a médio longo prazo pois “quando se navega sem destino nenhum vento é favorável”, e estar atento ás melhores formas e soluções aplicadas a nível mundial e escolher aquelas que nos podem servir ás especificidades locais. Tudo isto é mais uma prova que Basto deve estar unido pela especificidade, e desenvolver-se a a partir de dentro e depois estendendo redes para o exterior, e não tornar-se como um suburbio das cidades do Ave. Todos os cidadãos têm o direito e o dever de expressar a opinião e tentar apresentar soluções para os problemas que nos envolvem a todos, por isso gostaria de felicitar mais uma vez esta iniciativa e lançar o desafio para a realização de outras em que poderíamos tentar debater este problema e traçar um futuro sustentável para Basto.

sábado, 25 de abril de 2009

Liberdade só em dias marcados

Hoje em jeito de comemoração da revolução dos cravos, vou escrever o que me vai na alma acerca da democracia que se afigurou neste país, e como não há censura, espero que não se crie azia no estômago de ninguém, pela minha e nossa liberdade.
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Os libertadores de Abril sonharam um país livre e democrático, onde as pessoas poderiam manifestar a sua opinião sem censura, mas também sem represálias. E por isso lutaram e arriscaram,pois sonhavam um país melhor.
Se alguns objectivos foram conseguidos outros precisam de mais empenho para serem realidades, pois não passam ainda de uma miragem, parecendo que se vive hoje cada vez mais apenas um feriado nacional e não Abril como um exemplo de coragem e de valores basilares á liberdade.
Pois este é ainda um país livre mas, com pressões sobre magistrados, e corrupção com os índices mais elevados do mundo, e em que se admite em plena assembleia da republica haver medo que os cargos destinados aos filhos dos deputados e apoiantes dos partidos(pensei que fossem atribuídos dessa forma mas por mérito) se as pessoas manifestarem uma opinião discordante da dos lideres. Um país onde ainda vimos policias (querendo fazer o papel de nova PIDE) entrarem em escolasou em sindicatos nas vésperas de manifestações, fazendo parecer que esta liberdade alcançada incomoda, mas ao mesmo tempo que ser festejada,para parecer que não sendo como um cavalo de Tróia que é preciso louvar para que todo o resto se possa esconder no seu interior.
Um país onde a censura foi substituída por pressões sobre os jornalistas, ou processos disparados em direcção de tudo e todos com voz discordante, com o alto patrocínio do Estado,para que se cale vozes discordantes livres.
Festejar Abril onde a vida é complicada, por autenticas perseguições a quem tem simpatia por cores partidárias distintas, ou ouse discutir as decisões e projectos políticos(pilar básico dos direitos e deveres de cidadania) não passa de um acto irónico. Sinceramente penso que a revolução dos Cravos foi uma viragem importante, mas penso que o espirito de Abril se foi diluindo pelo tempo e deturpando-se por interesses, que se soubessemos que se iriam afigurar teriam agido de outra forma naquela altura.
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É preciso continuar a cantar e lutar por Abril, ainda há muito trabalho a fazer para louvar a coragem e ousadia dos capitães de Abril, mas não falo em festas pomposas nem transmissões televisivas, mas tão só no tratamento desta democracia que tem tanto de doente como de abstinente.
Parafraseando Martin L. King ,o que me preocupa não são as acções dos maus, mas o silêncio dos bons.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

TERRA VERDE

E porque ontem foi o dia da Terra, parece que cada vez mais se tenta alertar para o futuro sustentável do planeta.
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Não tenho duvidas que o consumo de energia tende a aumentar, Portugal por uma excelência geográfica parece estar a trilhar o melhor caminho para atingir a referência neste sentido que tanto proclama. Pois tenta em assumir posições de referência ao abordar questões como a energia das ondas, eólica, solar, geotérmica , mas depois borra a pintura com o PNBEPH.
“Á sombra do Burro entra o cão no moinho.”

