terça-feira, 28 de outubro de 2008
Ainda sobre a Escola Superior de Basto
Se a região de Basto não tem a proximidade de uma grande cidade, para a servir como meio de interacção ou produzir para a mesma, se não está próxima do litoral para apostar no turismo balnear e no mar, acho que se deve voltar ,de uma vez por todas para o desenvolvimento das suas especificidade, a apostar na construção de um futuro a longo prazo, em que devemos repensar as politicas em que se tem apostado que não a tem desenvolvido da melhor forma.
O futuro passa mesmo pelo conhecimento e enquanto este não for a APOSTA CENTRAL das autarquias, não deveremos colher os frutos desejados, sobretudo na fixação e atracção de empresas. Sei que há esboços por parte das autarquias e ligações a unidades de investigação que estão fixadas fora da nossa região, por isso neste capitulo e em mais um esforço para concertar Basto poderiam tentar atrair esses pólos para a região e ao mesmo tempo atrair também donos do conhecimento e criar condições para estes se fixarem por cá, pois estes regra geral têm uma capacidade dinamizadora que falta á nossa terra.
Ainda no capitulo da Escola superior de Basto, penso que este processo se poderia iniciar com a atracção de um bom pólo de investigação que apoie e desenvolva a economia local.
Assim teríamos uma espécie de semente lançada á terra para crescer e fortalecer o espírito de aposta na investigação para apoiar posteriormente a elevação a escola Superior, por exemplo da Escola Profissional de Fermil que me parece estar a perder espaço na rede de ensino da região com a “fuga” de alunos ou formandos para os Centros de Formação e Centros de Novas Oportunidades que estão a emergir por toda a região. Se criarmos uma rede de cooperação entre estas partes podemos ter dentro de poucos anos bons profissionais a ocupar cargos com algum relevo nas empresas da Bio-energia , Turismo, Agricultura, Floresta etc. que se estão a fixar de forma relevante na nossa região. É preciso que a escola assuma um papel de farol e torre de vigia ao mesmo tempo, e pelo andamento das coisas parece-me que daqui a alguns anos vamos ter uma percentagem bastante elevada de pessoas com o 12 ano. É preciso pensar no futuro desta gente e criar condições para que seja promissor, e possivelmente conjuga-lo e envolve-lo com o da nossa terra, para que esta seja também uma terra de futuro.
Mas da mesma forma que é preciso concertar Basto, e criar condições para que este projecto seja viável, como atrair pólos do conhecimento, é preciso também construir uma ligação sólida entre empresas e rede de ensinos, que possam alargar os seus laços ao tempo pós estágio, é preciso formar bem para que as empresas se venham a fixar cá com a razão de que é cá que está a matéria prima das sua produções e é também por cá que são formados os melhores recursos humanos nessas áreas.
Devíamos apostar no conhecimento, na formação de pessoas antes de criarmos os grandes pólos industriais, estamos a por “o carro á frente dos Bois”, pois sabemos que a nossa região perde para outras no capitulo da localização, temos por isso que evidenciar esta aposta nas especificidades locais, que estão aqui instaladas à séculos, por isso temos neste capitulo apenas de fortalecer ou revitalizar ou fazer upgrades ao conhecimento empírico já adquirido por experiencia das nossas gentes, e criar nichos para atrair para a região, através da sugerida Escola Superior por exemplo, de pessoas com conhecimento ou predisposição para aprender, que gostam destas áreas, formando-os e dando formação para apoiar os já residentes, que sinceramente me parecem ainda muito desamparados e desapoiados no desenvolvimento dos seus negócios ou produções. Não basta dar incentivos e estímulos monetários, é preciso ensinar a que as próprias empresas sejam capazes de os conseguir sozinhas.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Apelo à criação de uma Escola Superior de Basto
Um pouco por todas as Terras de Basto, está implementada uma rede de ensino algo consolidada até ao ensino secundário havendo uma boa aposta na variante profissional que tem apostado e persistindo nas áreas que eventualmente dinamizem a produção e especificidades da região, e ainda uma grande aposta nas “novas oportunidades”. De certo modo a União Europeia tem-nos passado a mensagem que a aposta no conhecimento é o futuro, financiando a quase 100% pólos tecnológicos e centros de investigação. Os laboratórios vivos , ou Living Labs, são um dos exemplos que muitas terras tem adoptado como ferramenta de dinamização ou reabilitação dos territórios com as características que temos nas nossas terras. Ver exemplos por exemplo o eco living lab na chamusca. Em que apostam no desenvolvimento da vertente ecológica aplicada á industria , uma especificidade das sua terras, e uma aposta visionária.
Uma vez que se estão a conceder estímulos neste sentido não será boa ideia aproveitar, para se desenvolver a vertente de investigação na nossa região?
E mais, parece-me que temos possibilidade para começar-mos a pensar de forma séria numa instituição de Ensino Superior para as Terras de Basto, para desenvolver uma maior dinâmica na nossa terra e começar a formar gente na nossa terra.
Se reparar-mos nos exemplos de Macedo de Cavaleiros, Ponte de Lima, Vila nova de Cerveira entre outros, percebemos facilmente que nem só os grandes centros têm capacidade para albergar uma Escola Superior ou um Politécnico, haja é apostas certas e criar oportunidades para que as mesmas aconteçam.
O futuro passa pelo conhecimento.
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domingo, 19 de outubro de 2008
algo está MUITO MAL na nossa terra
As noticias falam das nossas terras por diversas razões, mas também as referem assim:
-Região do Vale do Tâmega a região mais pobre da Europa
-Em 2005, Celorico de Basto o concelho mais pobre do país.
E se apreciarmos o discurso de qualquer politico da nossa região pensaremos o contrário, que talvez estejamos no topo da Europa, na senda do progresso.
Há razões fortes para este subdesenvolvimento nas nossas terras, em que se teima em desenvolver uma politica de ocasião , sem rumo definido.
mais uma vez
"Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável."
seneca
A política de Basto está-se a traçar a curto prazo, de quatro em quatro anos, não se conseguindo retirar da mesma um rumo firme e sério, de desenvolvimento sustentado que seja capaz de fundamentar um futuro promissor para a nossa região. Podendo isto levar a que Um dia não iremos ter orgulho nenhum nas heranças que nos estão a ser deixadas, e não percebo como os políticos não reparam em tal, não percebo como alguns políticos firmes de um desenvolvimento para o futuro recorram aos mais idosos, e porventura aos menos informados e que são alvo das suas campanhas enganosas , para poderem determinar o rumo que só eles sabem que é bom, e ao mesmo tempo tentam calar as vozes discordantes, em vez de as tentarem compreender, será que quem critica são todos assim tão maus e cheios de má fé, que não será possível mostrar-lhes que o rumo apontado para o futuro é promissor , será que a irreverência se paga com ameaças ? (viva a democracia, viva Abril, viva a liberdade de expressão)E já se interrogaram, se estes poderão ter razão nos seus fundamentos.
Gostava de ver uma região decidida em desenvolver as suas especificidades e os seus valores traçando-se um objectivo a longo prazo, que seja determinado por todos os actores da região para que mesmo que as autarquias mudem de cor esse rumo não seja posto em causa, uma vez que foi determinado de forma séria por todos eles. Deste modo as medidas deixavam de ser tão eleitoralistas e passariam por propostas sobre qual seria o melhor caminho para se atingir objectivo previamente delineado.
Desespera-me ver que Celorico é considerado um dos concelhos mais pobre do país e que a região do Tâmega é a mais pobre da Europa, algo está mal na nossa terra…
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blog Celorico de Basto, afinal está vivo...
O blogue onde até a um ano atrás se travaram grandes debates, sobretudo sobre as capacidades de liderança e competência de muita "boa gente" de Celorico de Basto, voltou nos últimos dias a publicar um post. Espero que voltem a sério de forma a aumentar o espaço de debate em Celorico, que me parece ser escasso mas, faço um apelo: optem por uma via mais construtiva nas criticas, para que o debate se torne sério, e esteja despido de interesses politico/partidários, pois Celorico não se resume á Câmara Municipal e aos seus opositores. Sejam vocês também actores dinamizadores desta região.
..bem hajam
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
PIDDAC, mais uma prova de que REGIONALIZAR É URGENTE
Mais um orçamento de estado e mais uma vez o Norte a comer as migalhas que os que estão de barriga cheia, prescindem. Um abuso uma injustiça, e muitas outras coisas negativas para as nossa região. O PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) deixou o Minho a penar. Não consigo esconder o desagrado, e tenho agora certezas, que quem isto nos faz pouco quer saber de nós, fazendo-me apelar a todos os afectados por este centralismo bacoco, a que lhe retribuamos na mesma moeda nas próximas eleições, e pensem nisto como muitos outras coisas na altura de serem chamados a pronunciar sobre uma eventual regionalização.
Nas terras de Basto, mais do mesmo, Cabeceiras de Basto consegue encaixar 785 986 € , 84% dos 931 773€ atribuídos às Terras de Basto, ficando por isso Celorico, Ribeira de Pena e Mondim obrigados a repartir entre eles os restantes 145 787€. De lembrar que estatisticamente Celorico vem sendo cotado como o concelho mais pobre do país.
Sei que a “fatia” auferida por Cabeceiras tem a ver com alguns investimentos para servir as Terras de Basto, como o centro de emprego, mas a verdade é que foram todos concentrados em Cabeceiras.
Quererá com isto o governo Central passar a mensagem que o futuro das Terras de Basto passa por Cabeceiras como farol dos seus destinos? Se sim, com que argumento?
De facto Cabeceiras tem-se desenvolvidouma maior dinamica nos últimos anos, mas será que será com o intuito de alcançar o estatuto de farol das Terras de Basto, ou será só por ego próprio? Se não for por ego proprio, parece-me crucial dedicar mais tempo à causa “Basto”, fazendo compreender os seus objectivos aos seus vizinhos, para que todos trabalhassem para a mesma causa. Pois se assim fosse actualmente ninguém ficaria a pensar que um concelho estaria a ser beneficiado em detrimento dos outros, mas que a verba atribuída seria mais para Basto que propriamente para Cabeceiras, e assim seria compreensível algumas discrepâncias reveladas pelo Poder Central.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
"Senhora da Graça" o Monte de Farinha
foto de Jose Prata dos Reis ; recomendada por Vitor Pimenta
“Senhora da Graça”, o símbolo máximo da identidade natural das Terras de Basto, compõe toda a nossa imagética e de modo algum nos podemos dissociar da particularidade da morfologia do monte, que parece mesmo um monte de farinha pintado de verde. Aparece de forma exuberante e dominadora sobre todo o território envolvente, rematando de forma graciosa uma cordilheira que parece existir com o sentido de a anunciar e amparar. Um marco para situar quem se perde em passeios nas estradas sinuosas que ligam as nossas terras. Uns Alpes á escala de Basto.
Cresci a apreciar a especificidade do monte e ainda hoje não consigo deixar de o fazer, observando o monte consegue-se descobrir sempre algo diferente, desde as sombras que lhe parecem, ao passar dos dias e das horas, atribuir formas diferentes realçando a sua tridimensionalidade e os sulcos que a marcam, às das nuvens que pontualmente a carimbam. O cenário de fundo de toda a nossa história, e mesmo ferida pelas atrocidades das pedreiras, continua a ser o deleite dos olhos de quem a observa, e para quem a vence o lugar de excelência para a descompressão do olhar.`
Estará a ser explorado todo o potencial turístico da “Senhora da Graça”?
As explorações de granito tem sido a única fonte de rendimento que se tem tirado directamente do monte, os parques de merendas no sopé e a ermida no cume parece-me pouco, poderíamos tirar um enorme partido dos eventos pontuais que bem a promovem e aproveitar de forma mais acentuada a especificidade do monte. Porque não apostar no natural, realçando em vez do asfalto ,os trilhos pedestres utilizados pelas peregrinações estendendo-os a mais lugares do monte, e se achar-mos que era pouco a beleza e a natureza do monte para atrair a ele visitantes, podia-mos pontuar o percurso com acontecimentos excepcionais, pequenos ou grandes pontos de interesse.E porque não, impor limites à mancha aberta pelas pedreiras e à medida que estas fossem avançado seriam obrigadas a reflorestar o que fica em aberto, utilizando neste processo arvores já com algum tamanho para devolver o verde ao monte. Parece-me urgente medidas para impedir os tristes incêndios que em ciclos muito curtos tem devastado o monte, mostrando o desrespeito e o desleixo ao qual o mesmo está entregue. Temos que pensar o bom que temos e encontrar forma de o potenciar ainda mais para que se tornem verdadeiras âncoras na atracção de investimento para a nossa região.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Celoricenses, esses futuros homens do apito
foto de O Publico
No dia 23 do passado mês de Setembro , a câmara de Celorico anunciou que pretende criar uma Academia de Arbitragem Desportiva, um projecto inovador no capitulo da arbitragem, e investigação para ajudar a vencer á má imagem que se tem acerca dos árbitros em Portugal.
À partida, e com todo o ênfase que se deu á noticia por parte da imprensa nacional e local, a ideia parece bem concebida, passando uma imagem de inovação na arbitragem e preocupação dos males e imagem negativa que passa destes homens dos campos de futebol, e noutros espaços desportivos. No entanto, e pensando bem, parece que esta aposta estratégica por parte da autarquia celoricense não tem nada a ver com Celorico.
Tenho vindo a defender neste blogue que para um desenvolvimento sólido de uma região, são precisas estratégias sobretudo para o desenvolvimento de eventuais especificidades e qualidades que a região já tenha. Vinhos verdes, turismo rural, agricultura, floresta, construção entre muitos ; agora arbitragem.??
Vamos investir e apostar num projecto de raiz onde vamos ter de mobilizar toda uma serie de recursos para a nossa terra, o QREN subsidia 70% a autarquia 30%, mas há uma série de outros gastos de futura manutenção que terão de ser suportados, e por quem? em que contribui esta infraestrutura para o desenvolviemnto da região?
A academia de arbitragem parece-me algo despropositada considerando as muitas necessidades da região, pode haver uma visão para o futuro que não foi passada, mas parecia-me mais oportuno desenvolver áreas que por natureza própria se fixaram na nossa região e precisam de ajuda para se afirmar nas terras de basto como no exterior.
O que se pretende com a academia?
“Quando se navega sem destino nenhum vento é favorável”
Lucius Annaeus Seneca
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domingo, 12 de outubro de 2008
pequenas grandes diferenças...
Mirandela e arredores promovem assim a especificidade das suas terras:

...com design ,inovação e muito bom gosto.

...com design ,inovação e muito bom gosto. (fotos tiradas do mesa da ciência)
Pelas Terras de Basto as nossas especificidades são cantadas assim...
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rota dos vinhos verdes
PDM para o futuro
A actual geração de revisão dos PDM em Portugal deveria ser repensada, de forma a estar articulada com as transformações em curso na sociedade e com as perspectivas de atracção de investimentos estratégicos. Para que os PDM não sejam sujeitos a processos de actualização de políticas desactualizadas. De facto, não é possível percepcionar as oportunidades que irão surgir num determinado território a priori, nem é suposto que tal aconteça: é este o desafio. Flexibilizar os planos para que estes não excluam projectos e iniciativas inovadoras que poderão ser chave para a sustentabilidade, coesão e competitividade dos territórios.
Nesta linha, é necessário que se faça a transição de um modelo tradicional de ordenamento do território, de carácter sectorial, para um modelo mais integrado e flexível, numa base holística. Tornando o planeamento menos rígido e mais aberto, menos desenhado e mais estratégico, capaz de responder às novas oportunidades que não são previsíveis no momento de concepção dos planos.
Assim, o planeamento deverá ser pensado não a 2D, como até aqui, atribuindo determinados usos a determinadas áreas, nem a 3D, considerando diferentes usos para diferentes andares de um edifício. Mas antes a 4D, ou seja, integrando a dimensão
temporal nos PDM, através da consideração das diferentes horas do dia ou épocas do ano. Nesta nova filosofia de planeamento deverão também ser articuladas uma multiplicidade de dimensões que vão além da mera dimensão física ou tangível do território: cultura e criatividade, clusters e empreendedorismo, talentos e factores sociais, ambiente e paisagismo, governação territorial, conectividade e mobilidade.
Um instrumento de ordenamento do território de âmbito municipal poderia, desta forma, assentar numa lógica de “laboratório”. Num primeiro nível, trata-se de definir uma estratégia local, numa perspectiva de futuro e em coerência com os planos de âmbito regional e nacional. Num segundo plano, de fixar objectivamente as componentes inflexíveis do espaço correspondentes à “coluna vertebral do território”, ao que é estruturante, como rios, corredores verdes, sistema viário, malha urbana, espaços públicos fundamentais.
Por fim, tudo o “resto” estaria “em aberto”, ou seja, funcionando como um laboratório experimental de novas ideias e conceitos de planeamento e utilização do espaço.
O “planear” baseado no desenho daria lugar ao “planear em aberto”, testando e experimentando. Praticando um zonamento flexível por oposição ao zonamento monofuncional.
A lógica de “laboratório” assentaria no desenvolvimento dos territórios com base no teste e na experimentação, em função de projectos coerentes com a estratégia municipal e com os elementos estruturantes do espaço, permitindo a entrada de novas propostas de investimentos exteriores e imprevisíveis na altura.
Porque será que não nos conseguimos libertar de determinados condicionamentos dos planos?