As terras de Basto, tem sido aproveitadas como montra expositora dos sistemas acima descritos, mas mesmo assim parece que estes acontecimentos nos continuam a passar ao lado. Porque não apostar no razoável aproveitamento da energia renovável presente nesta terra para que, envolvendo-nos, consigamos afirmar esta terra como uma referencia no futuro.
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Hoje é muito utilizada a questão da Marca do território por diversos políticos aqui na região, mas sinceramente parece-me que ainda não sabem muito bem daquilo que falam.
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A Marca da nossa terra deve ter inerente a ela as especificidades da região, de forma a que enunciando essa marca associemos logo a região. Mas essa marca não deve ser utilizada só como nome mas tambem, com decisões politicas, e de planeamento estratégico, que permitam ambicionar essa mesma marca. E já que falamos de energia renovável porque não utilizar este filão como os parques eólicos que coroam os topos das serras que nos delimitam, tal como a central de biomassa, e juntando a isto as nossas VERDES paisagens, promover uma agricultura VERDE, (Biológica) desenvolver-mos e promover-mos mais a aposta na energia solar(VERDE), sem esquecer a grande promoção da racionalização do consumo,(A - VERDE) e promover também a fixação nesta terra de empresas verdes, e castigar fiscalmente aquelas que não o são.
BASTO- TERRA (dos) VERDE(s) sería sem duvida a melhor MARCA a ambicionar no futuro. Basta reinventar alguma produção, dinamizar outra, e preservar características de excelência que ainda temos.
Alem de Basto ter um destino a ambicionar, estaria a colaborar para uma reinvenção da forma como tratamos o nosso planeta.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Caminhos sem sentido

[foto roubada daqui que roubou daqui, 100 anos de perdão para mim :-)]
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Na minha opinião os territórios, actualmente não se desenvolvem assentes nas acessibilidades, no entanto acho importante, e tendo em conta as características das nossas terras, promover algumas ligações estratégicas que não tem que passar apenas pelas vias, mas sobretudo por protocolos de colaboração para se atingir uma imagem de marca que nos permita acreditar no futuro das nossas terras. Penso que devemos desenvolver características que permita aos habitantes de Basto, reinventar e desenvolver eles mesmos, a nossa terra, apostar na sua criatividade e na sua sabedoria politécnica .
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As autarquias de Basto estão a funcionar cada vez mais como o peso maior nas vidas dos habitantes, divergindo dos territórios que se tem desenvolvido de forma sustentada. Dando cada vez mais o peixe, e não ensinando a pescar. Qual colmeia que se quiser produzir o melhor mel do mundo, não me parece sustentado apostar apenas nos caminhos que permita as abelhas irem buscar o polen, parecendo-me prioritário antes cultivar e semear as melhores flores, que possibilite ás abelhas produzir o melhor mel deixando para as abelhas a tarefa principal.
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Se temos nas nossas terras especificidades a nível de produtos e matérias primas que nos permite distinção no mundo globalizado, porque não incidimos sobre essas especificidades, reinventando-as e adaptando-as ás necessidades e exigências actuais e reinventando-nos e desenvolvendo-nos a nós como território.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vergonha na Pátria

"Portugal dispõe de condições naturais, geográficas e humanas únicas. Se bem governado, seria desenvolvido e rico. O país tem território e tem gente, ambiciosa e trabalhadora. O ambiente social é o melhor da Europa, os níveis de segurança são invejáveis, a integração dos trabalhadores estrangeiros é pacífica. E, no entanto, a estrutura produtiva está obsoleta, objectivos estratégicos não há, o estado asfixia a economia." ... "Temos um clima fabuloso, somos o refúgio temperado da Europa. Contudo, os portugueses tiritam de frio no Inverno, porque vivem em casas mal construídas e energeticamente ineficientes. E o turismo, apesar dos progressos, é ainda sazonal e localizado." . "Os terrenos e o clima são propícios ao desenvolvimento de agricultura, pecuária e silvicultura de eleição. Mas o mundo rural está ao completo abandono, salvo a honrosa excepção que é a produção vitivinícola. O património histórico e cultural único, próprio do mais antigo país europeu, não é rentabilizado ou sequer usufruído." ...
Paulo Morais [JN]