Com a supressão de muitas das licenças que agora ficam a cargo da competência dos arquitectos, os gabinetes de urbanismo das câmaras poderiam, dedicar-se a esta inovação nos planos, porque até agora o ordenamento do território tem sido um tanto quanto caótico. Vamos inovar e tentar melhorar este capítulo.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O porque da inadaptação dos PDM´s
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Os PDM estabelecem um modelo de estrutura espacial do território. Ao basearem-se num esquema territorial essencialmente físico e desenhado estão, por um lado, a tentar prever e controlar o futuro de um determinado território e, por outro, a geri-lo numa perspectiva sectorial, apresentando uma abordagem pouco estratégica e prospectiva. Aqui não cabe a integração de investimentos chave – estruturantes e mobilizadores, que surjam posteriormente à aprovação do plano e que de alguma forma colidam com o modelo territorial preconizado. Além do mais, estes planos assentam numa lógica de zonamento funcional dos territórios. Definem e distribuem espacialmente usos e funções, ou seja, catalogam e rotulam os solos, na medida em que impõem limites artificiais, definem perímetros e promovem a monofuncionalidade (áreas essencialmente vocacionadas para um tipo de função territorial – áreas residências, áreas industriais, etc.), sujeitando os territórios a desequilíbrios e desenvolvimentos descontinuados. Esta situação colide com a lógica de funcionamento da sociedade de hoje, onde as funções se misturam e as barreiras se esbatem: habitação, trabalho, lazer, aprendizagem, comércio, etc. convivem no espaço e no tempo numa perspectiva “mixed-use”.
Os planos têm que se adaptar ao tempo e às vivencias das pessoas sob pena de, em vez de as facilitarem, tornarem-se em simples barreiras às mesmas. Os exemplos de mau ordenamento imperam por toda a nossa região , provando essa ineficácia.
O futuro começa hoje…
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
Urge repensar os PDM´s
A competitividade dos territórios, neste mundo globalizado, depende da capacidade de atracçãoe fixação de actividades e talentos com forte intensidade de conhecimento e criatividade. Muitos destes projectos inovadores materializam-se em investimentos âncora e estruturantes para o desenvolvimento das cidades e regiões. Esta realidade tem consequências visíveis no ordenamento dos territórios, actualmente geridos por políticas e instrumentos restritivos e sectoriais, como os P.D.M.´s onde não cabem estas novas dinâmicas. Tornar estes instrumentos de ordenamento territorial flexíveis e integrados que se adaptem à constante incerteza, às rápidas transformações e às novas oportunidades e investimentos, torna-se uma prioridade. Assim, cria-se a necessidade de um novo modelo de ordenamento do território – um “planeamento global” aberto ao mundo globalizado e à mudança contínua, que potencie a captação de novos investimentos e projectos para Portugal com vista a aumentar a competitividadedos territórios.
Para tal, urge repensar os instrumentosnde desenvolvimento e gestão territorial, nomeadamente os de cariz municipal – os Planos Directores Municipais (PDM).
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Construir o Bom da barragem
Para se poder tirar o máximo partido do lago formado pela barragem de Fridão, é urgente começarmos a determinar uma estratégia para a região tendo em conta mais esta polaridade.
Com um bom diagnostico e determinando as REAIS ameaças, com inteligência podem-se transformar em oportunidades. A barragem de Fridão – Codessoso vai encher e as cotas de exploração já estão determinadas, 160m, em principio é um facto sobre o qual podemos trabalhar. No entanto e como já referi num post anterior, noto que não se tem feito muito por parte das autarquias de Basto além do SIM ás mesmas.
É uma oportunidade turística, e de promoção e desenvolvimento local, mas é por enquanto apenas uma oportunidade que é preciso agarrar e fazer vingar num todo, porque com todas as barragens que se vão fazer no Tâmega, não estaremos sozinhos na atracção de investimento turístico, pois as regiões do Alto Tâmega também irão apostar neste prisma, havendo muitas outras regiões por todo país que já possuem lagos , artificiais ou não, que há muito tempo estão a trabalhar neste sentido. Por isso nós nas Terras de Basto temos que ter astúcia para promover as nossas potencialidades, e conseguir fazer a diferença para atrair investimento para a nossa região, porque como não é um factor exclusivo da nossa região, a barragem sozinha não o consegue atrair, a conjugação da montanha com a água o Gerês já tem e explora com grande excelência, o que leva a que nós só por este capitulo não conseguiremos fazer a diferença, mas se associar-mos á montanha e agua, todo o património arquitectónico dos solares e mais algumas características únicas que temos, poderemos ter mais hipóteses de êxito. Mas não podemos esperar facilidades… vivemos em tempos de competição entre regiões na atracção de investimento.
Um dos grandes factores que pode marcar a diferença, é o do tempo, por isso acho que se deve pensar , planear e agir antes mesmo do aparecimento físico das barragens, para que quando elas se concretizarem e as comportas se fecharem, podermos começar a ultimar as obras já previstas e termos muitas delas já acabadas e com o seu funcionamento a 100% de forma a garantirem um enorme sucesso depois de terem a água associada aos seus empreendimentos. O exemplo do Água Hotels Mondim é um daqueles que se deve reter neste domínio, pois é uma obra que pode parecer algo descabida por agora, mas que trabalha de forma a preparar um enorme sucesso no futuro.
O dinamismo das nossas gentes, e não só das partes públicas, é muito importante para fazer a diferença, bem como a continuidade do espírito hospitaleiro.
Cabe também às autarquias mostrar exemplo deste tipo de atitude aos habitantes e investidores das suas regiões.
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Basto em guerra
A ligação entre politica e quarto poder desagrada-me, e é corrente na nossa região, o descaramento com que a politica e os jornais da região se ligam de forma incondicional.
Não existe nenhum jornal que se possa ler as notícias das Terras de Basto sem se notar um teor político por detrás de todas as afirmações. As pessoas já os catalogaram como o jornais do regime e do contra regime. E ao fim de qualquer leitura não se consegue absorver mais nada que não seja a crítica ou apologia de um mandato político, porque todo as crónicas e conteúdo para além disto, parecem aparecer como meio de tentar disfarçar ou maquilhar o que é evidente, o que é uma pena.
Poderia deixar isto passar com indiferença, mas penso que se estão a perder energias nesta guerra, que poderiam ser utilizadas como meio de desenvolvimento, não haverá um cantinho nas páginas dos jornais onde possa caber questões dignas de reflexão para o desenvolvimento e enriquecimento da opinião das pessoas, ou será que não interessa muito.
Apliquem a sabedoria que possuem para tentar dinamizar a opinião pública, em prol do desenvolvimento da terra. Nos mandatos de um ou outro presidente das nossas terras nem tudo são rosas, e nem tudo são espinhos para só se ter os prós e os contras. As pessoas já nem confiam na veracidade das noticias e questionam-se porque sabem haver um teor politico por detrás das mesmas. Guerras políticas, não as comprem nem as vendam, e em vez de uma política do "bota abaixo" por parte do "Basto" e dos seus "Ecos" e mesmo das suas “Noticias” , que em nada incentiva uma atitude dinâmica dos seus povos e apenas promove a propaganda ou crítica. Deixem esse papel para as revistas cor-de-rosa e para os programas de entretenimento e apresentem soluções para debate e reflexão das pessoas, utilizem estes veículos para mostrar às pessoas o rumo determinado para a região para que elas o percebam e cooperem para o seu alcance. Sejam vocês também um motor promotor das nossas terras e seu desenvolvimento. As politicas e as oposições fazem-se com estratégias e as capacidades de as conceber, e se discordam com que os nossos políticos fazem tratem de mostrar um rumo certo e conciso que sirva de opção ao que está a ser tomado.
E aos jornais que estão a favor, para mostrar que pensam por cabeça própria , podem questionar certas opções, que servirão para enriquecer as decisões. Meus caros nada é inquestionável.
As pessoas de fora olham para este cenário pensando no ridículo de tudo isto, retendo apenas o pandemónio por elas criadas.
Se o verdadeiro Basto se apercebesse desta guerra, encarnava o seu espírito num alquimista de forma a tornar a sua figura de pedra em carne e osso, e soltaria as suas perninhas para se por andar para bem longe das terras a que concedeu o nome, e que os jornais lhe retiraram.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
...Para Basto mais que uma biblioteca de AlexandriaII
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
…Para Basto mais que uma biblioteca de Alexandria I
Mais que aos arquitectos pelo seu bom trabalho, Celorico tem muito a agradecer a Marcelo Rebelo de Sousa, por preferir a nossa, e também sua, terra para deixar por aqui o seu acervo documental, muitas raridades com enorme valor. E mais, este professor universitário e comentador politico continua a investir muito para comprar eventuais documentos que sejam pedidos pela biblioteca, e não se limita, como muitos pensam, a entregar os livros que as editoras lhe oferecem, com o intuito da promoção dos mesmos. O arquivo documental possui ,desde os melhores livros jurídicos, a preciosidades da família Rebelo de Sousa, que todas as semanas recebe copiosas actualizações tornando esta biblioteca municipal mais actual do país, juntando-lhe ainda um estatuto de um dos maiores arquivos jurídicos.
Sou leitor assíduo desta instância de conhecimento, e estou seguro que não seria o mesmo sem ela, e só utilizei até hoje cerca de 0,2% dos cerca de 150 000 documentos que este equipamento possui, (80 000 livros) uma enormidade podem muitos pensar, mas eu acho que é uma aposta de um visionário, que ainda não teve o devido reconhecimento pelas suas gentes, mas que bem aproveitada e dinamizada, no futuro poderá fazer muita dferença. Existem documentos em Celorico que dificilmente encontramos em outras bibliotecas da mesma ordem pelo país.
A biblioteca tem um pólo na vila de Gandarela de basto e estão planeados mais dois, um na Vila de Fermil e outro em Fervença, uma aposta que mais uma vez me parece isolado dentro do concelho, que bom seria, uma rede espalhada pelas Terras de Basto e depois da biblioteca ambicionarem outras instituições também voltadas para o conhecimento. Mas ainda não se descobriu um rumo para a Região, para se saber em que se deveria especificar, e mesmo as temáticas em que a biblioteca se poderia aprofundar.
Noto que está aqui, mais um diamante em bruto que falta explorar, e as escolas que a circundam, não lhe conseguem dar a devida utilização, pois a maioria dos livros são muito adultos e avançados nas matérias abordadas, para a maioria dos leitores que são das escolas até ao 9º ano, atingindo também o secundário. Fazendo isto com que o conhecimento da biblioteca continue preso dentro das muitas capas dos livros que nunca foram abertas. É preciso uma maior dinâmica para esta biblioteca, que poderia muito bem ser dada com centros de investigação, apontados na sua envolvente, ou de forma bem pensada para o futuro a longo prazo, uma escola superior, que traria consigo uma maior procura e uma maior necessidade de eventos temáticos.
Para agora e a curtíssimo prazo gostaria de ver criada, uma, tão fácil, pagina na internet exclusivamente dedicada à biblioteca, em que qualquer leitor poderia ter informações precisas sobre os documentos presentes na mesma, e os seus conteúdos, parciais ou totais dependendo dos direitos de autor e do tipo de documento, para consulta on-line ,e num esforço titânico poderíamos pensar também na digitalização de todo o acervo, para fazer parte da mesma lista. Celorico poderia assim mostrar ao mundo, uma das suas tão nobres preciosidades, e ficaria muito bem visto, de certeza e seria um exemplo a seguir por muitas outras instituições com o mesmo carácter.
Sejamos pioneiros em algo que nos orgulhe.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
da globalização à aposta no conhecimento
O desenvolvimento tecnológico que caracteriza as últimas décadas de progresso
económico das sociedades ocidentais transformou a cidade e regiões , outrora baseados na industria, em territórios da informação e do conhecimento. Fruto do desenvolvimento tecnológico e das redes de telecomunicações, a economia globalizou-se e o conceito de espaço alterou-se. As cidades e os territórios adquirem uma nova dimensão intangível com base nos indivíduos, nas novas tecnologias de informação e comunicação, na aprendizagem colectiva e cumulativa e na emergência duma nova economia baseada no conhecimento. Na actualidade, vivemos um novo paradigma para os territórios assente no conhecimento, na aprendizagem e nas novas tecnologias. As cidades e regiões enquadram-se numa lógica de competitividade à escala global, somente suportada pelas plataformas digitais. Assim, o sistema virtual de inovação/conhecimento tem o objectivo de facilitar as interacções entre os agentes de desenvolvimento no território, no espaço real. Da relação entre os sistemas de conhecimento real e virtual surge o conceito de território inteligente.
Para este posicionamento é indispensável para as regiões a organização em rede das plataformas existentes, bibliotecas rede de ensino, e centros de inovação e desenvolvimento. Os territórios que tendem a ganhar competitividade têm que se posicionar e apostar em ferramentas e equipamentos que produzem conhecimento, senão estão fora de uma competitividade e cooperação a nível global…
Este texto foi produzido com base num tema que venho a investigar cientificamente, para a produção de dissertação de mestrado cujo o tema é a "recuperação e revitalização das cidades e regiões apostando no conhecimento."
Minha gente ou este texto é um barrete, ou então há uma região que me parece estar a ficar fora do jogo…. vamos trabalhar para que não, as cidades e regiões sao construidas segundo directivas diferentes daquelas á 20 anos atrás. vamos construir basto a pensar no futuro abraçando o conhecimento...
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
uma região deprimida e subsidio-dependente?
Não sei o que se passa nesta terra, não sei se passaram para o povo a mensagem de que não é preciso trabalhar para ganhar dinheiro e atribuir dinamismo a toda a a nossa terra, porque existe a “casa grande” que paga um mínimo, 426,5€, ao qual se juntar-mos uns dias ganhos, a quem precisa de quem trabalhe, passa a ser um salário máximo, e sem grandes esforços. E quem trabalha com esforço ainda é dado á troça, por alguns. Comentam alguns – “isto está minado, habituaram-se a não fazer nada,e agora… " na minha terra já cheguei a notar partes em que cerca de 80% das famílias que não trabalham, que até a uns anos atrás eram a minha companhia numa rotina matinal das 7 horas da manha e já não me acompanham, para acompanhar uma rotina que agora é a daqueles que dependem de tudo para não fazerem nada, e sinto ao falar com algumas destas pessoas, que já não se sentem nem com a genica de outrora nem incluídos socialmente … O que se está a fazer nesta terra, para contrariar este flagelo social, que leva a que uma região que o pouco que produzia está a deixar de produzir. Talvez o rumo determinado para a região são outros, em que se estão a criar novos empregos, mas isso de nada nos vales se não mantivermos os que já existem. Acho que deveríamos repensar as nossas politicas de modo a dar um estimulo a esta região e fazer com que toda a gente seja parte integrante, vamos determinar um rumo, e pensar a mensagem a todos os actores produtores e a todas as gentes para que todos possam contribuir para esse objectivo… continua-me a parecer que não existe uma boa comunicação entre todas as partes para saber que objectivos se pretendem, ou será que alem dos objectivos traçados nos folhetos eleitorais não existem outros mais fortes e sólidos, para se pensar e só possíveis de conseguir a longo prazo.Vamos pensar Basto como um todo e lançar estratégias conjuntas para todos os municípios integrantes, vamos renascer e região, que só tem peso decisivo se for pensada em conjunto. Vamos investir no saber e na formação séria, vamos produzir conhecimento para a especificidade das nossas terras, para se conseguir objectivos sólidos, vamos pensar o turismo a agricultura e a floresta. A Escola Profissional e Agrícola de Fermil de Basto poderia ter uma dinâmica mais presente neste sentido, pois há uns anos que tem formado gente nestas áreas, mas que não conheço muitos que tem dado contributos neste sentido.Será ambicioso de mais, pedir para a Região de Basto unida em objectivos, mais que escolas, e apostar em instituições de saber com mais peso? Se tivermos gente bem formada a trabalhar em prol dos objectivos da terra de certeza que daqui a uns curtos anos teremos bons resultados e sentiremos uma nova dinâmica por cá. É preciso apostar nesta parte. Basto tem muito boa gente a sair, bem formada, das melhores universidades do país, e quantos é que ficam por cá?
Desculpem-me alguma acutilância mas, é em nome e honra de Basto que pretendo ver dinamico e inclusivo.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
O outro lado da barragem de Fridão
A construção da Barragem de Fridão é um dos temas que merece muita atenção e debate na nossa região, pois é talvez a construção que mais impacto terá sobre as nossas terras. A nível ambiental, económico turístico etc..
Parece que a obra vai mesmo avançar, a EDP já ganhou o concurso para adjudicação da obra, que o Governo, maioritariamente eleito por todos os portugueses, definiu como estratégia para libertar Portugal da dependência energética externa.
Assim sendo resta-nos começarmos a pensar em estratégias para aproveitar as potencialidades que a albufeira criada pela construção da barragem, pode trazer para a região.
O impacto que a barragem de Fridão terá sobre as Terras de Basto parece-me menos grave que o caso da subida da albufeira da barragem de Torrão e sobretudo o seu impacto sobre a consolidada cidade ribeirinha de Amarante. Que vive muito da relação do rio com o seu património histórico, e a possível eutrofização das aguas paradas pela barragem que só mostra que muitos dos vizinhos do Tâmega só utilizam o rio apenas no seu potencial de conduta de águas negras.
Este grande problema , para mim dos mais graves, leva a que todos os habitantes e actores promotores, se manifestem contra o triste papel atribuído ao rio, e fazer o tudo por tudo para que, o também possível lago de aguas pestilentas, se torne num dos muitos lagos artificiais donde se tiram grandes proveitos para o desenvolvimento da região ,á imagem da albufeira do Azibo ,em Macedo de Cavaleiros, Alqueva embora o nosso será numa escala mais reduzida, o “Alster” em Hamburgo, se no caso de Mondim optar também por urbanizar parte do lago . E assim poderemos, a meu ver , ancorar a este lago várias valências turísticas, e não só. Não é só "pelo novo riquismo das motas de água e iates" mas por uma conjugação de dois factores muito apetecíveis pelo turismo, a montanha e a água.