terça-feira, 14 de abril de 2009

Erros Crassos

Depois da leitura da análise pertinente do Vitor Pimenta às palavras do José António Nobre, em que me recomenda a pensar o Tamega,(só poderia pensar por mais 7 anos depois não haverá nem rio, quanto mais região), descarrego aqui algumas dores que me vão na alma.
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Alem de alguns erros crassos, que se estão a tomar pelos actores políticos desta região, penso que Basto subsiste e resistirá, pois esta toponímia está ancorada a valores sólidos e mais fortes que os meramente políticos. Podem inventar artimanhas para destruir Basto, com encerramentos de linhas férreas consentidos, com consentimento de barragens que mesmo assim seremos todos de Basto (nem que não queiram).
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Isto de Basto não é só quando se apetece, ou quando interessa... nem deixamos de ser de Basto quando somos umas "marias vai com as outras".
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Os habitantes desta terra(como eu) esperam "pacientemente", por políticos visionários que consigam desenvolver Basto a partir de dentro, que não precisem de estender tentáculos para o Vale do Ave, ou para Lisboa, para quais serão sempre parasitas ou parentes pobres.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009

TIROS PELA COLATRA

[gatafunho de Madalena Freitas]
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Este ano pela carga politica que suporta, será sem duvida um espaço de tempo em que muita roupa suja se vai sujar ainda mais.
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Discutir-se-á pessoas e não opções e estratégias politicas, continuando-se a dar tiros ao lado do alvo, falhando em objectivos e assim sem querer acabam por colaborar com aqueles que pensam criticar, pois ao não discutir o cerne da questão politica, vai-se dando aval e funcionando como sibilante que distrai do principal problema.
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E este debate parece interessar governo e oposição , ambos parcos de ideias de desenvolvimento. Entregando-se antes em guerras de bisbilhotice de vidas privadas, não havendo aura para manifestar discórdia nem argumentos para a consolidar e confirmar. E em vez de politica séria, vão levados em politica á moda de Julias Pinheiro, e Claudios Ramos que condena, não o que se faz , mas o individuo que o fez.
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Parece que má politica de governação acaba por arrastar com ela a politica de oposição. O sonho seria um dia haver politico que se demarca-se destas tretas e fizesse politica séria, impávido e sereno, respondendo com soluções e aos eternos burburinhos beatos, e nunca descendo ao mesmo nível .

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Celorico que futuro

... Em Celorico, noto a tentativa de estabelecer uma marca assente no... desporto! a ideia de estabelecer uma marca parece-me bem, agora a área em que se estabeleceu, não me parece tão bem conseguida.
É preciso apostar nos nossos recursos endógenos, e dar formação seria para que seja a população desgarrada e menos dependente do poder autárquico a desenvolver esta terra. Não temos que inventar um papel a ocupar na economia global, temos é que reinventar o que vínhamos a ter de forma a actuar de forma mais marcante e influente.
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Por princípio parece-me essencial pensar Basto em conjunto, como uma plataforma unida, depois estabelecer uma marca para o nosso território, a marca de território Verde parece-me aquela que poderia desenvolver várias valências, o desporto mas os recursos endógenos, assentes na nossa, ainda boa qualidade ambiental, desenvolvendo mais plataformas de produção biológica, incentivando as alternativas energéticas verdes. o futuro é esse cabe-nos a nós remar, ou içar as velas para navegar nesse sentido.
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Para quem navega sem destino, nenhum vento é favorável.
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Pensemos numa escola superior para basto, de forma a estudar seriamente e a criar massa crítica que possa trilhar de bom grado o caminho de Basto.
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[comentário no blog Celorico de Basto ]

terça-feira, 31 de março de 2009

As nossas vias de ferro

Depois de uma semana do encerramento temporário da linha do Tâmega, eis que salta para a discussão a tanta falta que nos faz a ferrovia.
A ferrovia perfila-se sem dúvida um meio de comunicação de futuro, quer a nível de segurança, como ambiental, conforto e pontualidade. É no meu entender uma personificação do tipo de sociedade que se poderá apresentar no futuro, uma vida rápida mas sem tensões de tempo, fala-se hoje cada vez mais em slow-life.
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Basto será exímio a garantir no futuro essa característica, e sinceramente parece-me redutor pensar uma ecopista em toda a extensão da ferrovia existente quando já sabemos que este tipo de empreendimento não é mobilizador, e por isso pouco rentavel. E construir a ecopista sobre a linha leva a que no futuro tenhamos que escolher uma valência em detrimento de outra. Se notarmos que a ecopista é um projecto imprescindível para o nosso futuro, porque não requalificar antes caminhos camarários se encontram abandonados e com boas características de serem aproveitados como pequenos troços de ecopista. Funcionando como redes pensadas de forma a ligar e a enfatizar a história e características naturais da nossa região. Requalifiquemos os percursos como o picadeiro de D. Nuno Alvares Pereira, requalificaríamos a parte baixa perto da linha em vila Nune, Canedo Veade Mondim e Celorico, de forma a fazer arranjos que serviriam como remediadores do lago da barragem e ao mesmo tempo como forma de ligar os muitos solares, e outras valências que se plantam nestas regiões.
[imagens tiradas da Refer]
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Contudo não me parece que nenhum destes projecto seja para agora prioritário, chega do pensamento que é nas vias que reside o problema. É preciso pensar outros aspectos da nossa região, parece-me que nos agarramos a esta questão das vias e das acessibilidades como o remédio para todos os males. A via férrea virá no futuro, como sibilante encantador da nossa terra, que se desenvolveu com as ferramentas que tinha, e por ela soube esperar.
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Pensemos agora formas de reabilitar e dinamizar Basto tirando partido dos recursos humanos que é preciso formar e dar apoio para que se tornem empreendedores. Depois logo veremos o que esta região precisa em termos viários ou ferroviários.
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Pensemos a via segura como o ferro, sobre a qual temos que desenvolver e fazer deslizar o comboio da destradicionalização, e da criatividade e inovação que levará com ele esta região até a estação onde entrará o desenvolvimento, apartir daí o futuro e a paisagem será diferente.

segunda-feira, 30 de março de 2009

F(e)ridão Ambiental

Em Basto continua-se a debater a barragem de Fridão,agora o EIA(estudo de impacte ambiental), e o ultimo debate em Mondim mostra um grande inconformismo por parte da população, que sem interesses dentro da Edp, mostram e provam a preocupaçao com uma boa adesão aos debates acerca do tema. Há interesse por parte da população que esbarra sempre na pouca vontade politica a expor o projecto e o futuro que o mesmo nos reserva. Poucos continuam a ser aqueles que vêem a barragem como boa, poucos mas os que realmente tem poder, concedido pelo povo, mas nenhum eleitor consentiu a construção da barragem no acto de eleição , por isso não percebo como as autarquias conseguiram dar um parecer positivo á sua construção antes de sondarem minimamente a população.
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O Tâmega e a problemática da barragem de Fridão , tem agregado as nossas populações de Basto numa busca de informação acesa. É um problema sistémico, e não isolado, no qual nos devemos envolver.
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Eu temo pelo ambiente, e pelo nosso microclima que nos garante distinção. E temo que a população interessada não esteja a ser vista com o respeito que tanto merecem. Temo que o futuro desta terra esteja a ficar comprometido.

segunda-feira, 23 de março de 2009

CRAVINHO acessivel.

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. [imagem tirada daqui]
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Com muita atitude, sério no debate, sério nas ideias, enganado só pelos dados que lhe facultaram, e porque se soube distanciar bem da falácia que acessibilidades é que são a totalidade do desenvolvimento, e porque soube muito bem apontar os paradigmas para os quais nos devemos posicionar o quanto antes para enfrentar o futuro, o Engenheiro João cravinho conseguiu dar em Cabeceiras uma explanação que no meu entender foi a melhor das que assisti da série “politicas de futuro”. E acessibilidades não são só as estradas, acessibilidades são a garantia de criação de uma serie de condições que permita a mobilidade, nem sempre física das pessoas. Tal como ele fechou brilhantemente a conferência acessibilidades é o exemplo que “acessibilidades é eu vir de Londres a Cabeceiras para dar a Conferencia.”
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Um homem que pela independencia, de pensamento, se deveria replicar em Portugal, que se debate por causas e não por numeros, com os pés assentes na terra. E agora percebo algum distanciamento ao actual governo central. O seu nome parece estar emprestado ao simbolo libertador de Abril,(se acham exagerado pensem no diminuitivo) e que agora tanto tanto faz falta na politica atroz e repulsiva para quem tiver ideias dissonantes, daquelas muitas que até agora vimos estar erradas.
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. Brevemente apontarei mais questões levantadas nesta conferência, principalmente cruzadas com modelos e pensamentos que tenho vindo aqui a defender. Se os meus pensamentos baseados em muito estudo sério não é o suficiente para a credibilidade dos mesmos, agora pode ser que reforçados pelas palavras do engenheiro Cravinho possam ter um alcance maior. Por isso esta conferencia veio a confirmar aquilo que tenho vindo a defender para Basto, terra dos verdes, (reparem que até ele associou o verde á nossa terra). Demarquemo-nos pela terra dos Verdes é esta a MARCA que nos faz falta.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Esta mui nobre flor, Camélia de potencial infinito