Parece-me que as autoridades publicas estão a fazer muito pouco, por antecipação ao grande lago, (mas não sei se algumas ETAR´S que se esboçam pela nossa terra surjam por antecipação á mesma).
Ao contrario vários sectores privados tem-se revelado mais atentos, como é o caso do Mondim aguas hotel, que surgiu por antecipação da barragem, e já conseguiu fixar junto a ele uma marina, e também muitos outros investidores, que compraram muitos terrenos, junto aos limites da futura albufeira, que até então nunca tinham manifestado interesse nem por parte dos próprios donos. Notando-se já antes da construção da barragem uma nova dinâmica económica , que até então, não tinha surgido pelos nossos lados.
Outra das vantagens trazidas pela barragem é a navegabilidade do Tâmega, levando a que a empresa douro azul, já tenha manifestado interesse na sua exploração.
Acho evidente que todos preferíamos, que com a natureza imaculada que temos, tivéssemos capacidade de desenvolver todas as potencialidades acima citadas, mas infelizmente não me parece.
A barragem sozinha só produz energia, o resto tem que ser a inteligência e o espírito dinâmico das nossas gentes a explorar.
Se continuarmos com uma contestação muito negativista, nunca iremos perceber as potencialidades que estarão por detrás das mesmas.
Como se diz por Basto” temos que ser guichos”

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Pensou-se o País. Agora vamos pensar Basto
A rtp transmitiu, como introdução a nova época dos prós e contras, um debate onde se pensou o país, na minha opinião valeu a pena.
Os convidados apontaram que o futuro de Portugal passa por perceber o papel que deve desempenhar num mundo globalizado organizado em rede, apontando ao mesmo tempo que a crise que enfrentamos tem a ver com a fase de transição entre épocas, que nos encontramos. Em que a politica ainda não se conseguiu articular com o sistema económico vigente.
Segundo o painel, Portugal não sabe alem, da sua função a nível do mundo , dos papeis que tem que se desenvolver a nível interno para se saber posicionar . O papel que a educação ocupa, em que não se comunica de forma correcta com as famílias e com a sociedade ,sobre o papel das escolas na educação dos seus descendentes . E que se deve fazer uma aposta a nível sociológico, para passar esta mensagem, pois o ambiente em que as pessoas vivem é que faz valorizar ou não, daquilo que se aprende.
O futuro
"O futuro passa claramente pelo conhecimento". referiu Adriano Moreira, pensamento reforçado pelos outros convidados.
Portugal tem que continuar a investir em conhecimento em universidades em inovação em investigação, para se conseguir demarcar e ao mesmo tempo ganhar espaço na economia globalizada, onde a cooperação com os países lusófonos parece aparecer como solução, para o nosso fraco desenvolvimento. Se Portugal fizer uma maior aposta no conhecimento consegue uma aceitação maior por parte destes países e ao mesmo tempo uma complementaridade nas funções desempenhadas, Portugal deve desenvolver-se de forma a tornar-se a porta de entrada de países como o Brasil e Angola na Europa. Temos que recuperar um papel que já tivemos mas agora temos que o conseguir de forma diferente.
Se não viu o debate, pode ver AQUI.
Pensar Basto
Para as nossas terras os problemas são os mesmos, uma vez que vivemos numa sociedade aberta e em rede, temos que perceber qual o nó da rede que somos, não podemos é ficar fora da rede. Isto funciona como fractais, em que de forma como se aumenta o zoom, aparecem novas redes dentro da macro rede.
Vamos apostar no conhecimento, já falei aqui em iHub e em laboratórios vivos (living Labs), estes últimos mais apropriados pela escala e infra-estruturas presentes nas nossas terras, vamos investigar naquilo que podemos inovar a nível de turismo, agricultura e ambiente. Vamos desenterrar o tesouro que está escondido nas nossas terras e lapidar os seus diamantes, temos que qualificar as nossas gentes, e aproveitar os fundos europeus para a formação, como ferramenta para traçar o caminho que pretendemos. As formações que tem desenvolvido devem continuar , numa lógica mais aprofundada, e ambicionar sobretudo produzir conhecimento nas nossas terras, que poderia ser “exportado” com o rotulo made in Basto, e acreditem que não há melhor rotulo de divulgação para o que pretende ser uma boa terra para se viver.
Penso que esta aposta traria para as terras de basto um espírito mais empreendedor , e iria criar sobretudo um estimulo na aposta de formação empresarial, que teria inovação ao seu lado para vingar no mercado. Para isso é preciso criar plataformas de apoio á concepção das empresas, como as incubadoras de empresas apoiadas por uma estratégia definida a nível concelhio, ou regional onde se poderia dar apoio aos nossos parques industriais e empresariais.
“O local onde haja mão de obra barata, e recursos humanos especializados será a escolha natural para a fixação de empresas.” Thomas Friedman no livro “O mundo é Plano”.
Será que não há por aqui pensadores que me acompanhem nesta cruzada?
Vamos comentar para conjuntamente, e mais solidamente, pensarmos basto.
Vejam, leiam, ouçam mas sobretudo pensem…e expressem o pensamento.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008
VERDE BASTO
Nasceu hoje em Celorico, junto á Cooperativa de Basto uma boa estratégia e oportunidade de desenvolvimento para os produtores agrícolas e florestais da região, já tinha debatido com pessoas próximas uma solução deste tipo, como estratégia para preservar alem da produção, o saber fazer, que entendo que ainda distingue os nossos agricultores e pessoas a eles associados, porque daqui a uns anos a implementação poderá ser difícil, porque aqueles que sabem produzir com a qualidade e tradição característicos destas terras, estão a sair do activo principalmente pela sua idade.
A empresa Verde Basto surge como uma implementação pioneira em Portugal do Conselho Local de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Celorico de Basto e que agrega quinze entidades, que pretende tornar-se numa plataforma de apoio para aos produtores locais a ultrapassar as dificuldades que surgem no processo que vai desde a produção até á comercialização, como também a elaboração planos de negócio de certificações. A ideia parece-me interessante e muito bem concebida tendo em conta as necessidades da região, e as suas potencialidades, no entanto acho muito importante, apostar também na inovação como factor intrínseco a este projecto, e um esforço titânico na publicidade desta estratégia, para que tenha uma recepção maior por parte dos produtores locais, e espero que ninguém seja excluído desse círculo, incentivem os produtores a tornarem os seus produtos competitivos, e informa-los dos apoios existentes para melhorarem a produção, lembrem-se que as pessoas deste ramo podem olhar com receio para uma eventual mudança, pedindo-se assim um esforço redobrado na hora de chamar a esta iniciativa o numero máximo de produtores, para que se crie uma marca forte e digna de encher prateleiras das lojas e hipermercados, uma fileira da qualidade com tradição. Espero que haja também uma abertura a todas as outras regiões de Basto quer desta empresa, ou na cooperação com outras cooperativas da região, pois as necessidades dos produtores são muito semelhantes. Não deixem esta iniciativa descarrilar e apliquem-na de forma a obter bons resultados, força e um bem haja a esta iniciativa.
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sábado, 13 de setembro de 2008
a coisa tão rica...
O grande mosteiro de S. Miguel de Refojos, è de longe a maior pérola do nosso património arquitectónico, é um daqueles espaços com capacidade de ancorar a ele toda a envolvente, a escala com que foi construído tinha essa função , e também a de se fazer apreciar, e seduzir qualquer humano que o observa.
Penso que a história que nos é contada está desprovida da beleza e sensibilidade da arte que o conceberam, dizendo apenas quem fez e quem mandou fazer, os factos trágicos que o marcaram, não revelando mais nada alem daquilo que os olhos vêem ,mas continuando a esconder os conceitos bases desta criação, que determinavam que o edifício tivesse a configuração que tem e as razões da escolha dos materiais, e também da implantação do edifício neste local.
Em primeiro lugar parece-nos importante inserir a obra e o pensamento religioso que lhe esta adjacente e no contexto histórico cultural. Temos que perceber que a igreja naquela altura numa estratégia de recuperação dos fieis perdidos pela contestação da Reforma Protestante, reuniu-se no concilio de Trento, para a determinação das directivas a adoptar pela igreja. Onde estabeleceu a adopção do estilo barroco, com todo o conteúdo que lhe está adjacente ,como o estilo artístico oficial a adoptar, desde a arquitectura, pintura, musica etc. Determinando -se também um seccionamento do espaço dentro das igrejas, notando-se claramente a estratificação social da época, por isso é que ainda vimos hoje de forma clara a divisão do altar onde estaria o clero, a nobreza no transepto e o povo no fundo da igreja. como o tipo de planta adoptar, em cruz latina etc.