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[Camelia Macieirinha e Camelia S Roque ]

Em Celorico de sexta a domingo discutiu-se as potencialidades turísticas que as Camélias atribui a este concelho. Parece-me muito boa a iniciativa, da Qualidade de Basto em parceria com a Ccamara municipal, a realizar já a VI edição da Festa das Camélias. Um certame que tem como intenção de promover a tão extensa e nobre especificidade deste núcleo de Basto. Aproveitou-se para mostrar e discutir as enormes potencialidades que as camélias podem ter como produto turístico. Explanou-se também outras potencialidades das Camélias desde aromáticas ás gustativas, passando até pelo mote de criação de empresas. Uma prova viva que património não é apenas os edifícios do passado mas também tudo que os circunda, e que caracteriza a forma de vida de uma geração. Celorico tem mais de mil razoes para acordar da actividade algo adormecida que se tem entregado. E não podemos culpar sempre quem governa, pois uma prova viva de uma certa preocupação é a realização deste evento. Parece-me muito bem que Celorico continue a promover de forma tão afincada esta sua especificidade, pois é aqui que se situa a mais antiga Camélia da Europa Continental. Gostei da presença da senhora Isaura de Allen pois foi , quem até hoje, numa visita ao seu solar, mais me ensinou acerca desta flor e do seu valor infinito.
No entanto parece-me que seria importante invocar a presença dos restantes concelhos das terras de Basto de forma a dar uma maior projecção e este tipo evento, até para que tenha uma maior projecção a nível do território de Basto. Mas Celorico deve pensar ao mesmo tempo na participação em outros promovidos e realizados noutros concelhos. Devemos realizar eventos para os nossos habitantes, de forma a construir e mostrar uma identidade sólida, e digna de deslumbramento para quem nos visita. E sinceramente parece-me que os celoricenses ainda vivem bastante á margem deste acontecimento. É preciso cativa-los.
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segunda-feira, 16 de março de 2009

O debate - Consequências do desemprego nas Terras de Basto

No sábado decorreu no Arco de Baulhe, uma conferencia promovida pela adBasto , em que se discutiu, com a presença do professor Manuel Monteiro, as consequências do desemprego nas Terras de basto e as perspectivas futuras.
Um debate que valeu principalmente pela vontade de se falar e discutir este problema pertinente que tanto afecta as nossas populações. E segundo os oradores o problema reside numa crise estrutural que nasceu com este ciclo de globalização, e por uma aposta errada por parte de Portugal nas suas prioridades de desenvolvimento.
Também na minha opinião, Portugal não se posicionou de forma correcta, ao não investir da melhor forma na formação de recursos humanos, á imagem daquilo que a Irlanda fez, e pensando primeiramente numa politica voltada ás infra estruturas, como se tivéssemos uma base de formação já consolidada. Mas não penso que devemos fazer um “reset” de memória relativamente ao modelo que se desenhou nos últimos decénios, mas antes reabilita-lo de forma a corrigir muitos do erros que se cometeram, não podemos deitar fora o menino com a água do banho, e penso que a melhor forma de sair de um problema é através dele.
Outra das questões que ressaltou no debate é a que as entidades politicas deveriam diminuir os impostos e taxas relativos às empresas, que me parece ser uma medida sensata quando aplicada de forma estratégica mas com uma duração reduzida,à imagem da solução apresentada pelo Dr .Abilio Vilaça, em que o estado suportaria encargos com pessoal estagiário que reduziam de ano para ano, porque não aplicar o mesmo em relação ás taxas municipais. No entanto não defendo que deveríamos ser entusiastas de uma redução radical de taxas, pois parece-me importante que os municípios gerem riqueza de modo a cuidar dos espaços públicos, envolventes aos empreendimentos e devem ter um papel determinante na elaboração de estratégias no sentido de promover as empresas situadas no seu território, sem o capital inerente das taxas de fixação de empresas parece-me difícil conseguir representar o seu cargo de forma exemplar. E parecia-me discrepante aplicar taxas aos moradores e não aplicar às empresas! Aliás, isso faria com que os territórios sem taxas entrassem numa espiral de decrescimento e dependência absoluta do poder central , um problema poderia levar a outro ainda mais grave.
A capacidade de criar emprego não deve ser da responsabilidade do estado, que na minha opinião o deve promover, e neste capitulo acho importantíssimo apostar no capitulo da formação , ensinar a pescar em vez de estar-mos eternamente a dar o peixe. Uma sociedade com conhecimento é a melhor garantia para a formação de emprego, próprio ou mesmo na atracção de empresas uma vez que é extremamente caro para processo de produção a deslocação de quadros superiores.
Quando entramos para a UE Portugal e a Irlanda era dos últimos classificados, a nível do PIB, cerca 20 anos depois a Irlanda( que apostou no ensino gratuito para todos) é o segundo pais mais rico da UE , atrás só do Luxemburgo, Portugal apostando nas estradas e infra-estruturas que muitos para pouco ou nada servem, continua na cauda. Desemprego era o tema central do debate, em que eu esperava de ouvir falar mais de perspectivas futuras.
Foi penoso ver uma afluência tão pobre de público,( seria do dia e da hora? )que mesmo que não se goste dos oradores, esperava que os habitantes de Basto estivessem mais interessados neste problema que tanto nos assola.
Nos últimos anos segundo o Dr. Abílio Vilaça, houve um decréscimo na oferta de emprego na ordem de 35 % em Cabeceiras e de 75% em Celorico. (algo está mal nesta terra)
É preciso debater, e combater este problema de forma muito séria.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pensar Basto

As nossas terras de Basto já perceberam que as exigências que hoje lhes são dadas tem uma natureza diferente baseada numa sociedade diferente moldada pela globalização.
E fala-se muito em competitividade dos territórios, numa lógica de cooperação em rede que não tem que ser estabelecido com a vizinhança próxima, mas com aqueles que nutrem os mesmos objectivos.
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Esquecem-se que esse tipo de planeamento de competitividade é feito por cidades com uma certa dimensão e riqueza urbana, que está ao alcance de poucas cidades em Portugal, às nossas vilas de Basto, não resta senão um sentido de cooperação, que podem engendrar solitariamente com outras entidades externas, mas que nunca se poderá destacar, porque os recursos tangíveis presentes em Cabeceiras(p.exemplo), encontram-se em Celorico ,Mondim ou Ribeira de Pena, conseguindo-se as mesmas especificidades não se conseguindo por aí fazer a diferença. Quanto aos activos intangíveis( cultura, formação etc.) que valem cada vez mais, eles existem espalhados de forma homogénea entre o território de Basto. Não acredito que nenhum concelho se demarque também nesse sentido.
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Porque estamos a fazer difícil o que de certo modo é fácil, numa estratégia de cooperação a nível das terras de Basto. Não tem que ser em todos os projectos, mas apenas nos projectos bandeira. Porque não uma estratégia de colaboração cultural, á imagem da feira dos vinhos itinerante, em que se notava a diferença, e uma aproximação entre os quatro concelhos de Basto. Ou então lembremo-nos de projectos como a Escola Profissional e Agrícola de Fermil, fundada num acordo entre os actores políticos de Basto. E porque não pensar no mesmo sentido para uma Escola Superior que serviria os quatro concelhos de Basto, de forma a conseguir recursos humanos que consigam desenvolver estas terras, para um concelho é um projecto talvez desmedido, mas para os quatro penso que seja possível de alcançar, só com estradas já vimos que não vamos lá. Basto é único, em características, cultura e até em microclima, a terra de excelência dos Verdes, desde os vinhos, passando pelas paisagens, e de uma certa qualidade de vida que anda aqui se pode oferecer.
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Não faz sentido dizer que o Monte da senhora da graça é só de Mondim, quando de todo o território de basto tenho uma vista exuberante sobre ele, não faz sentido dizer que o Mosteiro é só de Cabeceiras quando é tão conhecido e amado por todas as terras de Basto, o mesmo digo dos Solares que se plantam de forma graciosa por todo o território de Basto. É uma cultura única baseada nos mesmos valores e características, porque pensa-la fragmentada?
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Deixemo-nos de individualidades, e estrelato isolado e pensemos Basto em conjunto.