A sua localização foi determinada pelo facto de na época o local ser pouco habitado, e dono de uma beleza bucólica que ainda hoje é notória, ideal para o retiro da vocação religiosa que tinha que estar ligada aos mosteiros, deriva do latim monos + asterium , lugar só ) outra das razões seria a presença próxima de agua, que por simbolismo está presente na eucaristia, e também como fonte para toda a vida e trabalhos do mosteiro.
Que politicas de futuro(nome do ciclo de conferencias) a câmara tem adoptado com base nas excelentes observações que o Frei Geraldo Coelho Dias referenciou na conferencia “Valorização do Património Religioso de Cabeceiras de Basto”.
Não seria mais correcto adoptar uma estratégia de valorização do património arquitectónico e cultural( isto engloba o mosteiro) de forma a conseguir recuperar também os solares que se estão a perder na nossa terra, e aliar toda esta rede patrimonial como locomotiva para o turismo da região?
um aparte:
(Ouvir Bach dentro do mosteiro foi uma das boas experiencias que tive, o conjunto é de uma beleza impar, e consegui perceber todo aquele espirito da época em que o mosteiro foi construido, fazendo-me pensar na altura que tinha inventado uma maquina do tempo bem melhor que as de H. G. Wells e que o mosteiro seria a realidade mais próxima do" De Lorean" da série "regresso ao futuro".... - Oh arte, o que me fazes!!!).
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Carta para o comércio local
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Têm -me lançado um desafio de análise do impacto que poderia ter um hipermercado com centro comercial pelas nossas terras, ao qual tenho respondido com cautela, pois vejo nesse tipo de infra-estrutura, uma boa oportunidade de negócio mas também algumas ameaças, nomeadamente ao comércio local e aos produtores, se não houver um planeamento de estratégias para se adaptarem aos novos desafios.
Uma das formas das atitudes a criar por parte do comercio local é o desenvolvimento próprio. Outra é tentar perceber em que perdem e no que ganham comparando com os shoppings.
Evoluam e comecem a agir por antecipação, e comecem já por mudar o nome utilizado, a marca “comercio tradicional” está a meu ver mais que gasta e cheira a mofo , o nome shopping continua a ter uma sonância mais marcante no ouvido do consumidor, nos shoppings o marketing joga com sensações, criando uma plasticidade e artificialidade que levam a que o consumidor associe a eles um sentimento de alegria juntamente ao acto de compra. Como vêem os shoppings trabalham com ferramentas que o “comércio tradicional” da forma como está organizado não consegue suportar. Uma das ferramentas é o marketing, e é das mais ferozes, a escala o conforto, a flexibilidade de horários e dos contractos do seu pessoal é outro. Outra das questões que joga a favor dos shoppings é o facto de estes estudarem á minúcia as fragilidades do comercio tradicional e utiliza-las em seu favor. Não vejo um sentimento recíproco por parte do comércio tradicional. Por isso lanço o apelo ao comercio tradicional, principalmente ao das Terras de Basto, para que comecem a estudar minuciosamente também as fragilidades dos shoppings, e tentem perceber se é possível competir com eles. Primeiro flexibilem mais os horários e depois aliem-se conjuntamente em associações de comércio em que se determine estratégias globais para cada área, para cada ramo do comércio etc. Aliem-se e cooperem conjuntamente. Pensem em estratégias de futuro, pensem no comercio online, em que depois as entregas poderiam ser feitas pelo mesmo veiculo, comprado em conjunto, que uma hora pertencia á loja A, depois a loja B e assim consecutivamente. Lembrem-se também que enquanto o shopings tem a artificialidade vocês tem a história e a memória das ruas, que eles de certo modo tentam reproduzir mas sempre em vão. O comércio tradicional não precisa de uma mega estrutura para funcionar por isso podem-se fixar no melhor centro histórico ou na proximidade de qualquer núcleo habitacional. Mas é preciso beber um bocadinho dos ensinamentos dos grandes shoppings. E a melhor forma de os combater é agir na mesma lógica deles, pois estes estão sempre bem informados quanto aos mercados e apostam no saber como forma de afirmação. Adaptem as vossas lojas de forma a desenhar um esquema de um shopping a céu aberto organizado em rede. Isto é possível com a elaboração de uma carta comercial, por parte da associação em parceria com a autarquia, em que se determine o tipo de utilização de cada loja e o local onde esta vai funcionar, determinando-se também meios de interacção entre o todo e cada parte. E ao mesmo tempo se estude formas de atracção de lojas âncora para todo o comércio. Lojas ancora são lojas que tem a capacidade de sozinhas conseguirem atrair a km de distancia um grupo de clientes, (Zara p. exemplo), e assim as outras lojas poderiam aproveitarem-se do protagonismo dessas lojas para melhorar o seu negocio.
Outro tipo de comportamento a ter com as grandes superfícies, é o de cooperação, principalmente por parte das pequenas e médias empresas da região, para que não percam por todas as partes, pois á partida ao fixarem nas nossas regiões as grandes superfícies, vão trazer uma serie de produtos de fora que podem tirar o mercado aos produzidos na terra, tenham imaginação para inverter esta tendência, e adaptem-se sobretudo ás novas exigências dos mercados.
Vamos gente de basto comecem a trabalhar, para se um dia um eventual shopping chegar por estas bandas, estejam minimamente preparados...
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domingo, 7 de setembro de 2008
Regionalização, sim porque:
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O tema da regionalização volta a ser falado na nossa esfera política, em que se começam a apresentar soluções, embrionárias sobre um país a regionalizar. O tema é importantíssimo, e do interesse de todos que prezem minimamente o desenvolvimento nossa terra e do país, para se estar a condenar logo á nascença, sem lhe dar sequer tempo para amadurecer e se tornar um projecto mais sólido e credível. É muito bom que se comece a falar deste tema e que se lance a discussão desde a assembleia da republica até as da junta de freguesia e até ás nossas casas, para que este projecto se fortaleça e se evite as atrapalhações de á 10 anos atrás.
A opção política actual enveredou, por falta de coragem, e por um respeito sarcástico aos resultados do ultimo referendo, por uma solução mais suave que se pode chamar municipalização, em que se pretende um maior poder para as autarquias, mas a mesma ou menor autonomia face ao poder central. É evidente que aqui é preciso dissecar uma parte fulcral da questão, ao aparecer a regionalização ira haver um apoio mais directo ás autarquias, no que se refere a questões acima das mesmas, dando-lhe uma maior liberdade e disposição para reparar para os valores mais próximos no seio das suas terras, levando a que o papel das juntas de freguesia seja repensado.
Deixemo-nos de” la palissadas” em questões nestas matérias, de que são precisos impostos para as regiões funcionarem , é obvio que assim tenha que ser , é o principio básico de autonomia da regionalização, o que vai deixar de haver é tanta desigualdade na hora de repartir verbas substanciais. Acham justo Lisboa com investimentos 400 vezes superiores ao Porto, quando a riqueza proferida por uma e por outra parte não corresponde a estes valores. O sistema politico vigente, não corresponde em nada ás necessidades do país, vejo Portugal com enorme potencial para desenvolver, mas que esta interdito por um pólo central que não é capaz de alargar a base territorial de competitividade da economia.
No tempo de globalização em que estamos, as cidades e as regiões se organizam-se numa rede de funções em que cada uma funciona como um nó dessa rede, sendo necessário que as regiões alarguem o seu prisma de autonomia e flexibilidade, fiscal, social entre outros para que o país tenha a oportunidade de contribuir para esta rede com varias polaridades. Para isso é necessário que Portugal se apresentasse com uma imagem politica descentralizada que permitisse a cada região determinar a sua própria estratégia perante o mundo, ocupando o poder central um papel de concepção macro projectos que favoreçam estas regiões.
Por isso, se poderíamos pensar que o centralismo era um sistema com futuro, a globalização veio-nos mostrar que a necessidade do seu sistema é outro, e como não queremos ficar fora de jogo é preciso incentivarmos o aparecimento da regionalização.
Todas a s estratégias que tenho apontado tornam-se mais fáceis de realizar com este sistema politico.
Acham que as regiões como a nossa(terras de Basto), que vivem numa situação de desenvolvimento, muito inferior aos nossos vizinhos, estejam a receber as verbas que estão ? È que para agravar a questão, estão a ser distribuídas de uma forma no mínimo, injusta.
Como estas desigualdades so podem ser combatidas de forma séria no terreno, regionalizar é urgente.
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domingo, 17 de agosto de 2008
Para termos o futuro que nos prometem:
Tem-se discutido muito os problemas de Basto, principalmente o desemprego, que levam a que haja autenticas e estranhas romagens de domingo á noite, com destino a muitos lados bem para fora das Terras de Basto e até de Portugal. “isto por aqui está mau”.
Daqui advêm problemas sociológicos gravíssimos, famílias com pai e mãe, e que se tornam monoparentais durante a semana, com “filhos” dos educadores ou professores, deixando os afectos para os pais que simplesmente deveriam mostrar um acompanhamento próximo das crianças e não podem.
“isto por aqui está mau”.
Há hipótese de fixar esta gente na sua terra Natal? Da para acabar com a desertificação humana? Dar, dá! Mas falta trabalho.
Sim realmente é o que falta, mas muito sinceramente acho que a autarquia não é a única responsável a autarquia não tem que construir, empregar e trabalhar ao mesmo tempo.. As autarquias devem antes desenvolver planos para o aparecimento sustentável do trabalho.
E como o trabalho tem que surgir aliado a uma base sólida de desenvolvimento. É preciso criar uma estratégia e saber que vector que orienta a estratégia para Basto, ou seja, saber o queremos ser como Povo e como Região neste país, na constelação europeia e global de países, pois estamos em plena globalização. Por isso temos que perceber qual a situação que ocupamos no mundo, saber em que ramos somos únicos, e em quais podemos e temos que investir.
Há falta de iniciativa das nossas gentes na criação de postos de trabalho. A autarquia deve apenas activar planos de apoios ás empresas, o Basto Investe é como já referi uma grande ajuda, mas falta algo…há dinheiro mas não há um apoio á incubação da empresa.
Há dinheiro mas não há formação qualificada, não há investigação, nem inovação que deve estar inerente as novas empresas, para que o sucesso das empresas seja garantido.
“Isto por aqui está mau”
A desertificação humana realmente, preocupa-me bastante, acho que é um problema grave e que se resolve a médio longo prazo, a não ser que se incuta uma autentica terapia de choque na atracção de pessoas com capacidade de investir e de criar emprego para as Terras de Basto.
Como?
Questão como o marketing urbano, publicitar as características únicas da terra e mostrar-se ao mundo como um exemplo. Passar a imagem de que somos o local perfeito para a fixação de qualquer empresa. Fazer um Planeamento Estratégico em que se faz a aposta numa serie de equipamentos capazes de fazerem evoluir a região, eu aponto ainda mais uma vez para a questão da formação, que me parece essencial e fulcral, mas boa formação, dinamizem as escolas, elevem os centros de formação a centros tecnológicos sérios, apostem em centros de I&D(inovação e desenvolvimento), iria dar frutos, bons frutos no prazo de 5 anos , todas elas parecem-me ser algumas das soluções mais acertadas.
Há fundos europeus destinados principalmente para inovações a nível da formação: living Labs,(laboratórios vivos) innovation hubs,(concentrador de inovação ) incubadoras de empresas etc...
Apliquem, "e isto vai ficar melhor".
Se não houver inovação, apoios á criação de empresas, não vamos conseguir fazer jus a programas de apoio á criação de empresas como Basto Investe.
Os hotéis, são precisos, os equipamentos culturais etc...também, mas parece-me que por si sós não resolvem o problema , “a doença é demasiado grave para se resolver com chás”. É preciso uma série de intervenções cirúrgicas para salvar este corpo, o coração já mal bate, os pulmões vão respirando sadios com este verde das nossas terras, mas o cérebro teima em não trabalhar por pensar que o problema está nas V(e)ias.
Bem hajam! E um bom dia.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Atrair uns para fixar os outros
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Durante uma troca de opiniões com uma pessoa que muito prezo, e que trabalha com uma autarquia das Terras de Basto, veio á conversa as apostas para o futuro, e aproveitei para questionar o porquê de tanta hesitação na aposta de edifícios dedicados à promoção cultural, ou a insistência em eventos de carácter popularucho, feiras disto ou daquilo, não se criando alternativas a estes eventos dedicado a públicos diferentes.
-“Há coisas mais básicas de apoio á população que falta ainda fazer”.Há falta de emprego…
Em certo modo discordei, pois há coisas que não funcionam de forma tão linear, porque nem todas as pessoas que vivem na nossa terra estão sem emprego, e que necessitam de cinema, teatro, música e outro tipo de eventos e que ganham o dinheiro na nossa terra e vão gastar fora em autenticas romarias a Guimarães, Porto, Braga, Famalicão , etc.…e ninguém faz o sentido inverso no mesmo tipo de procura…
Sem infra-estruturas deste tipo não vamos conseguir marcar a diferença para a atracção de pessoas, e pessoas de cultura que trazem muitas das vezes com eles a capacidade de criar emprego é um ciclo normal que tem que se ter em atenção.
Sei que já há apostas nesse sentido, o caso do Museu Terras de Basto, as Casas da Cultura mas que me parecem proporcionar uma oferta muito tímida, apostando pouco em eventos que se conciliar perfeitamente com os seus funcionamentos e que trariam uma dinâmica maior a estes espaços e instituições. Aproveitar os mesmos espaços durante a noite por exemplo, para diversos tipos de actividades, transformar e conceber espaços flexíveis com a capacidade de ter durante o dia uma função e durante a noite, outra. Espaços “multi-on”(com capacidade de se ligar varias vezes). Não era caro introduzir esta nova dinâmica nas instituições que pecam muitas das vezes pela incapacidade de inovação. E estas infra-estruturas podem viver , haja é quem as mantenha vivas, haja pessoas que as frequente, haja por isso quem consiga elaborar motivos de atracção das pessoas a estes mesmos espaços. Evolui a terra , a cultura e sensibilidade das suas gentes.
Será que é uma opinião só minha, ou os leitores tem uma opinião semelhante?
Lanço agora uma questão para debate
Que instituições das nossa Terras cantam a cultura com dinamica e inovação, quais?
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Pensar Basto a longo prazo
Em que matriz se assenta o desenvolvimento das Terras de Basto?
Nos tempos que correm, em que vivemos num mundo Global, as regiões tentam manifestar as suas mais valias e estão em constante competição na atracção de investimento. Estratégias de Marketing Urbano, promovem as vilas, cidades e regiões, no intuito de atrair para a região o tão apetecível capital humano com conhecimento para transmitir , que faça desenvolver a região. É preciso atrair gente com conhecimento para as Terras de Basto, são estes que têm capacidade de inovar nas apostas e os que melhor conseguem traçar um futuro risonho para as nossas terras. Atrair estas pessoas, criando condições para elas se fixarem, para depois construir em conjunto com as autarquias a matriz estratégica que enquadre a leitura do caminho que o “território” deve seguir a longo prazo.
É esse o papel da inteligência pensante( Intelligence Thinking) : organizar a articulação dos actores, conformar vontades estratégicas, focalizar níveis de aposta e equilibrar a inovação e a eficiência racional. Estamos perante um desafio aliciante, que dará á região uma imagem de maioridade.
"o importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar".
Interessa fixar objectivos e pensar e solidificar a base na qual se deve assentar o desenvolvimento. Porque não a articulação entre os diferentes saberes, popular e erudito, criar regiões laboratórios vivos “living labs”, onde quem tem formação para investigar apoia o saber popular, e os populares tornam mais sólidas as investigações.
Deve-se pensar uma região sempre a longo prazo, e tomar decisões que a lancem no futuro.
"Roma e Pavia não se fizeram num dia".
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
LARES E INFANTARIOS,SIM !!! MAS COMO?
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Em boa hora, em Cabeceiras de Basto a Resposta social vai ser alargada, fruto da construção de quatro novas unidades de apoio a crianças e idosos, Painzela, ampliação em Cavês, Gondarém e Arco de Baúlhe. Merecendo esta ultima e algumas polémicas pela sua localização, junto de uma actividade impossível de conciliar com o funcionamento deste, e porque ficará muito distanciada do centro da Vila do Arco de Baulhe.
As obras são muito bem vindas pois temos que saber tratar da melhor forma a população mais vulnerável mas, não estaremos a tirar muito pouco partido da especificidade da nossa terra, não estaremos a insistir num tipo de conceito de lar/ infantários que é possível melhorar. Começam a aparecer um pouco por todo país novos tipos de lar, com conceitos maravilhosos, que se distanciam muito do tipo de “lar – hospital”. Caso disso é das “aldeias lar”, que pelas características este tipo de conceito poderia ser muito bem aplicado nas nossas terras, pela forte associação á escala e identidade da mesma, só de pensar neste projecto bem aplicado a algumas aldeias das terras de basto me apetece ser “velhinho”.
Outra questão que ainda me parece muito pertinente e merecedora de uma discussão mais alargada é a localização do lar infantário do Arco. Não vamos cometer um erro quase irreversível, se isolarmos o edifício no local que lhe está destinado?
Este edifício aparece como uma oportunidade única para fazer permuta com edifícios que pelo tempo e evolução da Vila se tornaram inconvenientes, como é o caso da serração junto da central de táxis, ou mesmo a outra na avenida Capitão Elísio de Azevedo. Sei que os fundos não são atribuídos para recuperação de edifícios, (mais um erro politico grosseiro), mas não seria bom para o ordenamento da vila a demolição destes edifícios, que pela função podem e devem estar na periferia, para construção do lar no núcleo urbano, ganha a Vila e os utentes do serviço pois irão sentir-se ainda uma parte integrante da sociedade que não os rejeita nem isola, e ganham os políticos por uma boa obra, e pela capacidade de decisão e articulação com outras obras publicas, até agora, menos frequentadas e utilizadas, como é o caso do arranjo no lugar da Serra e ganha o Arco de Baulhe e ganhamos todos. Sei que há sensatez na decisão politica da nossa terra, é dever nosso como habitantes, mais que protestar, apresentar alternativas viáveis. Se não houver inconvenientes nem impedimentos, Espero que não seja tarde para mudar…pois parece-nos melhor esta opção.
O futuro que queremos para nós e para os nossos começa hoje, e está nas nossas mãos construi-lo.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Bem haja ao Água Hotels Mondim
Uma boa obra de promoção das Terras de Basto, principalmente de Mondim que lhe aparece no nome, é um facto.
Este hotel surgiu com a capacidade de inovação no conceito de hotel e numa serie de serviços nos quais pretende tirar partido da excepcionalidade da sua envolvente, montanha e agua, e da excepcionalidade das terras que se encontra na qual vai beber os encantos gastronómicos.
Utilizar Torga na sua promoção é perfeito, Torga sempre cantou as origens, e Mondim não deixa de ser transmontano. Mas é de Basto tambem , e foi nas Terras de Basto que se fixou este hotel. Há potencial nas nossas terras é preciso sabe-lo descobrir, temos que conseguir cantar da melhor forma as nossas especificidades.
Mondim além de uma capacidade de promoção dos desportos radicais, ganha ainda aos outros concelhos da terra de basto a vantagem devir a ficar no futuro junto do lago artificial que ali vai nascer com a barragem de Fridão, enfatizando ainda mais o estatuto de Vila ribeirinha, atraindo mais turistas e futuros habitantes para esta região.
Mondim vai ser um sonho se conseguir tirar partido do enorme lago que lhe vai estar a marcar os limites. Com um bom planeamento e estratégia, Mondim pode tornar a ameaça do grande lago numa oportunidade de desenvolvimento.
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domingo, 10 de agosto de 2008
Castelos fixados-Novo Plano Habitação social
Segundo o Diàrio do Minho as medidas estratégicas com que o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana vai nortear o Plano Estratégico da Habitação para 2008/2013 vai ser inspirado num modelo diferente do utilizado até agora, que consistia na construção de edificios ou bairros sociais, para passar agora a alojar as pessoas em habitações que estão desocupadas por vários pontos das vilas e cidades. Uma descompressão que já deveria ser feita à muito tempo ,para resolução dos casos mais problemáticos que resultam do anterior modelo, os casos de criminalidade, exclusão social, subsidio-dependencia etc...
O problema resultava pelo facto de se juntar todo um extracto social, dos quais resultam os maiores problemas sociais, e concentravam-se no mesmo local, sendo dificil assim um habitante menos problematico ter uma vivencia algo normal nesse bairro.
Com o novo modelo de habitação que já foi utilizado em Braga, as pessoas a alojar espalham-se por toda a cidade, podendo ser integradas e incluidas socialmente junto de exemplos melhores, que aqueles que estavam sujeitos a lidar nos antigos bairros sociais em que a maioria das vezes uns são noticia por razões menos boas, afectando todos os outros.
Nas terras de basto veem-se casos como o da deslocação das pessoas do bairro do Carvalhal, para o novo edificio perto da Central de Camionagem,"Sorte do Cemitério",que apesar de terem melhores condições a maioria dos habitantes,nao se adaptou aquele espaço," nao tem lareira" dizem uns, "isto parece um asilio"dizem outros. quando se muda as pessoas de local, é bom ter em causa as relaçoes de vizinhança, a socialização das pessoas, a relação com o meio envolvente.
O problema do tipo de escolha não foi da camara, pois limitou-se a fazer o que estava no anterior Plano da habitação social, mas é bom que se compreenda as pessoas que manifestaram uma opinião diferente em relação a este projecto, que até Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, admitiu que nao era o melhor pois senao nao tinha mudado.
A discussão quando é sensata é sempre boa a nivel de estrategias politicas, pois serve para fortalecer as decisões, por isso deve-se ter sempre respeito por quem as manifesta.
Um BEM HAJA, á mudança para melhor no Plano Estratégico da Habitação Social.
VAMOS COMENTAR PESSOAL, ESTE ESPAÇO É TAMBÉM VOSSO, VAMOS PENSAR O FUTURO DAS TERRAS DE BASTO
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Celorico de Basto- your second home-
Depois de uma negociaçao com uma empresa Alemã que pretendia comprar alguns solares celoricences, para adaptar a uma função turistica.
Está a ser lançada em Celorico uma estrategia de promoção internacional do concelho e dos seus solares (muitos deles abandonados). Apresentando-se como nº 1 em casas brasonadas (segredaram-me que é Ponte de Lima), e oferecendo-se como a segunda casa de investidores estrangeiros.
De facto Celorico de Basto tem um enorme potencial a nivel patrimonial arquitectonico e paisagistico, mas que ainda nao está a ser devidamente explorado, e que foi até pouco tempo sempre esquecido por quem o devia promover, e é precisamente neste ponto que quero alertar as autoridades autarquicas, pois os solares é uma das coisas " tão Ricas" da nossa terra, e que deveriam merecer a atenção das mesmas, no que diz respeito á sua conservação.Pois agora esta-se a promover um patrimonio ja degradado, e que poderia dar asas a uma rede de actividades entre solares que de facto poderiam promover de uma forma muito eficaz a nossa terra.
A minha sugestão:
Deveriam organizar os solares numa rede de actividades de destaque, adequadas aos mesmos, uns como casas tematicas, outros como casas museu, outras como turismo de Habitaçao, ou com actividades culturais um pouco á imagem do que foi feito com a Biblioteca Municipal Marcelo Rebelo de Sousa, ou com serviços como os da Quinta do Prado, etc...tornando-os num ponto de interesse a nivel nacional e internacional, e de merecer roteiros turisticos pela nossa terra.
Os solares tem neles gravada a história e o modus vivendi dos nossos antepassados, e estão rodeados por vegetação que criam lugares unicos que devem estar sempre abertos ao publico...
Cabeceiras Pintada
Humildemente...
Este foi um dos primeiros trabalhos de interpretação que fiz de Cabeceiras de Basto.
Farto do ar rural e artesanal e pouco inovador que é dado a tudo que é digno de ser representado nesta terra e da forma como se olha para a mesma, dei um grito...
Entre as cores da hieraldica do concelho, da alusão ás freguesias e ao seu numero, do ar festivo e e da alegria do Estilo Barroco-Rocócó do Mosteiro, e umas fortes associações simbolicas e conceptuais de Cabeceiras ...nasceu "cabeceiras pintada".
Tentou-se pensar e interpretar o passado e o presente, e solta-los numa nova forma ou linguagem representativa , uma atitude até agora estranha em Cabeceiras, que eu saiba.
A forma como a cultura e a arte são "cantadas" nas Terras de Basto é esquesita, diria mesmo retrogada...
Vamos inovar, ou melhor destradicionalizar. Respeitar o passado não é ficar eternamente agarrado a este.
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Somos únicos. Mas em quê?
Umas semanas atrás esteve no Porto Tom Fleming um dos maiores especialistas no estudo do desenvolvimento das cidades, apontou que ""o problema do Porto é que, tal como acontece com a região Norte, não está ainda a conseguir maximizar os seus recursos". querendo-se referir principalmente aos recursos Humanos especializados, realçando tambem a organização de estrategias em redes de promoção das Vilas e Cidades para singrarem num mundo Global, ao qual apela que cada região promova a sua especificidade, "Descubram aquilo em que são únicos e apresentem-se ao mundo como um modelo". frisando também que serão as regiões que souberem tirar partido da sua excelencia que irão progredir no futuro.
agora pergunto: Quais são as especificidades das Terras de Basto? que apostas alem dos "outdoors" e das "Feiras Temáticas" é que as entidades locais apostam na sua promoção?
Será que é aconselhada a imagem, baseada no artesanato e alguns fumeiros que as feiras passam das Terras de Basto?
Será que o artesanato mostrado é identitario da nossa terra, ou serão apenas imitações forçadas, da identidade de outros?
Que inovações sao apresentadas?
Nao seria vantajoso investir num Nucleo de Artes Criativas para as Terras de Basto, que orientaria todos os artesaos e artistas locais na criação e divulgação de uma imagem inovadora dos nossos concelhos... Nucleo este que poderia ser usado como transmissao de conhecimento entre os criadores.
Cabeceiras...
Ouvi dizer a algum tempo que iriam apostar numa Oficina de Artes, um espaço onde todos os criadores se poderiam juntar a trabalhar e transmitir conhecimento...O que foi feito ao projecto?
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